Análise retirada do site globoesporte.com, por Diego Ribeiro
Espelhos da temporada
Os dias de intertemporada durante a Copa das
Confederações não mudaram muita coisa em São Paulo e SCCP. A equipe de Tite não
tem mais Paulinho, mas continua organizada, sabendo os movimentos corretos, as melhores
jogadas – o entrosamento está em dia. Já a formação proposta por Ney Franco é a
mesma confusão do primeiro semestre. Por isso, Jadson e Ganso ainda não se
entendem totalmente no meio-campo, e o Tricolor depende de lampejos de seus
melhores jogadores para conseguir alguma coisa. Os primeiros 45 minutos no
Morumbi sintetizaram tudo isso. Um SCCP muito bem postado, propondo o jogo e
explorando a velocidade de Emerson Sheik e Romarinho pelas pontas – Douglas e
Juan eram seus marcadores, ou ao menos deveriam ser. No São Paulo, Ganso ficou
encaixotado entre zagueiros e volantes corintianos, e Ney Franco tentou algo
que não tinha como dar certo: colocar o meia para jogar pelas pontas, onde não
está acostumado. Ao mesmo tempo, Jadson tentava tudo sozinho, e Osvaldo e Luis
Fabiano pegaram pouco na bola. Os alvinegros mandaram na partida e nem
precisaram de tanto esforço para isso. Aos 28 minutos, o merecido gol: vantagem
de Romarinho sobre Juan, cruzamento rasteiro e chute certeiro de Guerrero,
sozinho, sem a marcação de Rafael Toloi. Fim do jejum de oito jogos sem gols do
peruano. Até então, o clima era morno no Morumbi. O mais pilhado em campo era o
árbitro Ricardo Marques Ribeiro, adepto do “apito nervoso”, parando o jogo com
faltas (até quando não havia nada a se marcar) e distribuindo cartões. Sem
grandes acontecimentos, mal parecia uma decisão internacional entre dois
ferrenhos rivais.
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| Pra lamentar. São Paulo precisa vencer fora de casa dia 17. |
Goleiros falham, Renato Augusto decide
Um chute, uma falha e um reserva inflamado
acenderam a decisão da Recopa em poucos segundos após a volta do intervalo.
Aloísio, o Boi Bandido, substituiu um preguiçoso Ganso e tratou de trabalhar
logo em seu primeiro toque na bola, com menos de um minuto. A bomba de fora da
área e a incrível falha de Cássio colocaram o São Paulo de volta na partida: 1
a 1. A torcida que cobrava muito passou a apoiar o Tricolor. Por 15, 20
minutos, o São Paulo se aproveitou da euforia e ganhou na disposição.
Wellington, que entrou no segundo tempo, tomou as rédeas do meio-campo e até
deu bronca em Emerson. Cássio não transmitia segurança à sua defesa, e o Timão
sofreu certa pressão. Tite lançou Renato Augusto no time e conseguiu esfriar a
partida. Com tudo no lugar, o SCCP voltou a ter a posse de bola e aproveitar as
sucessivas falhas da defesa são-paulina. Duas bolas na trave, de Guilherme e
Romarinho, mostraram qual era a equipe mais incisiva no ataque. Aos 30, o
resultado: após lançamento do meio-campo, Renato Augusto mostrou frieza,
tranquilidade e inteligência ao dar um leve toque na bola, por cima de Rogério
Ceni. Muito adiantado, o goleiro são-paulino “retribuiu” a falha de Cássio. Merecidamente,
a equipe de Tite conquistou vantagem para tentar seu segundo título na
temporada. O São Paulo terá duas semanas para buscar soluções em um time com
bons jogadores, mas sem organização alguma em campo. Isso se Ney Franco
sobreviver no cargo até o dia 17 de julho.
“Ney franco tem que
por na cabeça que Aloísio não pode ficar no banco de Ganso. Nos clássicos,
Ganso sempre foi um peso morto em campo. Parece que não se preocupa em fugir da
marcação, enquanto Aloísio é brigador, está disposto sempre, e parece querer
mostrar seu valor. Espero que pro segundo jogo o treinador entre em campo no
4-3-3, se não....Eh, Muricy!!!”

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