30 de dezembro de 2016

Retrospectiva São Paulo 2016

Se pararmos para fazer uma analogia do ano de 2016 do São Paulo, eu diria que ela se assemelha com uma pessoa que viveu na UTI. Teve seus altos e baixos. Seus momentos de alegrias, tristezas, desesperos, estabilidades.
E assim como no caso de uma pessoa hospitalizada, que depende de profissionais gabaritados, qualquer outro tipo de profissional pode colocar tudo a perder.
Pois é, o tricolor foi assim, como um paciente,que viveu momentos de euforia, como chegar as semi finais da Libertadores, e se iludir cada vez mais com seu “quadro clínico”, mas teve também o momento de desespero, quando o time não vencia no brasileiro, e foi colocando uma pulga atrás da orelha de cada torcedor, e correndo riscos de quedas para a série B.
Nos dois casos (São Paulo 2016 e paciente hospitalizado), a parte psicológica influencia demais. Quando estava bem, acreditava ser invencível, quando mal, imaginava ser o fim.

Felizmente, o São Paulo foi aquele paciente que apesar de passar um bom tempo no hospital, e ter sido desenganado por algumas pessoas, conseguiu no fim das contas se recuperar, fazer fisioterapia e depois receber alta. Mas apesar disso, recebeu sérias recomendações médicas de que no ano seguinte, precisará se cuidar mais, pra não sofrer novamente.

O começo do ano

Estadual e seu primeiro vexame.
O time chegou com desconfianças. Depois das saídas de Rogério Ceni (encerrou a carreira) Pato e Luis Fabiano (fim de contrato), nomes que elevavam o nível do elenco, o tricolor viveu com contratações de inicio de ano ruins e cheio de incertezas. Nomes como Kieza, Mena, Kelvin e até mesmo Lugano, eram vistos com maus olhos por muitos.
O atraso de salários também bagunçou o ambiente do clube, que tinha alguns medalhões recebendo uma bala. E como já vem acontecendo há algum tempo, um vexame na eliminação do estadual. A goleada para o Audax contribuiu para o ambiente ruim.
O treinador na ocasião, Edgardo Bauza, passou a ter seu desempenho questionado, pois alem da eliminação do paulista, o time passou um sufoco danado para se classificar na fase de grupos da libertadores. O time era cobrado por falta de padrão de jogo e pelos poucos gols que fazia.

Foi nesse momento que o clube começou a ficar “doente”.

Do sufoco a semi final

Como já dito, o time sofreu para se classificar na fase de grupos da libertadores. Iniciar com derrota em casa (mais precisamente no Pacaembu), fez a torcida cobrar cada vez mais, e digamos que ela foi determinante também na competição.

A derrota em casa gerou
uma pressão sem tamanho.
O tricolor não passava confiança que iria longe no torneio, porém, a sorte também caminhou com o clube. Depois de conseguir alguns pontos importantes, como vencer River em casa e empatar na Argentina, o time passou à acreditar que era possível classificar. O jogo decisivo, entre tantos, foi a partida na altitude, diante do The Strongest. O time não podia perder em hipótese alguma, e foi numa partida dura que saiu com um empate, que bastou para se classificar, com uma campanha fraca, mas classificado.
Os pontos contra o River
deram nova perspectiva.
A partir daí, a camisa começou a pesar, e o torcedor acreditar. O time passou com certa facilidade pelas oitavas, ganhando o primeiro jogo em casa, diante do Toluca-MEX por 4 a 0, e encarou de igual para igual o Atlético/MG nas quartas. Cada jogo, o Morumbi explodia de euforia.
Os colombianos colocaram
o tricolor em sua realidade.
Quando o árbitro apitou o final daquela segunda partida em Minas Gerais, o tricolor estava novamente numa semi final de libertadores. De desacreditados, o time passou a ficar cada vez mais perto do título.
Mas o time não teve sorte, nem competência para vencer o Atlético Nacional-COL (Que foi campeão). Nesse momento da temporada, a torcida não sabia qual era o São Paulo verdadeiro. Se era aquele que chegou tão longe na competição ou se era aquele que por pouco não se classificou.

Aquela altura, alguns sintomas já tinham aparecido, mais os bons momentos fizeram o “paciente” acreditar que estava curado, e começou à almejar coisas maiores no restante do ano.

Palavra que faz curva

Abandonou o barco.
Depois de questionado no inicio, Bauza conseguiu convencer boa parte das pessoas que era possível brigar por coisas mais relevantes no restante do ano. Sondado por dirigentes argentinos, o treinador chegou a dizer que era homem o suficiente para cumprir com a palavra e permanecer no clube, porém não foi o que aconteceu. O treinador se mandou para assumir a seleção de Messi e causou revolta de muitos. Outros chegaram a comemorar sua saída.

Um dos profissionais que cuidava do paciente desistiu do tratamento, e isso contribuiu para alguns sintomas voltarem, e foi ai que o São Paulo começa a ficar mal novamente.

Decisões equivocadas, erradas, bizarras entre outras burrices da diretoria

Eliminação bizarra e Denis
falhando como nunca.
Para a vaga de Bauza a diretoria (principal responsável pelo quadro clínico da equipe) começou à aprontar... Trouxe para assumir o comando Ricardo Gomes, treinador limitadíssimo (que após sair do Botafogo, o clube carioca chegou a libertadores no fim do campeonato).
Cenas pra esquecer.
A cada jogo, o time causava mais pânico. O São Paulo chegou a ficar 5 jogos sem vencer, e dentre eles, outro vexame. Perdeu para o Juventude, em casa, no primeiro jogo da copa do Brasil. Na volta não conseguiu reverter o placar, e estava eliminado para um time de série C...
Nesse período aconteceu o fato mais lamentável do clube. Torcedores invadiram o CT da Barra Funda e agrediram alguns jogadores. Esse fato atrapalhou ainda mais o desempenho da equipe.
Até camisa amarela teve em 2016.
Junta-se isso a nomes bizarros que a diretoria contratou para “ajudar” o elenco. Nomes como Gilberto, Robson, Jean Carlos chegaram com uma desconfiança absurda. Evidente, pois nenhum deles tem futebol pra São Paulo Futebol Clube.
Ainda na onda das bizarrices, a diretoria autorizou o clube a jogar com uma “terceira camisa” amarela, que foi achincalhada desde sua aparição na internet.
O ano de 2016 era pra esquecer mesmo...


O time volta ao hospital e passa a ficar sob orientações de médicos inexperiente e/ou péssimos.

Calculadora no bolso e um médico de verdade na comissão

Cada derrota, um desespero.
Ficar sem vencer no campeonato, com o time bagunçado, com jogadores agredidos, e com elenco fraquíssimo, todo jogo era um tormento, pois além de acompanhar o tricolor, o torcedor tinha que ficar de olho se o adversário não estava chegando cada vez mais perto, ainda mais porque mais da metade do brasileiro já havia passado.
Esse é o período mais crítico do clube, pois foi quando o time passou de fato a ficar perto da zona do rebaixamento. Eu mesmo acreditei que esse ano seria difícil de se salvar, pois as perspectiva não eram animadoras.
Os principais adversários da equipe passaram a ser os clubes de baixo da tabela. Isso não condizia com um clube como o São Paulo, mas infelizmente, era nossa realidade de momento.
Vitória chave. A partir desse jogo,
 tive a impressão que não cairíamos.
Foi ai que um médico de verdade foi acionado, e Marco Aurélio Cunha voltou ao tricolor para ajudar esse paciente tão enfermo. Eu sou um dos que acredita que ele auxiliou e muito na reabilitação do time.
As coisas passaram a melhorar quando o time venceu dois jogos, sendo um deles, diante do Fluminense improvável. Aquela vitória elevou a moral do time e da torcida, que voltou à acreditar que era possível se salvar. De fato foi, e faltando 6 rodadas pro fim, o time estava livre do perigo.
Momentos raros. 4 a 0 foi pouco.
A moral ficou tão elevada, que o time chegou a golear o SCCP por 4 a 0 no Morumbi, sob os gritos de olé.
Uma pena que o ano não foi assim na maior parte. O clube conseguiu um feito pra esquecer e que resume bem 2016. Durante todo o ano, não conseguiu ter mais vitórias do que derrotas, terminando com empate de 26 pra cada lado.

Depois de muitos medicamentos, de ficar desacreditado, de chegar a rezar, o time enfim recebeu alta e pode fazer sua recuperação em casa.

Pílulas do futuro?!
O futuro está ai?

Será que o Mito
vai ser diferenciado?
Uma coisa boa que aconteceu, mas que deve ser tratada com cuidado e dedicação, foram os jogadores da base que surgiram esse ano no clube. Primeiro Lucas Fernandes, que infelizmente se machucou, depois vieram Luiz Araújo e David Neres. Esses garotos, são responsáveis por esse ano mágico das categorias de base do tricolor, agora, é preciso saber utilizar todos esses que subiram e olhar com carinho os demais. Pra isso, o treinador em 2017 será Rogério Ceni. Nosso ídolo máximo foi chamado, não recusou e diz estar preparado pra fazer a torcida tricolor voltar a sorrir.

Seria esse o remédio ideal para não ficarmos mais doentes???


Não podia deixar de falar...
A singela homenagem tricolor.

Apesar de todo o ano ruim do tricolor, isso tudo perde o valor quando acontece um acidente, no fim de novembro que mata 71 pessoas, entre elas, o time da Chapecoense, que rumava para Colômbia, onde faria um jogo histórico de sua história.
#FORÇACHAPECOENSE
Esse acidente virou uma comoção mundial, e qualquer outra coisa que acontecesse no futebol, era pequeno diante da perda que o torcedor do futebol teve.
O São Paulo havia jogado dias antes contra os catarinenses e saiu derrotado. Na última rodada, uma linda homenagem aconteceu e o São Paulo, contra o Santa cruz vestiu-se de luto.








Rafa Malagodi


12 de dezembro de 2016

Seleção do Brasileiro 2016, por Rafa Malagodi

Seguindo sempre o mesmo critério (importância para o time; destaque na competição por pelo menos 50% das rodadas; gols importantes, entre outros) vou escalar a minha seleção da rodada.
Vou fazer antes da bola de prata PLACAR/ESPN, pra depois não ficar a impressão que copiei....rs. 
Segue:

Esquema 4-3-3

1 - Jailson (PAL)
2 - Vítor Ferraz (SAN)
3 - Pedro Geromel (GRE)
4 - Vítor Hugo (PAL)
6 - Jorge (FLA)
5 - William Arão (FLA)
8 - Tchê Tchê (PAL)
10 - Diego (FLA)
7 - Marinho (VIT)
11 - Gabriel Jesus (PAL)
9 - Fred (ATL/MG)

Técnico Cuca (PAL)

Alguns vão concordar, outros vão criticar, vão falar que faltou esse, aquele e assim vai. Isso é bom, pois discutir futebol é muito bom!!!!

Rafa Malagodi

11 de dezembro de 2016

São Paulo 5 x 0 Santa Cruz (38 rodada brasileiro 2016, por Globoesporte.com)

Com uma rodada toda a típica, não consegui acompanhar ao jogo, por tanto, segue análise do site globoesporte.com

#forçaChape

Primeiro tempo
O São Paulo precisou de apenas um ataque para abrir o placar. Com apenas um minuto de jogo, Chavez recebeu de Cueva, caiu pela esquerda e cruzou na medida para o jovem atacante David Neres mandar no canto direito de Luiz Miller: 1 a 0.
Com bastante espaço, o Tricolor criou mais duas boas chances logo após o gol, com Gilberto e Bruno. Sem nada a perder, o Santa Cruz apostava em contragolpes, mas não levava grande perigo. O segundo tento são-paulino era questão de tempo. Aos 29, Gilberto recebeu de Maicon e acertou um potente chute de direita no canto direito para fazer um golaço e abrir 2 a 0 para o São Paulo.
Sem conseguir articular suas jogadas, o Santa era presa fácil para o São Paulo, que jogava solto. Em um lance no qual o time tinha tudo para marcar o terceiro, o Tricolor acabou ficando com um homem a menos. Gilberto rolou para Cueva na área, e o peruano caiu após choque com Derley. O árbitro Paulo Schleich Volkopff interpretou como simulação e deu o segundo amarelo para o meia do São Paulo.
Homenagem e goleada.
Mas o ano foi pra esquecer.
Segundo tempo
O São Paulo voltou do intervalo partindo para cima do time pernambucano. Com domínio territorial, apesar de ter um a menos em campo, o Tricolor encontrava caminho livre pelos lados do campo. Foi pela esquerda que saiu o terceiro gol, aos 12 minutos. O argentino Chavez recebeu de João Schmidt em contra-ataque, dividiu com a zaga ao seu estilo, com bola batendo em todas as pernas possíveis, mas finalizou com classe, por cima do goleiro Miller: 3 a 0.
Em ritmo de treino, o Tricolor começou a desperdiçar uma chance atrás da outra. David Neres, Gilberto e Maicon poderiam ter ampliado o placar. Mas o quarto gol haveria de ser feito por Chavez. Aos 27, o centroavante obrigou Miller a fazer boa defesa. No rebote, Luiz Araújo foi mais rápido que o goleiro e rolou para nova tentativa do argentino, que acertou o ângulo.
Ainda havia tempo para o quinto gol. Aos 36, Luiz Araújo recebeu no meio-campo, arrancou e passou pelos dois zagueiros, Luan Peres e Walter Guimarães, antes de acertar um chutaço de pé esquerdo, no cantinho. Quase o Tricolor fecha a conta em 6 a 0. Mas a bomba de João Schmidt acertou a trave, aos 43.