30 de dezembro de 2016

Retrospectiva São Paulo 2016

Se pararmos para fazer uma analogia do ano de 2016 do São Paulo, eu diria que ela se assemelha com uma pessoa que viveu na UTI. Teve seus altos e baixos. Seus momentos de alegrias, tristezas, desesperos, estabilidades.
E assim como no caso de uma pessoa hospitalizada, que depende de profissionais gabaritados, qualquer outro tipo de profissional pode colocar tudo a perder.
Pois é, o tricolor foi assim, como um paciente,que viveu momentos de euforia, como chegar as semi finais da Libertadores, e se iludir cada vez mais com seu “quadro clínico”, mas teve também o momento de desespero, quando o time não vencia no brasileiro, e foi colocando uma pulga atrás da orelha de cada torcedor, e correndo riscos de quedas para a série B.
Nos dois casos (São Paulo 2016 e paciente hospitalizado), a parte psicológica influencia demais. Quando estava bem, acreditava ser invencível, quando mal, imaginava ser o fim.

Felizmente, o São Paulo foi aquele paciente que apesar de passar um bom tempo no hospital, e ter sido desenganado por algumas pessoas, conseguiu no fim das contas se recuperar, fazer fisioterapia e depois receber alta. Mas apesar disso, recebeu sérias recomendações médicas de que no ano seguinte, precisará se cuidar mais, pra não sofrer novamente.

O começo do ano

Estadual e seu primeiro vexame.
O time chegou com desconfianças. Depois das saídas de Rogério Ceni (encerrou a carreira) Pato e Luis Fabiano (fim de contrato), nomes que elevavam o nível do elenco, o tricolor viveu com contratações de inicio de ano ruins e cheio de incertezas. Nomes como Kieza, Mena, Kelvin e até mesmo Lugano, eram vistos com maus olhos por muitos.
O atraso de salários também bagunçou o ambiente do clube, que tinha alguns medalhões recebendo uma bala. E como já vem acontecendo há algum tempo, um vexame na eliminação do estadual. A goleada para o Audax contribuiu para o ambiente ruim.
O treinador na ocasião, Edgardo Bauza, passou a ter seu desempenho questionado, pois alem da eliminação do paulista, o time passou um sufoco danado para se classificar na fase de grupos da libertadores. O time era cobrado por falta de padrão de jogo e pelos poucos gols que fazia.

Foi nesse momento que o clube começou a ficar “doente”.

Do sufoco a semi final

Como já dito, o time sofreu para se classificar na fase de grupos da libertadores. Iniciar com derrota em casa (mais precisamente no Pacaembu), fez a torcida cobrar cada vez mais, e digamos que ela foi determinante também na competição.

A derrota em casa gerou
uma pressão sem tamanho.
O tricolor não passava confiança que iria longe no torneio, porém, a sorte também caminhou com o clube. Depois de conseguir alguns pontos importantes, como vencer River em casa e empatar na Argentina, o time passou à acreditar que era possível classificar. O jogo decisivo, entre tantos, foi a partida na altitude, diante do The Strongest. O time não podia perder em hipótese alguma, e foi numa partida dura que saiu com um empate, que bastou para se classificar, com uma campanha fraca, mas classificado.
Os pontos contra o River
deram nova perspectiva.
A partir daí, a camisa começou a pesar, e o torcedor acreditar. O time passou com certa facilidade pelas oitavas, ganhando o primeiro jogo em casa, diante do Toluca-MEX por 4 a 0, e encarou de igual para igual o Atlético/MG nas quartas. Cada jogo, o Morumbi explodia de euforia.
Os colombianos colocaram
o tricolor em sua realidade.
Quando o árbitro apitou o final daquela segunda partida em Minas Gerais, o tricolor estava novamente numa semi final de libertadores. De desacreditados, o time passou a ficar cada vez mais perto do título.
Mas o time não teve sorte, nem competência para vencer o Atlético Nacional-COL (Que foi campeão). Nesse momento da temporada, a torcida não sabia qual era o São Paulo verdadeiro. Se era aquele que chegou tão longe na competição ou se era aquele que por pouco não se classificou.

Aquela altura, alguns sintomas já tinham aparecido, mais os bons momentos fizeram o “paciente” acreditar que estava curado, e começou à almejar coisas maiores no restante do ano.

Palavra que faz curva

Abandonou o barco.
Depois de questionado no inicio, Bauza conseguiu convencer boa parte das pessoas que era possível brigar por coisas mais relevantes no restante do ano. Sondado por dirigentes argentinos, o treinador chegou a dizer que era homem o suficiente para cumprir com a palavra e permanecer no clube, porém não foi o que aconteceu. O treinador se mandou para assumir a seleção de Messi e causou revolta de muitos. Outros chegaram a comemorar sua saída.

Um dos profissionais que cuidava do paciente desistiu do tratamento, e isso contribuiu para alguns sintomas voltarem, e foi ai que o São Paulo começa a ficar mal novamente.

Decisões equivocadas, erradas, bizarras entre outras burrices da diretoria

Eliminação bizarra e Denis
falhando como nunca.
Para a vaga de Bauza a diretoria (principal responsável pelo quadro clínico da equipe) começou à aprontar... Trouxe para assumir o comando Ricardo Gomes, treinador limitadíssimo (que após sair do Botafogo, o clube carioca chegou a libertadores no fim do campeonato).
Cenas pra esquecer.
A cada jogo, o time causava mais pânico. O São Paulo chegou a ficar 5 jogos sem vencer, e dentre eles, outro vexame. Perdeu para o Juventude, em casa, no primeiro jogo da copa do Brasil. Na volta não conseguiu reverter o placar, e estava eliminado para um time de série C...
Nesse período aconteceu o fato mais lamentável do clube. Torcedores invadiram o CT da Barra Funda e agrediram alguns jogadores. Esse fato atrapalhou ainda mais o desempenho da equipe.
Até camisa amarela teve em 2016.
Junta-se isso a nomes bizarros que a diretoria contratou para “ajudar” o elenco. Nomes como Gilberto, Robson, Jean Carlos chegaram com uma desconfiança absurda. Evidente, pois nenhum deles tem futebol pra São Paulo Futebol Clube.
Ainda na onda das bizarrices, a diretoria autorizou o clube a jogar com uma “terceira camisa” amarela, que foi achincalhada desde sua aparição na internet.
O ano de 2016 era pra esquecer mesmo...


O time volta ao hospital e passa a ficar sob orientações de médicos inexperiente e/ou péssimos.

Calculadora no bolso e um médico de verdade na comissão

Cada derrota, um desespero.
Ficar sem vencer no campeonato, com o time bagunçado, com jogadores agredidos, e com elenco fraquíssimo, todo jogo era um tormento, pois além de acompanhar o tricolor, o torcedor tinha que ficar de olho se o adversário não estava chegando cada vez mais perto, ainda mais porque mais da metade do brasileiro já havia passado.
Esse é o período mais crítico do clube, pois foi quando o time passou de fato a ficar perto da zona do rebaixamento. Eu mesmo acreditei que esse ano seria difícil de se salvar, pois as perspectiva não eram animadoras.
Os principais adversários da equipe passaram a ser os clubes de baixo da tabela. Isso não condizia com um clube como o São Paulo, mas infelizmente, era nossa realidade de momento.
Vitória chave. A partir desse jogo,
 tive a impressão que não cairíamos.
Foi ai que um médico de verdade foi acionado, e Marco Aurélio Cunha voltou ao tricolor para ajudar esse paciente tão enfermo. Eu sou um dos que acredita que ele auxiliou e muito na reabilitação do time.
As coisas passaram a melhorar quando o time venceu dois jogos, sendo um deles, diante do Fluminense improvável. Aquela vitória elevou a moral do time e da torcida, que voltou à acreditar que era possível se salvar. De fato foi, e faltando 6 rodadas pro fim, o time estava livre do perigo.
Momentos raros. 4 a 0 foi pouco.
A moral ficou tão elevada, que o time chegou a golear o SCCP por 4 a 0 no Morumbi, sob os gritos de olé.
Uma pena que o ano não foi assim na maior parte. O clube conseguiu um feito pra esquecer e que resume bem 2016. Durante todo o ano, não conseguiu ter mais vitórias do que derrotas, terminando com empate de 26 pra cada lado.

Depois de muitos medicamentos, de ficar desacreditado, de chegar a rezar, o time enfim recebeu alta e pode fazer sua recuperação em casa.

Pílulas do futuro?!
O futuro está ai?

Será que o Mito
vai ser diferenciado?
Uma coisa boa que aconteceu, mas que deve ser tratada com cuidado e dedicação, foram os jogadores da base que surgiram esse ano no clube. Primeiro Lucas Fernandes, que infelizmente se machucou, depois vieram Luiz Araújo e David Neres. Esses garotos, são responsáveis por esse ano mágico das categorias de base do tricolor, agora, é preciso saber utilizar todos esses que subiram e olhar com carinho os demais. Pra isso, o treinador em 2017 será Rogério Ceni. Nosso ídolo máximo foi chamado, não recusou e diz estar preparado pra fazer a torcida tricolor voltar a sorrir.

Seria esse o remédio ideal para não ficarmos mais doentes???


Não podia deixar de falar...
A singela homenagem tricolor.

Apesar de todo o ano ruim do tricolor, isso tudo perde o valor quando acontece um acidente, no fim de novembro que mata 71 pessoas, entre elas, o time da Chapecoense, que rumava para Colômbia, onde faria um jogo histórico de sua história.
#FORÇACHAPECOENSE
Esse acidente virou uma comoção mundial, e qualquer outra coisa que acontecesse no futebol, era pequeno diante da perda que o torcedor do futebol teve.
O São Paulo havia jogado dias antes contra os catarinenses e saiu derrotado. Na última rodada, uma linda homenagem aconteceu e o São Paulo, contra o Santa cruz vestiu-se de luto.








Rafa Malagodi


12 de dezembro de 2016

Seleção do Brasileiro 2016, por Rafa Malagodi

Seguindo sempre o mesmo critério (importância para o time; destaque na competição por pelo menos 50% das rodadas; gols importantes, entre outros) vou escalar a minha seleção da rodada.
Vou fazer antes da bola de prata PLACAR/ESPN, pra depois não ficar a impressão que copiei....rs. 
Segue:

Esquema 4-3-3

1 - Jailson (PAL)
2 - Vítor Ferraz (SAN)
3 - Pedro Geromel (GRE)
4 - Vítor Hugo (PAL)
6 - Jorge (FLA)
5 - William Arão (FLA)
8 - Tchê Tchê (PAL)
10 - Diego (FLA)
7 - Marinho (VIT)
11 - Gabriel Jesus (PAL)
9 - Fred (ATL/MG)

Técnico Cuca (PAL)

Alguns vão concordar, outros vão criticar, vão falar que faltou esse, aquele e assim vai. Isso é bom, pois discutir futebol é muito bom!!!!

Rafa Malagodi

11 de dezembro de 2016

São Paulo 5 x 0 Santa Cruz (38 rodada brasileiro 2016, por Globoesporte.com)

Com uma rodada toda a típica, não consegui acompanhar ao jogo, por tanto, segue análise do site globoesporte.com

#forçaChape

Primeiro tempo
O São Paulo precisou de apenas um ataque para abrir o placar. Com apenas um minuto de jogo, Chavez recebeu de Cueva, caiu pela esquerda e cruzou na medida para o jovem atacante David Neres mandar no canto direito de Luiz Miller: 1 a 0.
Com bastante espaço, o Tricolor criou mais duas boas chances logo após o gol, com Gilberto e Bruno. Sem nada a perder, o Santa Cruz apostava em contragolpes, mas não levava grande perigo. O segundo tento são-paulino era questão de tempo. Aos 29, Gilberto recebeu de Maicon e acertou um potente chute de direita no canto direito para fazer um golaço e abrir 2 a 0 para o São Paulo.
Sem conseguir articular suas jogadas, o Santa era presa fácil para o São Paulo, que jogava solto. Em um lance no qual o time tinha tudo para marcar o terceiro, o Tricolor acabou ficando com um homem a menos. Gilberto rolou para Cueva na área, e o peruano caiu após choque com Derley. O árbitro Paulo Schleich Volkopff interpretou como simulação e deu o segundo amarelo para o meia do São Paulo.
Homenagem e goleada.
Mas o ano foi pra esquecer.
Segundo tempo
O São Paulo voltou do intervalo partindo para cima do time pernambucano. Com domínio territorial, apesar de ter um a menos em campo, o Tricolor encontrava caminho livre pelos lados do campo. Foi pela esquerda que saiu o terceiro gol, aos 12 minutos. O argentino Chavez recebeu de João Schmidt em contra-ataque, dividiu com a zaga ao seu estilo, com bola batendo em todas as pernas possíveis, mas finalizou com classe, por cima do goleiro Miller: 3 a 0.
Em ritmo de treino, o Tricolor começou a desperdiçar uma chance atrás da outra. David Neres, Gilberto e Maicon poderiam ter ampliado o placar. Mas o quarto gol haveria de ser feito por Chavez. Aos 27, o centroavante obrigou Miller a fazer boa defesa. No rebote, Luiz Araújo foi mais rápido que o goleiro e rolou para nova tentativa do argentino, que acertou o ângulo.
Ainda havia tempo para o quinto gol. Aos 36, Luiz Araújo recebeu no meio-campo, arrancou e passou pelos dois zagueiros, Luan Peres e Walter Guimarães, antes de acertar um chutaço de pé esquerdo, no cantinho. Quase o Tricolor fecha a conta em 6 a 0. Mas a bomba de João Schmidt acertou a trave, aos 43.

27 de novembro de 2016

Atlético/MG 1 x 2 São Paulo (37ª rodada brasileiro 2016)

No quarto encontro entre atleticanos e são paulinos, quem se saiu melhor foram os tricolores. Com gol no fim, São Paulo vence jogo muito fraco tecnicamente.

Com os dois times despreocupados com o campeonato, já era esperado um jogo fraco. E foi. O Atlético ainda foi com seu time reserva a campo, por conta da final da Copa do Brasil, o São Paulo foi com o que tinha de melhor, e esse melhor tricolor não é fácil de ver.
O São Paulo saiu perdendo, num lance em que falhou Maicon e Renan Ribeiro. Pra mim o zagueiro teve a culpa maior, pois não acompanhou o autor do gol. Mas o gol não abateu o tricolor que no minuto seguinte, com o próprio Maicon, de falta, um golaço, empatou o jogo.
A partir dali mais nada de emocionante, a não ser aos 42’, quando Renan Ribeiro foi defender e a bola bateu em seu dedo causando uma luxação. O goleiro até tentou ficar em campo, mas quem entrou em seu lugar....? Sim, Denis. O goleiro que havia sido barrado durante a semana, após o anuncio de demissão de Ricardo Gomes, estava jogando novamente.
Parece que o santo dele é forte.
Virada. São Paulo vence, mas sem ambição,
o futebol foi fraquinho fraquinho.
O segundo tempo foi pior ainda. Pouquíssimas chances de gols, e a chance mais clara do tricolor Chávez perdeu um daqueles gols que somente ele erra. Nesse campeonato, deve ser o 4º gol feito que o argentino perde.
Novamente no fim da partida uma nova emoção, mas desta vez foi de gol. Gilberto marcou o gol da virada tricolor e decretou a vitória tricolor. Enfim o São Paulo venceu.
Se vencer a última rodada contra o já rebaixado Santa Cruz, o time igualará o número de derrotas com a de vitórias. Um dado que mostra o quão bizarro foi o clube em 2016.

Durante a partida, fiquei imaginando a bucha que Rogério Ceni vai pegar. O Mito foi anunciado como o treinador para 2017 (não acho nada legal, mas isso escreverei outro dia), e se não tiver jogadores de qualidade para trabalhar, vai sofrer como os demais sofreram.

Um time como o São Paulo não pode ter no ataque Chávez, Gilberto, Robson, Ytalo... Mas o problema não é apenas no ataque. Se a diretoria não se mexer, teremos mais um ano de lamentações.

Destaque positivo
RODRIGO CAIO. Foi sem dúvida o melhor do time hoje; MAICON. Errou no gol atleticano, mas marcou uma pintura de falta.

Destaque negativo
CHÁVEZ. Perdeu mais um gol feito no campeonato. Ainda bem que não fez falta, pois o time venceu.

Rafa Malagodi


20 de novembro de 2016

Chapecoense 2 x 0 São Paulo (36ª rodada brasileiro 2016)

Para um fim de domingo, assistir o time do São Paulo jogar (ainda mais quando o time foi mal o campeonato inteiro e já não busca mais nada) é no mínimo torturante. Pois é, nova derrota.

O time até começou bem. Com menos de um minuto já tinha feito o goleiro adversário trabalhar, tocou bastante bola em seu campo de ataque, pouco foi incomodado, mas como já é de costume, não soube aproveitar quando foi superior. E quando isso acontece, o resultado adverso é o esperado, como hoje.
Sofreu dois gols em lances de pura distração. A primeira foi depois que T. Mendes bobeou com uma bola em seu pé que resultou na jogada do primeiro gol. A segunda bobeira, foi levar um gol no último segundo do fim do primeiro tempo. O detalhe dos dois gols é, no primeiro Denis não foi com a mão firme, e no segundo, parece ter encurtado o braço.
Assim fica difícil.

Sem jeito. São Paulo decepciona
novamente e coleciona derrotas em 2016.
Apenas uma vez o tricolor virou uma partida nesse campeonato, e foi justamente quando brigava para se manter longe do Z4 (2 a 1 no Fluminense), hoje, como não tinha mais pretensões alguma, resolvi prestar mais atenção na minha filha e fiquei por quase 45 min. brincando com ela.
E tenho certeza que fiz a melhor escolha!

Vez ou outra olhava de rabo de olho, e percebi que o time continuou não aproveitando suas chances, e o mais preocupante, os jogadores que tiveram “oportunidades” de mostrar algo, pouco produziram.
Aquele aperto que o time deu no fim do jogo não foi nada de mais, e mais uma vez, o time não venceu no torneio e na temporada. Já são 26 derrotas contra 24 vitórias. Restando apenas dois jogos, o máximo que o time pode fazer é igualar esses números.

O fim do ano é melancólico, e agora cabe a diretoria agir de forma consciente pra por a casa em ordem em 2017. Caso contrário, temo por mais um Déjà Vu.

Destaque positivo
SEM COMENTÁRIOS.

Destaque negativo
T. MENDES. Perdeu uma bola idiota que resultou na jogada do primeiro gol; DENIS. Se falhou ou não cada um tem um a opinião. O certo é que, como goleiro do São Paulo não dá mais; RICARDO GOMES. Começou o jogo com Robson e terminou com Gilberto....Meu Deus!

Rafa Malagodi


17 de novembro de 2016

São Paulo 1 x 1 Grêmio (35ª rodada brasileiro 2016)

São Paulo desperdiça a chance de vencer no duelo tricolor. Após primeiro tempo muito bom, time volta do intervalo muito mal, não faz sua parte e leva gol em único chute. 1 a 1. O empate teve um gosto amargo.

Por mais que o time não almeje mais nada no torneio, o mínimo que se esperava era uma vitória na despedida do Morumbi no ano. Com o primeiro tempo que fez dava pra ter feito pelo menos três gols, mas o time só marcou um, e por sinal, um golaço de Chávez.
Com tantas chances desperdiçadas, fica fácil explicar porque o time tem um aproveitamento péssimo ofensivamente. Marcou no campeonato apenas 37 gols (1,05 gols por jogo de média). Muitooooo pouco!!! Não a toa sofreu tanto no torneio.
Jogos como os de hoje, ajuda a explicar o time no campeonato.
O segundo tempo foi ruim. Na única vez que a bola foi no gol de Denis, o Grêmio empatou. O time até teve a chance de ampliar, mas Vitor estava inspirado.

Tudo igual. São Paulo vai bem no 1º tempo
 e sai com empate amargo.
Restando agora mais três jogos para o fim, o time sabe que não corre risco de mais nada, e o pensamento passa a ser 2017.
Isso tem um lado positivo a ser explorado. Assim, é possível perceber do fraco elenco, quem de fato merece uma nova oportunidade na temporada seguinte. Alguns nomes já são unanimidades negativas, casos de Carlinhos, que hoje, ao ser anunciado para entrar em campo, já era vaiado por quase todos presentes. Outros nomes são: M. Bastos, Wesley, Hudson, Bruno e tantos outros. Todos esses deveriam fazer parte de uma lista de dispensa (Ricardo Gomes deveria estar nela também).
Por outro lado, os jogadores da base precisam ser bem utilizados.

Se a diretoria for inteligente (o que é difícil), faz uma limpa nesse elenco e fica só com quem merece, e depois vai as compras, mas sem exageros, e monta um bom elenco para o ano que vem.
Só assim para se almejar algo.

Destaque positivo
CHÁVEZ. Lindo gol. Parou mais duas vezes no goleiro; CUEVA. Após servir a seleção peruana, comandou o meio de campo; DAVID NERES. Foi sempre boa opção pela direita.

Destaque negativo
LUIS ARAÚJO. Esteve mal hoje. Parecia nervoso em campo; CARLINHOS. O simples fato de pisar no gramado já o credencia a ser “negativado”.

Rafa Malagodi


5 de novembro de 2016

São Paulo 4 x 0 visitante (34ª rodada brasileiro 2016)

Com direito a “cuevadinha” e gritos de olé, São Paulo é superior o jogo inteiro e goleia o SCCP. O placar foi justo! 4 a 0 São Paulo (E poderia ter sido maior) e o time precisava de um jogo assim.

A chave para a goleada de hoje teve um nome, Cueva! O peruano mandou prender e soltar na partida. Com direito a gol de cavadinha em pênalti, e mais três assistências.
O placar resumiu bem a partida de hoje. Foi justo. Apesar das duas equipes não estarem bem no campeonato, o São Paulo parecia ter entendido que deveria dar uma resposta positiva ao torcedor diante do seu maior rival.
Empurrado por mais de 53 mil torcedores, o tricolor fez valer o mando de campo e dominou a partida em todos os quesitos. Apesar do primeiro tempo ter sido mais amarrado, o São Paulo já era superior, atacava mais. Muitos contestaram o pênalti marcado. Entendo que o árbitro foi rigoroso, porém, lhe faltou esse rigor para expulsar dois jogadores do SCCP por entradas violentas. Mas não foi por isso que o tricolor ganhou!
Ganhou por jogou mais bola, porque chutou mais, atacou mais. Os visitantes finalizaram apenas 3 vezes a partida inteira. Isso deixa evidenciado o quanto fomos superiores.
No segundo tempo, a goleada foi sacramentada. Foram mais três gols...sem contar os lances desperdiçados. E muitos gritos de ooooooolé, ooooolé, oooooolé!

G O L E A D A.
Cueva comanda e tricolor massacra rival.
Mais do que a goleada, mais do que atuação de Cueva, deve ser ressaltado os jogadores da base na partida de hoje. Inclusive marcando gols. Talvez, o mau momento do clube no ano, fez com que esses jogadores fossem requisitados, e alguns deles vem dando resultado. Com jogadores melhores no elenco, a tendência é que se firmem mais ainda.

Outra coisa que vale ressaltar, é que o São Paulo não corre mais chances de cair no campeonato, o que deixa muita (MUUUUUUITA) gente irritada com isso, pois adorariam ver o tricolor na série B. Mas não, continuem torcendo contra.

Devemos lembrar que, não é porque estamos livres de queda e goleamos nosso maior rival, que devemos achar que as coisas voltaram ao normal. Não!!! Pois se chegamos nesse ponto, a diretoria, alguns jogadores e treinadores foram os culpados.
Por tanto, espero que desse ano seja levado algo de positivo para não ser repetido nos anos seguintes.

Destaque positivo
CUEVA. Foi um monstro em campo. Além do gol (cavadinha) e das assistências, foi quem conduziu o time dentro de campo. Precisa de um companheiro pra dividir responsabilidades; DAVID NERES. Se na rodada passada foi mal, hoje, mereceu marcar contra o SCCP; MORUMBI LOTADO. Basta baixar o preço dos ingressos que o torcedor dá a resposta.

Destaque negativo
HOJE NÃO TIVEMOS.


Rafa Malagodi


31 de outubro de 2016

América/MG 1 x 0 São Paulo (33ª rodada brasileiro 2016)

O São Paulo consegue um feito bizarro. Perder para o pior time do campeonato. Será que vou ter que colocar pilha na minha calculadora novamente?

Assim que o São Paulo entrou em campo, minha filha de 3 meses, que estava no meu colo, começou a encher a fralda. Na hora pensei, será um presságio que o jogo será uma “bósnia”? E foi.
O tal feito bizarro tem que ser encarado como uma vergonha sim! Por mais que esse time do São Paulo não seja confiável, não se pode perder para o pior time do campeonato, um time já rebaixado, ainda mais num jogo em que o tricolor dominou todas as ações. Sim, todas, com exceção de uma...defesas do goleiro. O São Paulo foi extremamente incompetente ao perder gols atrás de gols. E gols feitos. Só David Neres perdeu três!
Pra piorar, Denis falhou novamente.

Perder para o lanterna?!?! É pra se desesperar mesmo.
Conquistar pontos hoje era obrigação. Por mais que eu entenda que o time está salvo (impossível não fazer mais 3 pontos de 15 em disputa), esse tipo de jogo nos remete aos péssimos resultados do time durante o ano, e isso incomoda.
Hoje o time ficou visivelmente desesperado, pois não conseguia empatar a partida e arrancar pontos do até então lanterna. Não fosse Cueva tentar algumas jogadas pelo meio, estariam cruzando e cruzando bolas até agora.
Eu gostaria de encarar o jogo de hoje como um acaso, mas não consigo, pois só de lembrar as jogadas desperdiçadas e as falhas individuais, já fico revoltado.

Teremos agora dois jogos seguidos em casa. Ambos, existe chance de pontuar, só espero que o time não vacile, e que não tenha um desempenho tão ruim, a ponto da minha filha encher a fralda novamente. Pois esse ano, já chega de “merlin”, né São Paulo?!

Destaque positivo
CUEVA. Foi uma andorinha no verão. Somente ele criava as jogadas, mas os companheiros não acompanhavam seu raciocínio.

Destaque negativo
DENIS. Outra falha. Com isso, mais uma vez pontos preciosos se foram. Péssimo; DAVID NERES. Jovem, com futuro enorme, mas hoje, perdeu 3 gols FEITOS; KELVIN. Outra partida desastrosa.

Rafa Malagodi




23 de outubro de 2016

São Paulo 2 x 0 Ponte Preta (32ª rodada brasileiro 2016, in loco)

Ver a vitória tricolor diante da Ponte foi algo pra ser lembrado. De camarote, literalmente, foi possível ver de perto a união do time na luta contra a zona incômoda.

Dessa vez a presença ao jogo se deu por uma razão especial. Consegui um par de ingresso para ir de camarote com parte da equipe do programa "estádio 97".
Eu já havia comprado meu ingresso para ir de arquibancada, mas na sexta feira, depois de tentar ligar no programa insenssanteme para conseguir o ingresso, eu não conseguiria entrar ao vivo, mas mandei um e-mail pra produção, perguntando se havia sobrado ingresso e pra minha surpresa, o produtor disse que sim, e eu abusadamente perguntei se ele não teria dois, pra mim e meu irmão. Novamente o sim, e domingo estávamos lá, com tudo pago. Pena que a cerveja gelada do camarote é sem álcool...
Mas indo para o jogo, In loco, e de camarote, deu pra perceber algo diferente na equipe... Espírito de luta e união!

Unidos! São Paulo vence e se afasta ainda mais.
O susto parece ter passado.
Isso parece ter começado no segundo tempo contra o Fluminense e ter se estendido para essa partida. A vitória por 2 a 0 não foi fácil, a Ponte Preta vendeu caro sua derrota, mas o São Paulo contou com jogadores empenhados pelos três pontos. Primeiro Cueva marcou de pênalti, depois David Neres marcou o seu no rebote. Um em cada tempo.
Arrisco dizer que David Não sai mais do time.
Em sua estreia no Morumbi, diante de pouco mais de 49 mil pessoas, o jovem atacante não se intimidou e foi o destaque.
O São Paulo até levou alguns sustos, mas nada comparado com o que o time vinha passando ultimamente, em praticamente todos os jogos.


Os três pontos tem um significado importantíssimo no campeonato. Perto do fim, o tricolor vai acumulando pontos e se afastando de vez da zona da degola, e justamente diante de adversários que estão próximos na tabela. O time está cavando cada vez mais sua permanência em 2017.
A conta para a permanência são 45 pontos, e agora restam mais três em seis jogos restantes. Isso significa alívio para o torcedor que tanto sofreu (como eu) esse ano e no campeonato.

Uma gelada no camarote,
mas sem álcool.
Por várias vezes escrevi que tinha medo do que poderia ser nesse campeonato, mas posso dizer agora (depois de longas rodadas) que meu medo foi embora!
Ele não foi somente pela questão matemática, e dos pontos conquistados, ele foi embora no momento em que vi no campo, após o apito final, uma roda com todos os jogadores. Nessa roda, percebi que ali o time estava “fechado” e isso é o primeiro passo para as coisas melhorarem.

Se estão fechados com o treinador, com o campeonato, com o torcedor ou quem quer que seja, eu não sei, mais sei que isso mostra que estão fechados com o São Paulo Futebol Clube!


Destaque positivo
DAVID NERES. Mais uma vez mostrou personalidade. Marcou um gol merecido; RODRIGO CAIO. Foi muito bem defensivamente; CUEVA. Estava mais ligado na partida. Também deixou o seu.


Destaque negativo
MENA. Apesar de participar no lance do penal tricolor, as principais jogadas da macaca foram no seu setor, com o de costume.


Rafa Malagodi


17 de outubro de 2016

Fluminense 1 x 2 São Paulo (31ª rodada brasileiro 2016)

São Paulo se recupera num jogo em que começou perdendo e parecia estar perdido, mas com um segundo tempo excelente, vira a partida e volta a dar esperança ao torcedor, que tanto tem sofrido, como eu.

O primeiro tempo foi digno da campanha que o clube vem fazendo nesse brasileiro. Fraco, abatido, sem futebol e o principal, com muitos erros. Mas o segundo tempo, o tricolor foi aquele time que tanto acostumamos a torcer. Foi valente, quis vencer, sabia que o resultado agravaria a situação, mas a equipe foi guerreira.
Muito dessa garra podemos creditar, hoje, ao treinador. Na berlinda, ele fez modificações pontuais e fora da mesmice. As entradas de David Neres e Pedro Bortoluzo, jogadores da base tricolor, fez o time jogar com mais vontade.

Virou. São Paulo joga 2º tempo excelente
 e vence jogo importantíssimo.
Se no gol sofrido, o erro foi individual de Thiago Mendes, que perdeu uma bola simples, no segundo tempo, o camisa 23 se transformou. Se aproveitou de erro do Fluminense e empatou, acertou bola na trave e contribuiu muito pro time chegar a virada com Rodrigo Caio.
O segundo tempo foi diferente. Deu vontade de assistir, apesar dos minutos finais, que deixa qualquer torcedor aflito. Eu tive que terminar o jogo de pé, andando de um lado para o outro. Ultimamente, esses jogos estão me deixando assim.

Hoje, sozinho olhando a tabela, cheguei a pensar que venceríamos o jogo, mas logo em seguida lembrei das partidas anteriores e desisti. Mas não é que meus sentimentos iniciais tinham razão?!?!
Bastou os jogadores se doarem em campo, se ajudarem, que vencemos um jogo tido por muitos como perdido. Essa vitória pode ter sido o divisor de águas no campeonato. Esses pontos foram de extrema importância e afasta o time do Z4 por um tempo, e ainda ajuda na confiança para os demais jogos.
Pela matemática da minha calculadora, faltam mais 6 pontos e se o time jogar como fez nesse segundo tempo, posso garantir que não sofreremos a maior decepção de um time grande, mas pra isso temos que seguir lutando, pois ainda não estamos salvos.

Apesar de todo esse espírito e euforia, não podemos esquecer que, se estamos nessa situação, a culpa é da nossa PÉSSIMA DIRETORIA.

Destaque positivo
RICARDO GOMES. Por incrível que pareça, mudou o time. Foi responsável pela vitória hoje. Mas não tira sua limitação técnica; T. MENDES. Se redimiu do erro e marcou o gol de empate. Jogou muito bem no segundo tempo; RODRIGO CAIO. Fez o gol da virada. Importantíssimo.

Destaque negativo
CHÁVEZ. Parecia perdido em campo. Não produziu nada; CUEVA. Parecia disperso, perdeu lances capitais que poderia ter dado mais tranquilidade ao time.

Rafa Malagodi


14 de outubro de 2016

São Paulo 0 x 1 Santos (30ª rodada brasileiro 2016)

Depender apenas de nós tem sido uma sina e tanto, pois não temos gente competente pra nos salvar. Seja no gramado ou nos bastidores.

O “mirabolante” plano da diretoria parece ter dado resultado, mas pro time adversário. Quando inventaram de jogar as duas partidas diante do Santos no Pacaembu, tiraram a chance que o São Paulo tinha de jogar em casa. Resultado dessa idiotice, duas derrotas em campo “neutro”. Uma atitude questionável desde o princípio!

Falando do jogo, o São Paulo foi muito melhor, mas isso não tem sido o bastante pra nós. Numa bola, num vacilo na volta do segundo tempo, aos 50’’ saiu o único gol do jogo. Talvez tenha sido o único vacilo do time, mas foi o suficiente para sairmos derrotados mais uma vez.
Era um resultado que eu já esperava, pois não via uma maneira de ganhar do time da vila, mas quando a bola começou a rolar e as chances para o São Paulo começaram aparecer, pensei positivamente, porém esqueci de um detalhe, quando depende apenas da gente estamos falhando. A nossa limitação técnica não nos deixa vencer.
E pensar que a rodada estava excelente pra nós...

Fim do túnel? Aproveitamento do fraco
treinador é assustador. Fora R. Gomes!
Vários fatores contribuem para esses resultados e o principal deles eu já bato nessa tecla há tempos. Não temos comando!!!
Quando digo comando, falo da diretoria que apronta bizarrices como essa de “vender” o mando, mais falo principalmente do nosso comando técnico. Não temos treinador! Somente Ricardo Gomes e mais ninguém enxerga um jogo diferente dos demais. Perdeu uma semana de treinamentos fazendo mistério de quem jogaria, e quando saiu a escalação, montou um time com Wesley, Hudson, T. Mendes e Carlinhos(!?!?!?!) Só ele consegue fazer isso!

Assim como Maicon declarou ao final do jogo, estamos perdendo para nós mesmos. Entendo isso quando vejo os erros da diretoria, quando vejo os erros do técnico e os erros dos jogadores. Se continuar assim, vamos ter que torcer pra outros times nos ajudarem.
Ainda bem que troquei a pilha da minha calculadora, pois pelo visto vou continuar usando...

Destaque positivo
CUEVA. Entrou em campo e mudou a movimentação do time. Deveria ter começado o segundo tempo jogando.

Destaque negativo
CHÁVEZ. Perdeu OUTRA VEZ um gol feito. Os gols que tem perdido, estão custando muito caro; WESLEY. Erra passes de 5 metros; RICARDO GOMES. Parece que enxerga o jogo de ponta cabeça, só pode ser. Conseguiu mais uma vez bagunçar tudo. Escalou Wesley de armador, tendo três jogadores da posição no banco. Péssimo.

Rafa Malagodi




6 de outubro de 2016

Sport 1 x 1 São Paulo (29ª rodada brasileiro 2016)

Se não aproveitar melhor as chances a conta vai chegar. São Paulo empata novamente e não consegue se desgarrar do Z-4.

As vezes eu tenho a impressão que o São Paulo não tem a dimensão do que é estar próximo da zona de rebaixamento. O time tem perdido inúmeras chances de se safar de vez. Porém, quando paro pra refletir a resposta vem rapidamente, o time é extremamente limitado.
Hum ou outro bom nome, mas que num conjunto de jogadores ruins tende a piorar.
O poder ofensivo do time é tenebroso. O São Paulo consegue apenas ter mais gols do que o pior time do campeonato! Isso é assustador! Não a toa estamos sofrendo tanto...
Diante do Sport, fora de casa, o tricolor teve a chance de ter feito pelo menos dois gols logo no inicio da partida. Da mesma forma como no jogo contra o Flamengo, o time teve a bola do jogo no fim da partida. Se aproveitasse mais esse tipo de oportunidades, as coisas poderiam estar mais tranquilas. Era a chance de se distanciar, mas ficou apenas no 1 x 1, depois de começar ganhando.

Tudo igual. São Paulo soma somente um
ponto e continua perto da zona.
Mais tudo isso foi na primeira etapa, pois a segunda...o time foi muito mal, assim como nosso treinador, que iniciou a partida com M. Reis na lateral esquerda, Carlinhos no meio e Michel Bastos, e no intervalo colocou Buffarini na esquerda (!)
Curiosamente Buffarini foi muito bem nos 45 minutos que esteve em campo. Carlinhos também fez boa partida. Mas isso não significa que Ricardo Gomes deva fazer essa bagunça novamente.
Esse ponto conquistado não ajuda muito, pois agora teremos 9 rodadas para marcar pelo menos 9 pontos (segundo os 45 pontos de corte) para se livrar do rebaixamento. Olhando apenas para a matemática dos pontos, a tarefa não é difícil, mas se olharmos outros números, como por exemplo nossos gols, veremos que a tarefa continuará árdua.

Ou o time põe o pé na forma e aproveitas as chances que estão surgindo, ou então vai ter que jogar com uma calculadora até o fim do campeonato.

Destaque positivo
DENIS. Tem sido personagem por aqui. Vezes negativamente outras positivamente, como hoje. Salvou o time nos minutos finais num chute a queima roupa; BUFFARINI e CARLINHOS. Ambos em posições improvisadas, mas como um bom desempenho.

Destaque negativo
MATHEUS REIS. Difícil entender como veste a camisa do São Paulo... Como de costume, o gol adversário foi do seu lado; M. BASTOS. Como sempre peso morto no time; JEAN CARLOS. Era sua estreia, mas esteve muito afobado. Errou tudo o que trentou.

Rafa Malagodi


2 de outubro de 2016

São Paulo 0 x 0 Flamengo (28ª rodada brasileiro 2016, por GLOBOESPORTE.COM)

Não consegui assistir ao jogo, por isso estou retirando à análise do site globoesporte.com
Sobre os lances do jogo...o Chávez jamais pode perder um gol como aquele, jamais!!!!


IGUAIS
Gente para decidir não faltava. Cueva, Kelvin e Chávez para o São Paulo. Diego, Guerrero e Damião para o Flamengo. Mas não foi uma tarde inspirada das equipes no Morumbi. Neste sábado, pela 28ª rodada do Brasileirão, o Tricolor e o Rubro-Negro empataram sem gols, apesar de terem criado algumas boas chances. Os cariocas foram melhores durante a maior parte do jogo, principalmente no primeiro tempo e depois dos 20 minutos do segundo. Em casa, o São Paulo não conseguiu mostrar força. Pelos erros cometidos dos dois lados, o 0 a 0 até pode ser considerado um resultado justo.

Empate não foi o melhor resultado,
 mas também não foi tão ruim.

PRIMEIRO TEMPO
Flamengo com mais volume de jogo, São Paulo com marcação firme. Esse é o resumo do primeiro tempo. Os goleiros Denis e Alex Muralha pouco trabalharam e não tivemos grandes momentos de emoção. Mesmo fora de casa, o Rubro-Negro manteve seu jogo de bom toque de bola, pontas bem abertos e muita movimentação. Guerrero foi quem mais chegou perto da meta são-paulina, mas nenhuma chance claríssima para o camisa 9. Do lado tricolor, aposta em bolas esticadas para Cueva, mas elas não funcionaram. A marcação, sim, foi muito bem feita. Os laterais não subiram e ficaram dedicados a combater.

SEGUNDO TEMPO
O São Paulo mudou a postura e passou a ocupar mais o campo do Flamengo, que não conseguia mais sair na base do toque de bola. Os donos da casa chegaram algumas vezes pelo lado direito, mas o último passe era muito ruim. A partir dos 21 minutos, o Rubro-Negro mudou. Fernandinho entrou pelo lado esquerdo e deu fôlego ao Flamengo, que voltou a dominar. O lateral Jorge e o atacante Leandro Damião tiveram duas ótimas chances, mas não aproveitaram. A bola de Damião quase cruzou a linha, mas Denis pegou. Cueva, Kelvin e Chávez não conseguiram corresponder. Chávez, aliás, teve ótima chance aos 37 minutos, mas parou no goleiro Muralha.