31 de julho de 2014

Bragantino 1 x 2 São Paulo (Copa do Brasil 2014, terceira fase)

O São Paulo venceu o primeiro duelo da terceira fase da copa do Brasil diante do Bragantino, mas engana-se quem acha que o tricolor jogou bem. O time da capital teve novamente um futebol lento, com apenas alguns lampejos. Não fosse o adversário tão ruim...

O tricolor não foi bem novamente. Diante de um time muito fraco (muito mesmo), era esperado um futebol mais dinâmico, mas o que se viu foi o mesmo toque de bola lento e moroso.
A bola permaneceu nos pés do São Paulo por muito tempo, mas o tricolor não agredia o Bragantino. Pouco chegava ao ataque e não teve a competência de arriscar chutes a gol. Com Alexandre Pato de titular, era esperado pelo menos mais velocidade na frente.
O primeiro gol do jogo foi do Bragantino, mas contra. Após cobrança de escanteio o defensor do Braga cabeceou contra sua meta. 1 a 0, aos 16 min.
Com esse gol, parecia que o São Paulo se aproveitaria da fragilidade d adversário e golearia, mas não. O São Paulo voltou a trocar passes sem objetividade. O São Paulo era pouco pressionado e Rogério Ceni pouco trabalhava.
O São Paulo só foi assustar ao gol adversário perto dos 30 min. quando em boa troca de passe, Pato deixou de calcanhar e Ganso por coberta quase surpreendeu o goleiro Renan. Ainda era pouco, para um time com mais qualidade.
Nos minutos finais, o Bragantino quase empatou num lance sem querer. A bola depois de desviada resvalou no travessão.

Com a benção do Mito, Pato marca de pênalti.

O inicio da segunda etapa foi de sufoco para o tricolor. O Bragantino quase marcou em pelo menos duas chegadas.
Impressionante como o São Paulo conseguiu sofrer perigo de um time que está em 19° da série B. Alguns jogadores do são Paulo pareciam estar despreocupados com o jogo. Ganso e Maicon erraram diversos passes no meio de campo.
Após alguns sustos o tricolor começou a atacar o Bragantino. Ademilson quase marcou, não fosse o pé do Pato atrapalhar. Alexandre Pato era o melhor no tricolor, ainda que muito abaixo seu futebol, o camisa 11 estava deixando seus companheiros em boas condições de finalização. Ganso e Maicon receberam bom passe e desperdiçaram.
O São Paulo chegou ao segundo gol aos 30 min. de pênalti. Pato pediu e Rogério deixou o camisa 11 cobrar. 2 a 0 tricolor. A vitória era esperada, o que não se esperava era com futebol burocrático, com apenas lampejos.
Ainda antes do fim, o São Paulo conseguiu a proeza de sofrer o gol. Bola nas costas de Álvaro Pereira, cruzada pra trás. Ceni não teve nem reação.
Fim de jogo, e o tricolor vence mais não convence.
Um detalhe a ser ressaltado, é Muricy não ter feito nenhuma alteração, porém era visível alguns jogadores muito abaixo. Casos de Ganso, Maicon, Douglas.

Destaque positivo
RAFAEL TOLOI. Tudo bem que o adversário era fraco, mas o zagueiro fez ótimos desarmes. Seguro na defesa; PATO. Foi o melhor da equipe. Os dois gols tiveram origens em seus pés. Serviu bem os companheiros; ROGÉRIO CENI. O Mito chegou a incríveis 600 VITÓRIAS pelo São Paulo.

Destaque negativo
MAICON. O meio campo errou passes fáceis. No ataque finalizou muito mal; GANSO. Passou boa parte do jogo assistindo. Dois bonitos lances e só; MURICY. Sem mexer na equipe, parecia até que o time estava jogando bem. Parece não gostar dos reservas, inclusive da base.

Rafa Malagodi


27 de julho de 2014

Goiás 2 x 1 São Paulo (brasileiro 2014, 12ª rodada)

São Paulo perde novamente e começa a se distanciar ainda mais dos líderes. Tricolor não passa pela forte marcação goiana e sai derrotado. Kaká, que estreava fez bem seu papel e ainda marcou o tento tricolor.

O primeiro tempo não foi bom. O São Paulo apesar da posse de bola, sofria dos mesmos problemas anteriores. Não conseguia vencer a marcação. O São Paulo tem sofrido muito contra times que costumam jogar fechado.
O tricolor até tentou arriscar ao gol e sempre com o estreante da tarde Kaká. O camisa 8 tinha arriscado ao gol quatro vezes. Pelo lado goiano, isso não acontecia de nenhum dos jogadores. O Goiás não atacava o tricolor, queria sair com velocidade ao ataque, e dava espaços para os visitantes.
E como o problema tricolor é crônico, a dificuldade de chegar a meta adversária era cada vez maior. Muitos erros de passes também contribuíram pra essa derrota. Douglas (como sempre) errou muito.
Kardec na frente pouco produziu, pois a bola não chegava para sua finalização.
Os minutos se passavam e o jogo que se encaminhava para o zero a zero justo, teve uma mudança primordial. Aos 43 min. em bola parada, o tricolor levou o 1 a 0. Curiosamente na primeira bola que foi ao gol são paulino.
O gol no fim foi um banho de água fria.

Solitário. Kaká foi quem mais buscou o jogo.

A segunda etapa começou com mais uma ducha gelada. O Goiás marcou o segundo gol logo aos 3 min. A defesa do São Paulo ficou olhando o Amaral subir sozinho entre três jogadores e tocar para trás.
Naquela altura, todas as instruções do treinador são paulino tinham ruído, pois certamente ele não esperava por esse novo vacilo. De certa forma o São Paulo voltou a controlar a partida, enquanto o Goiás voltou a sua defensiva, mas como já dito antes, a posse de bola improdutiva não ajudou em nada. Kaká sim era o mais lúcido. O meia tricolor procurava a tabela e tentava suas arrancadas, mas seus companheiros não o acompanhavam.
O tricolor chegou perto de marcar quando foi pro abafa, mas ainda era muito pouco.
O gol saiu aos 31 min, e foi com Kaká, que aproveitou bola rebatida e mandou pra rede. A partir daí o São Paulo se jogou literalmente ao ataque. Muricy ainda fez alterações ofensivas, mas já era tarde.
O resultado negativo encobriu a boa atuação de Kaká. Atuação essa que poderia ser revista por seus companheiros para quem sabe se doarem um pouco mais.
Com nova derrota, o tricolor terá que pelo menos voltar ao bom futebol em seus domínios, para não ficar cada vez mais distante dos adversários. Mas o problema é saber se esse time vai provar que tem qualidade. No papel são sempre elogiados, mas dentro de campo...ainda estão longe.

Destaque positivo
KAKÁ. Estreou com vontade de jogo. Demorou um pouco para engrenar, mas foi o melhor do time. O gol coroou sua entrega dentro de campo.

Destaque negativo
MURICY. Não dá padrão tático a equipe. Teimoso, alguns jogadores parecem intocáveis; DOUGLAS. Novamente errou demais. Não atacava e nem defendia, além de errar passes primários.

Rafa Malagodi



19 de julho de 2014

São Paulo 0 x 1 Chapecoense (brasileiro 2014, 11ª rodada)

A derrota foi merecida. O São Paulo jogou um fraco primeiro tempo e não teve capacidade de marcar na segunda etapa, quando teve mais chances. A Chapecoense se propôs a defender, e fez bem.

O primeiro tempo do São Paulo é pra ser esquecido. Errando muitos passes e sem conseguir criar, o tricolor sofreu para enfrentar os catarinenses. A equipe de Muricy não arriscava. Teve a posse de bola por muitas vezes, porém, essa posse era inútil, pois quem mais tocava na bola eram os zagueiros, girando o jogo.
Os catarinenses jogavam fechados e não davam liberdade para a criação tricolor. Sem receber bola, Kardec passou a sair da área para recebê-la, mas isso deixava um buraco no ataque. Ademilson e Osvaldo também tiveram dificuldades de criação.
Os 45 min. iniciais não tiveram grandes emoções, e com times com propostas diferentes, prevaleceu aquele que procurava não sofrer gols, a Chapecoense.

Aplausos? Só pra torcida, porque os jogadores...
O segundo tempo começou diferente. O tricolor voltou pressionando a saída de bola adversária, e via resultado já nos primeiros minutos. Ganso arriscou aos 22 segundos, depois foi a vez de A. Carlos chegar perto. Mas a melhor delas foi Alan Kardec. Mas o camisa 14 perdeu gol cara a cara com o goleiro. O atacante estava livre.
Aquela velha (e chata) máxima do futebol “quem não faz, toma” aconteceu novamente. Com boa triangulação, os catarinenses encontraram espaço pra finalizar e marcar o único gol da partida.
O gol pareceu ter anestesiado o tricolor, que ficou pelo menos alguns minutos sem conseguir avançar. O time pareceu nervoso, e faltas e passes errados eram comuns aquela altura. O time passou a jogar sendo empurrado pela torcida, mas como toda torcida, qualquer bola errada era uma chiadeira só.
Os minutos se passavam e Muricy não parecia disposto a mudar a equipe. Levou longos 33 min. até a primeira mexida. Pato na vaga de Ademilson. Se tivesse mexido antes, quem sabe teria resultado...né Muricy?
E não adiantou. O São Paulo não conseguiu marcar e viu sua primeira derrota em casa na competição. Para aqueles que disseram que o tricolor pareceu a Alemanha, imagino que terão que rever alguns conceitos.

Destaque positivo
TORCIDA. Com ingressos populares, quase 45 mil pessoas foram ao Morumbi.

Destaque negativo
MAICON. Errou muitos passes. Muito lento, não deu dinamismo ao time; MURICY. Parece estar castigando alguns jogadores do banco de reserva, mas não parece perceber que o prejudicado é o time; OSVALDO. Só correu pela esquerda. Criou uma única jogada. Pouco não?


Rafa Malagodi

17 de julho de 2014

Bahia 0 x 2 São Paulo (Brasileiro 2014, 10ª rodada)

Choque de realidade. É isso que me aconteceu quando começou a partida entre Bahia e São Paulo. Ainda mais pelo estádio da Fonte Nova, onde houveram grandes jogos da copa, mas a vitória tranquila dos paulistas pode trazer novos horizontes para o restante da competição.

Desde o inicio da partida o São Paulo se sentiu bastante a vontade, mesmo jogando fora de casa. A equipe de Muricy marcava forte os baianos, o que ajudou a recuperar a bola com mais facilidade.
Alan Kardec era o estreante da noite e fazia bem o papel de referência, enquanto Osvaldo e Ademilson iam pelas beiradas. E foi com Ademilson que o tricolor paulista começou a trilhar a vitória. O jovem atacante sofreu pênalti, convertido por Rogério Ceni. Esse foi o gol de número 118 do capitão!
Artilheiros da noite, Rogério e Kardec marcaram. 2 a 0.
Com um tento a frente, o São Paulo passou a controlar ainda mais o jogo e a posse de bola era cada vez maior. E com a posse de bola o tricolor ampliou para 2 a 0 em grande troca de passes. Alan Kardec foi o responsável por concluir a triangulação entre Ganso, Ademilson e Souza. Esse último inclusive fez um excelente primeiro tempo.
O São Paulo era pouco exigido defensivamente, e quando era agredido, contou com Rodrigo Caio e A. Carlos bem na partida. E o apito final dei a nítida sensação do tricolor ter feito um ótimo primeiro tempo.


O segundo tempo seria de mais cadência e o tricolor jogando no contra ataque. E foi isso mesmo que aconteceu. O Bahia tentou se impor e voou pra cima do São Paulo, e deixou espaços para os paulistas aproveitarem, mas Osvaldo, apesar de veloz não criou boas jogadas.
O Bahia até conseguiu chegar mais próximo do gol, porém suas conclusões nem sempre tinham precisão. Muitos chutes de fora da área também eram arriscados.
O São Paulo diminuiu sua marcação pressão, e teve a posse de bola diminuída, mas continuava ainda fazendo boa partida. O tricolor até chegou ao terceiro gol com R. Caio, mas o assistente marcou impedimento inexistente (mas por pouquíssimos centímetros).
A equipe baiana seguia buscando diminuir e sempre com velocidade, mas Rogério estava sempre atento. Douglas era outro jogador que fazia boa partida.
Aos 35 min. Alan Kardec saiu com cãibras. Pato entrou em seu lugar e pouco acrescentou a partida. Ganso fez bem o papel de segurar a bola, uma vez que o jogo estava ganho, mas tem no geral uma partida discreta.
O Apito final fez a torcida e jogadores festejarem bastante, afinal, a inter-temporada pareceu ter surtido efeito, pelo menos nessa primeira partida pós Copa, agora, resta saber se o trabalho foi bem executado e isso, só iremos saber jogo após jogo.
Mas que o choque do pós copa foi feio, isso foi!

Destaque positivo
SOUZA. Fez um primeiro tempo espetacular. Deu segurança a zaga e ainda saiu pra jogar. Participação exclusiva no segundo gol; ROGÉRIO CENI. Outro gol e boas defesas (quando exigido); DOUGLAS. Seu futebol não agrada, mas hoje cumpriu bem seu papel.

Destaque negativo
Não queria ser injusto, pois o time como um todo foi bem, mas OSVALDO destoou um pouco dos demais. Errou alguns cruzamentos e dribles. Compensou com velocidade. É pouco.


Rafa Malagodi

14 de julho de 2014

Venceu quem mereceu. Parabéns Alemanha!!!

O futebol não é um esporte de justiça. É verdade! Eu sou um dos que mais fala sobre isso. E devido essa “injustiça” é que ele é tão admirado mundialmente. Por vezes, o time que mais brigou na partida, mais lutou, mais buscou a vitória, ainda sim sai derrotado. Isso é injusto, mas é assim! Claro, que muitas vezes também, a “justiça” prevalece, e aquele mesmo time que procurou ganhar o tempo inteiro, sai com a vitória tão almejada, enquanto o adversário, que mais se acovardou, sai derrotado.
E nessa copa do mundo, a justiça foi feita!!! Venceu a equipe que melhor se preparou. Que melhor administrou. Que melhor buscou vencer!

A glória! Merecedores do título!!!
Quando escolhi torcer pela Alemanha nessa copa 2014, eu entendia que, todo aquele trabalho que vinham desenvolvendo ao longo desses últimos oito, dez anos, mereceria ser coroado com o título! A glória! O reconhecimento!!! E nada melhor do que a Copa do Mundo 2014.
Uma estrutura montada para colher os frutos, merecia a todo tempo ter êxito.
Lá atrás, em 2006, a preparação já era evidente. E de lá pra cá, até o título, todos puderam notar como o trabalho foi bem feito.
Ao longo dessa última semana, a TV mostrou a todos, como a federação alemã e seus clubes fizeram para serem reconhecidos. E foi com trabalho, muito trabalho e organização. Organização essa que muito falta aos nossos dirigentes...


Pois bem, quero ressaltar que fiquei extremamente feliz com o título alemão. E não é só porque eu escolhi torcer por eles, mas sim, porque eles mereciam!!!

Minha camisa da sorte!
Os Deuses da bola, quiseram uma final entre duas excelentes equipes. Na minha visão, uma que precisava do título (Argentina), contra uma que merecia (Alemanha). E como em tudo na vida, o merecer alguma coisa, tem muito mais valor do que precisar de algo.

A copa foi conquistada pela equipe mais simpática da competição!
Parabéns Alemanha, a geração que conquistou o título, ficará marcada na história do futebol e de seus admiradores, como eu!


Rafa Malagodi