8 de dezembro de 2014

Os 11 do meu Brasileirão

Um pouco diferente das seleções dos principais meios de comunicação e jornalistas, seguem os meus 11 do Brasileiro 2014...

4-3-3

1 - Fábio (CRU)
2 - -Mayke (CRU)
3 - Leonardo (ATL)
4 - Léo (CRU)
6 - Fabrício (INT)
5 - Souza (SÃO)
8 - Lucas Silva (CRU)
7 - Aranguiz (INT)
10 - Éverton Ribeiro (CRU)
11 - Ricardo Goulart (CRU)
9 - Fred (FLU)

Revelação Érik (GOI)

Rafa Malagodi


7 de dezembro de 2014

Sport 1 x 0 São Paulo (brasileiro 2014, 38ª rodada)

Análise retirada do site ESPN.com.br

Com um time misto e de roupa nova, com direito a um uniforme no primeiro tempo e outro no segundo, o São Paulo deu adeus a 2014 e ao Campeonato Brasileiro jogando mal e com derrota por 1 a 0 para o Sport neste domingo, em jogo que não valia nada para ambos e que foi disputado na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, região metropolitana de Recife. O gol do triunfo rubro-negro saiu rápido, logo aos 4 minutos de jogo. O lateral-esquerdo Renê fez boa jogada individual pelo meio e enfiou para Joelinton, que já dentro da área bateu cruzado e venceu Denis - Edson Silva não chegou no atacante rival, e Reinaldo, atrasado, não fez a cobertura.Com o resultado, o São Paulo, que não teve os titulares Rogério Ceni, Kaká e Luis Fabiano, poupados, e Álvaro Pereira e Paulo Henrique Ganso, suspensos pelo terceiro cartão amarelo, fechou a disputa nacional como vice, com 70 pontos, e vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O Sport, que atuou completo, inclusive com a volta do meio-campista Danilo, após suspensão, na vaga de Wendel, que sentiu torção em um dos tornozelos, foi a 52 pontos, mas não passou o Santos e terminou em 11º. A equipe tricolor agora entra em férias e só volta aos trabalhos nos primeiros dias de janeiro, quando vai se preparar para a disputa do Campeonato Paulista e da competição continental. O Sport terá o Pernambucano.

Uniforme foi a única novidade do tricolor,
que se despede com derrota.

O jogo - Mesmo tendo levado o gol no começo da partida, o São Paulo não conseguiu reagir. Pato, Osvaldo e Alan Kardec quase não apareceram, e na volta do intervalo Muricy Ramalho  sacou o primeiro para dar chance a Boschilia. Aos 15, o técnico tirou Osvaldo e colocou outro jovem, Ewandro, mas de nada adiantou. O Sport, de Eduardo Baptista, controlou toda a partida. Aos 4 e aos 5 minutos teve chances de ampliar, com Everton Páscoa, que chutou forte, por cima, e Mike, que perdeu na cara de Denis. Aos 30, a equipe pernambucana mudou: Willian entrou no lugar de Mike; aos 31, Danilo deu seu lugar a James Dean; aos 32, Muricy ainda colocou Ademilson e tirou Michel Bastos. Em vão. O Sport tomava conta. Aos 36, Joelinton pegou de primeira o cruzamento que veio da direita e acertou o travessão de Denis, no último lance de perigo da partida.

30 de novembro de 2014

São Paulo 1 x 1 Figueirense (brasileiro 2014, 37ª rodada)

A partida marcava a despedida de Kaká do morumbi, mas com um futebol pouco convincente, o tricolor até saiu na frente, mas em "brincadeira" de Rogério, o tricolor sofre o empate. Porém o empate garantiu a vice liderança tricolor na competição.

Novamente o São Paulo fez um fraco primeiro tempo. A equipe da casa não tinha qualidade na triangulação e por vezes a troca de passes era interrompida com um passe errado. A bola até ficava nos pés dos tricolores, mas não era revertida em arremates.
A faixa de capitão foi dada á Kaká, como forme de homenagem, mas se com a bola nos pés o camisa 8 não conseguia criar, sem ela, seguia abrindo espaços e dando opções. Ganso era outro que não fazia boa partida.
O visitante Figueirense que se fechava bem e saia nos contra ataques foi se soltando e aos poucos foi incomodando a defesa tricolor, inclusive Edson Silva. Mas também era pouco.
O primeiro tempo foi bastante regular e só mesmo uma mudança de postura poderia fazer o placar sair do zero a zero.

Kaká sai ovacionado por mais de 33 mil.
Mesmo com empate, vice campeonato foi garantido.

A segunda etapa já foi bem diferente. As duas equipes pareciam ter recebido forte bronca no vestiário. Ambas voltaram procurando mais o gol e com mais velocidade. Tanto que no primeiro tempo tiveram três bolas na trave. Duas do visitante, uma delas perto do apito final.
Aos 10 min. Luis Fabiano acertou um belo chute e no desvio do goleiro a bola foi direto na trave. Essa foi a primeira grande chance tricolor. Na sequência os catarinenses responderam e novamente deu trabalho a Edson Silva, que fazia péssima partida. 
Aos 24 min. saiu enfim o gol na partida, justamente de Edson Silva, de cabeça. O gol deu uma leve amenizada na fraca partida do zagueiro. Aquela altura Muricy já tinha mudado o time duas vezes esperando por melhor desempenho, Osvaldo e Reinaldo entraram. Minutos depois o tricolor passou a jogar com um a mais, porém não aproveitou a vantagem e seguiu sem levar muito perigo.
Com 37 min. os pouco mais de 33 mil torcedores ovacionaram o camisa 8 Kaká, que deu lugar a Pato. Até mesmo Rogério saiu da meta para cumprimentá-lo. E o foi o outro personagem da semana, que anunciou renovação até agosto/15 que deu vacilo. Em passe errado de Edson Silva, o M1to ao invés de estourar a bola tentou um chapéu no atacante, mas com um toque muito forte, não conseguiu recuperá-la e o tricolor levou o empate. Rogério Assumiu o erro, mas acabou marcando a despendida de Kaká, que poderia ter saído com uma vitória de casa.
Mesmo com o placar, o tricolor se garantiu na fase de grupos do torneio continental. Agora, mesmo com a renovação de Rogério, a diretoria terá que ir atrás de reforços, se quiser encerrar a carreira do ídolo de forma honrosa.

Destaque positivo
R. TOLOI. Novamente boa partida. Teve trabalho na zaga, e se saiu bem em quase 100% deles.

Destaque negativo
EDSON SILVA. Nem mesmo o gol tira a fraca partida. Praticamente todas as bolas em cima dele foram ganhas pelo adversário. Péssimo recuo para Rogério; ALAN KARDEC. Parecia abalado com o acontecimento de quarta feira. Muito apagado, quase não tocou na bola.

Rafa Malagodi


27 de novembro de 2014

São Paulo 1 (1) x (4) 0 Atlético Nacional-COL (Copa Sulamericana 2014, semi final)

Parecia ser difícil. Mas não impossível. O São Paulo precisava de dois gols de diferença para classificar, mas nem mesmo o bom 2º tempo permitiu. Com apenas 1 a 0 no placar, o tricolor foi eliminado nos pênaltis.
O tricolor mesclou lances de nervosismo com lances de extrema calma. Esteve bem nos primeiros minutos, mas não conseguiu chegar com chances claras. Um ou outro lance mais agudo, o suficiente para fazer os mais de 45 mil torcedores empurrar o time.
A chance mais clara aconteceu aos 31 min. mas M. Bastos foi travado antes do chute. O time colombiano sabia jogar, e "deixava" o São Paulo jogar, e isso tornou um jogo agradável (mas nervoso). Ainda que não aconteciam chances de gols.
Perto do fim, Rogério salvou o tricolor de levar o gol. O camisa 01 defendeu cara a cara chute de Cárdenas, o bom e jovem jogador colombiano.
E assim as equipes foram para o intervalo.

Eliminação interrompe a última chance de RC
 em levantar a taça. Será mesmo?

Aqueles que esperavam por um Atlético Nacional recuado se enganaram. Na segunda etapa a equipe colombiana continuava com seu jogo e para se impor, o tricolor precisava acelerar suas jogadas. Precisava de Ganso mais participativo. E ele veio. O camisa 10 entrou no jogo, serviu seus companheiros. M. Bastos foi o primeiro e perdeu cara a cara gol feito. Kaká parou na trave.
O 10 tricolor marcou o gol que levou a decisão para as penalidades. De falta, em bola cruzada pra área, ninguém desviou e a bola entrou. Na sequencia só deu São Paulo. E foram várias oportunidades, mas as bolas insistiam em não entrar. Luis Fabiano também acertou a trave e a rede por fora. As melhores oportunidades do tricolor saíram dos pés de Michel Bastos, mas o camisa 7 não estava tão inspirado, apesar de jogar bem mais uma vez.
E não teve jeito, foi para os pênaltis. Kardec escorregou e isolou. Ceni marcou e Rafael Toloi recuou para o goleiro. Muricy, "o rei do morre-morre" perdeu mais uma. O adversário não era ruim, porém o tricolor tinha mais qualidade, mas novamente sentiu o sabor amargo da eliminação (3ª do ano).
Não dá pra dizer que o São Paulo foi mal, mas merecia melhor sorte. Mas os jogadores estão de parabéns pela entrega durante o segundo semestre, mas a verdade mesmo é que esse título cairia como uma luva no Morumbi.
Não sei dizer se foi vergonhoso, mas caso o São Paulo não estivesse garantido presença libertadores através do brasileiro, certamente a chapa esquentaria pros lados do Morumbi.

Destaque positivo
GANSO. Quando entrou no jogo fez as chances aparecerem. Seu gol foi sem querer, mas valeu; RAFAEL TOLOI. Bateu o pênalti muito mal, mas fez uma partida exemplar; SOUZA. Atacou e defendeu muito bem. Contemplou sua boa temporada.

Destaque negativo
MURICY. Precisava de um time mais ofensivo. Necessitava de um gol ainda no primeiro tempo, mas deixou Kardec e Pato no banco...; A. PEREIRA. Impressiona pela raça, e também pela falta de futebol.

Destaque extra para Cárdenas. Não é de hoje que o rapaz tem jogado bola. Bom jogador!

Rafa Malagodi


23 de novembro de 2014

Santos 0 x 1 São Paulo (brasileiro 2014, 36ª rodada)

Com mais uma vitória, o tricolor se garante na libertadores de 2015, mas vê o Cruzeiro confirmar o título. Jogo diante do santos teve um dos piores primeiro tempo do futebol.

Péssimo. Simplesmente péssimo. Esse é o resumo do primeiro tempo entre Santos e São Paulo. Não adianta reclamar que fazia forte calor, que o gramado da Arena Pantanal era ruim, pois tudo isso ainda pode ser considerado melhores do que o jogo.
O primeiro gol do jogo foi acontecer aos 37 min. e levou um pouco de perigo ao goleiro santista devido ao rebote e a nova chance na sequência, mas isso foi incrivelmente só, para 45 min. de partida.

Gol solitário garante tricolor na libertadores 2015.
Pro segundo tempo, os técnicos fizeram mudanças e o jogo melhorou.
Os primeiros 15 min. foram muito mais intensos, com muita mais oportunidades de gols, tanto que aos 10 min. Boschilha marcou o único gol do jogo.
O Santos atrás no placar foi em busca do empate e chegou a incomodar Rogério, que precisou fazer algumas defesas (fáceis). Até a trave contribuiu com o goleiro.
A entrada de Luis Fabiano foi primordial para o São Paulo conseguir o tento e criar mais situações no ataque, já que Alexandre Pato, que saiu machucado no intervalo, pouco tocou na bola.
O jogo serviu para o torcedor e para o técnico Muricy avaliar alguns jogadores, e se o treinador for no mínimo criterioso, consegue pelo menos oito nomes que não PODERIAM recomeçar o ano de 2015 vestindo a camisa tricolor.
O restante da partida teve um time querendo gastar o tempo (São Paulo) e outro tentando de alguma maneira igualar (Santos), porém, nada mais aconteceu e o jogo que começou péssimos, teve apenas alguns minutos de bom futebol.

Destaque positivo
LUIS FABIANO. Entrou bem na partida. Criou oportunidades. Prendeu a bola e trocou passes com sabedoria; RETORNO Á LIBERTADORES.

Destaque negativo
OSVALDO, ADEMILSON, PAULO MIRANDA, REINALDO. Não PODEM (De jeito nenhum!!!) vestir a camisa do São Paulo em 2015. PÉÉÉÉÉÉSSIMOS!

Rafa Malagodi


20 de novembro de 2014

Atlético Nacional (COL) 1 x 0 São Paulo (Copa Sulamericana 2014, semi final, 1º jogo)

No primeiro jogo pelas semi finais, o tricolor volta da Colômbia com derrota pelo placar mínimo e precisará de dois gols de diferença para classificar as finais.

Seria difícil a partida. Os minutos iniciais mostraram que o São Paulo teria que ser forte defensivamente e também ter velocidade para atacar. O tricolor era pressionado, e tirava a bola como podia, e isso foi fazendo a equipe da casa ter a posse de bola e comandar a partida.
Quando o tricolor compreendeu a partida e conseguiu igualar o jogo, controlou melhor os colombianos e aos poucos foi se soltando, mas ainda faltava mais velocidade. Ganso muito apagado.
O principal nome da noite foi o árbitro. Primeiro, ele não marcou uma falta absurda do goleiro em Alan Kardec, fora da área. O goleiro deferia ter sido expulso, o que mudaria os rumos da partida, e pouco depois, aos 34 min. inverteu um lateral absurdo que originou o único gol da partida.
No gol, uma indecisão de Edson Silva e Rogério Ceni.
O fim do primeiro tempo acabou com o São Paulo dando apenas um chute no gol, mas controlando melhor a partida, apesar dos erros de arbitragem.

Kaká foi o mais participativo, mas
não evitou derrota fora de casa.

O segundo tempo foi necessário mais futebol, e isso não aconteceu. Ganso era facilmente anulado em campo e não criava. O melhor do meio de campo era Kaka, que foi substituído, de forma equivocada por Muricy, que ainda no primeiro tempo, colocou A. Pereira na vaga de Kardec machucado.
O treinador tricolor foi outro responsável pelo resultado.
Osvaldo e Pato entraram pra dar mais velocidade a equipe, mas somente Osvaldo recebeu mais a bola, porém, suas jogadas não tinham sequência. Se lá na frente as coisas não se encaminhavam, Rogério foi se segurando lá atrás. O goleiro tricolor fechava o gol, e evitou um placar elástico.
Agora, não será fácil, mas o tricolor é mais time e tem totais condições de reverter o placar na semana que vem. Com as duas competições se afunilando e sem que o tricolor ainda tenha garantido a libertadores, o São Paulo terá um clássico diante do Santos na próxima partida e também terá que vencer.

Destaque positivo
ROGÉRIO CENI. Apesar da indecisão no gol sofrido, o goleiro salvou o tricolor e fez pelo menos três excelentes defesas.

Destaque negativo
GANSO. Facilmente anulado, não criou e ainda errou lances fáceis; EDSON SILVA. Foi o principal responsável no gol sofrido; MURICY. Mexeu muito mal no time. Poderia ter mantido o time mais ofensivo, pois foi assim que o tricolor controlou mais a partida.

Rafa Malagodi


17 de novembro de 2014

São Paulo 2 x 0 Palmeiras (brasileiro 2014, 34ª rodada, por globoesporte.com)

Análise retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado
Acompanhado In loco

O Jogo

O São Paulo teve muito mais posse de bola e, logo no começo, só não abriu o marcador porque Prass fez milagre em cabeçada de Alan Kardec. Aos 21, o goleiro palmeirense não pôde fazer nada quando Luis Fabiano recebeu cruzamento de Hudson para balançar a rede. Foi o 100º gol do camisa 9 em Brasileiros com a camisa do São Paulo. No Verdão, pouca coisa funcionou após o gol. Dorival Júnior apostou em Felipe Menezes como substituto de Valdivia, mas o meio-campista não apareceu. Quando tinha posse de bola, principalmente com Marcelo Oliveira, melhor do time, ninguém aparecia para receber. O Alviverde saiu mais para o jogo após ficar em desvantagem e teve uma grande chance, mas Henrique parou em Ceni. Kardec, em duas oportunidades, quase aumentou para os donos da casa.

LF9 marca e São Paulo vence mais uma. 2 a 0.
Na etapa complementar, o jogo mudou completamente. O Palmeiras adiantou a linha de marcação e ameaçou o Tricolor, que ficou sem saída. O São Paulo também cometeu alguns vacilos de marcação no sistema defensivo, o que deixou Rogério Ceni transtornado. O problema do Verdão era que, se sobrava espaço, faltava qualidade. Individualmente, todas as peças ofensivas deixaram a desejar. Tanto que o camisa 1 tricolor, apesar de ver a bola passar perto de sua área, não trabalhou. Dorival Júnior, que acabou expulso de campo, ainda tentou dar novo gás com a entrada de Mazinho na vaga de Wesley, mas nada adiantou. E o São Paulo, na sua única finalização no segundo tempo, fez 2 a 0, com Rafael Toloi, para garantir a vitória.

“Particularmente, achei um jogo bem fraco, mas com o São Paulo superior no primeiro tempo, inclusive fez o gol num momento que era melhor na partida. O gol parecia que aconteceria naturalmente.
Na segunda etapa a coisa já mudou pra pior, e ambos estavam muito mal. O São Paulo pior, levando em consideração o melhor elenco. Mas o segundo gol garantiu a vitória e mais uma vez manteve a equipe na segunda colocação.”


13 de novembro de 2014

São Paulo 1 x 1 Internacional (brasileiro 2014, 35ª rodada)

Foi a oportunidade que o tricolor tinha para diminuir a vantagem para o Cruzeiro e colocar pressão, mas o empate em casa, em partida antecipada, praticamente decreta o título mineiro. Ao São Paulo cabe se manter entre os quatro primeiros, se possível, ainda em 2º.

Era preciso paciência para transpor a forte marcação e retranca colorada. Os primeiros 15 minutos foram de muitos passes e mas poucas chances de gols. Apenas um chute fraco com Luis Fabiano tinha sido arriscado.
Porém, aos 17 min o Internacional abriu o placar com um gol irregular, mas a péssima arbitragem não viu um impedimento escandaloso. Rogério Ceni ficou revoltado com a situação. A resposta foi imediata, com bola na trave, na sequência Lucão teve duas oportunidades á queima roupa, mas parou no goleiro adversário.
O jogo passou a ficar quente. Possivelmente a arbitragem já havia recebido a informação do erro grotesco e começou a inverter faltas.
Os minutos seguintes foram mais conturbados para o tricolor, a pressa para empatar atrapalhavam as jogadas. A torcida também passou a reclamar mais. O Inter continuava retrancado, saindo apenas em contra ataques.
Somente no fim do primeiro tempo que o São Paulo voltou a incomodar mais, mas ainda era pouco. Era preciso mais tranquilidade para furar a retranca colorada.

LF9 marca, mas a retranca colorada
minou a virada tricolor

A tranquilidade que faltou nos 45 iniciais, apareceram já nos minutos iniciais do segundo tempo. O São Paulo apertou mais, trabalhava mais dentro do seu campo de ataque e a recompensa chegou aos 3 min. Luis Fabiano empurrou a bola pra dentro em cruzamento na área. 1 a 1.
O gol no inicio era o que o tricolor precisava para manter as expectativas de virar e vencer a partida. Não demorou para a torcida comprar o espírito da equipe  e empurrar o time.
Passados 20 min. o tricolor continuava na luta pelo gol, mais ainda encontrava a retranca colorada bem armada. Mesmo marcando pressão, a equipe mandante tinha dificuldade de encaixar a jogada certa.
Os minutos finais foram chegando e o tricolor parecia não ter mais pernas para aguentar a maratona dos jogos e a partida dura diante do Internacional. A segunda posição continuava assegurada, mas ficou a impressão que a vitória poderia ter sido tricolor.
No final uma confusão devido á péssima atuação do árbitro Héber Roberto Lopes. Nada anormal, se tratando desse péssimo profissional.

Destaque positivo
LUIS FABIANO. Mais uma vez marcou e se apresentou bem. Deu opção de passes aos companheiros.

Destaque negativo
ALAN KARDEC. Foi muito abaixo, não conseguiu nem mesmo prender a marcação; PAULO MIRANDA. Jogou pouco mais de quinze minutos, mas o suficiente para fazer trapalhadas.

Rafa Malagodi


9 de novembro de 2014

Vitória 1 x 2 São Paulo (brasileiro 2014, 33ª rodada)

Em mais um jogo muito complicado, tricolor dribla o calor, sofre pressão, mas vence fora de casa. São Paulo agora fica á cinco pontos do terceiro e se garante em segundo lugar.

São Paulo iniciou a partida com um time modificado. Muricy preferiu preservar alguns jogadores, já que a maratona de jogos tem sido bastante desgastante. Ademilson e Osvaldo ganharam oportunidades. O forte calor em Salvador, fez os jogadores administrarem o inicio da partida.
Mas foi o tricolor quem marcou primeiro, aos 13 min. Luis Fabiano, que fez 34 anos no dia anterior, marcou de cabeça, após cobrança de falta. O gol deu confiança a equipe são paulina, que passou a controlar melhor o jogo.
O Tricolor era melhor na partida. Ganso no meio de campo controlava a partida e distribuía a bola com facilidade, porém, finalizar a gol era o fundamento que menos acontecia. Quando acertou o chute, Denílson parou na trave.
Defensivamente o tricolor foi bastante exigido, mas até o momento dava conta do recado.
A vitória parcial do jogo deve trazer mais tranquilidade ao São Paulo para o segundo tempo. Tricolor que jogou com inteligência e administrou a partida.

Com muita raça (novamente) tricolor
volta com três pontos excelentes da Bahia.

O São Paulo recomeçou a partida jogando como Muricy pediu, atrás da linha da bola. Jogando fechado e atacando com velocidade. E foi assim que o tricolor foi fazendo. Mas desperdiçou chances no ataque.
A pressão baiana começou aparecer aos 9 min. mas Rogério fez uma sequência de duas defesas espetaculares, curiosamente contra dois ex são paulinos. Richarlison e Juan. Porém, na sequência da jogada, um chute improvável, de longe entrou no ângulo, sem chances para Rogério.
O empate e a pressão fizeram Muricy colocar M. Bastos na vaga do péssimo Ademilson.
Após ficar atordoado por quase cinco minutos, o tricolor se encontrou e conseguiu se impor melhor na partida. Quase ampliou duas vezes, mas Ganso e Denílson pararam em excelente defesa do goleiro.
Sabendo da importância de vencer hoje, Muricy colocou em campo os jogadores que tinham sido poupados. E depois de Michel, Kaká também entrou. O tricolor passou a ter melhor troca de passes e velocidade. Aos 32 min. contou com a sorte, o zagueiro do Vitória escorregou e Luis Fabiano que seria substituído, deixou Kaká livre para desempatar. 2 a 1 tricolor. O gol foi muito comemorado, pois o tricolor sofria com a pressão baiana.
Os minutos seguintes foram de um São Paulo extremamente cuidadoso, marcando forte e indo ao ataque somente na boa. Ganso, foi o melhor jogador de linha e controlou a partida com perfeição.
Não fosse mais uma vez a superação dos jogadores, o tricolor não tinha saído com os três pontos da Bahia. Agora a equipe paulista fica cada vez mais absoluta na segunda colocação.

Destaque positivo
GANSO. Soube ditar a partida. Fez a bola girar com qualidade; LUIS FABIANO. Teve nova oportunidade e aproveitou bem. Um gol e uma assistência; ROGÉRIO CENI. Fez duas defesas espetaculares. Até tentou, mas não teve culpa no lance do gol.

Destaque negativo
ADEMILSON. Quase não apareceu no primeiro tempo, e no segundo, quis aparecer fazendo jogadas individuais. Sem sucesso.

Rafa Malagodi


6 de novembro de 2014

Emelec (EQU) 3 x 2 São Paulo (CopaSulamericana 2014, 4ª de final)

Foi sofrido. E bastante sofrido. Tricolor chega a semi final da Sulamericana mesmo com a derrota no Equador. Time brasileiro chegou a ser proibido de reconhecer o gramado e treinar. Jogo em São Paulo garantiu a classificação.

Árbitro apita o inicio, gol do Emelec. O gol equatoriano aos 20 segundos assustou os brasileiros. Isso era tudo o que não poderia acontecer. O time da casa foi com todo pra cima. Pressionou, pressionou e pressionou. A defesa tricolor tirava a bola como podia e se fechava na medida do possível.
O São Paulo não se encontrou no jogo. Não conseguia colocar a bola no chão e tocar, sem espaços se livrava da bola com facilidade. Com mais de 25 min. a pressão dos mandantes era forte.
Aos 27 min. enfim o tricolor conseguiu ficar com a bola e trocou bons passes. Num desses bons passes uma falta sofrida, e na cobrança P. Miranda desviou e Kardec fuzilou pra empatar. Era o quarto gol consecutivo do jogador. O gol era um alívio. Foi a primeira vez que o São Paulo conseguiu ir ao ataque, ou melhor, colocar a bola no chão.
Após o gol, o São Paulo administrou melhor a partida, mas ainda seguia pressionado.
Aos 39 min. um contra golpe mortal do tricolor e Ganso virou para os brasileiros. Esse gol deixava o time em situação confortável, já que precisava sofrer mais quatro para ser eliminado, e três para ir para as penalidades.
O time foi para o intervalo mais tranquilo com a situação momentânea.

Ganso marca. Gol deu mais tranquilidade,
mas não dispensou a pressão sofrida.

Começa o segundo tempo e a pressão foi ainda mais forte. Menos de 2 min. pênalti para os mandantes. 2 a 2. Sete minutos depois novo pênalti, e a virada. A partir daí foi coração puro.
O Emelec foi com tudo para o ataque. Teve boas defesas de Rogério, bola na trave, zaga tirando por cima, por baixo, e pura apreensão, pois um gol ali levaria a partida para as penalidades.
O São Paulo tentava colocar a bola no chão, mas estava difícil. A forte marcação e o desgaste físico era notório. O tricolor passou a jogar muito na raça, na vontade. Ademilson e Osvaldo entraram para dar velocidade ao contra ataque, mas nenhum foi aproveitado. Muricy ainda chegou a colocar Lucão para auxiliar nas bolas aéreas.
O desgaste tricolor, pelo 7º jogo em 21 dias tem sido bastante significante, mas o time tem tirado forças para suportar as pressões, e na base de muita disposição, consegue chegar a mais uma semi final e agora terá pelo menos 8 jogos (se chegar a final serão 10) de extrema dificuldade se ainda quiser ser campeão (Brasileiro ou Sulamericano).

Destaque positivo
DISPOSIÇÃO. Mesmo com os jogadores extremamente desgastados, o time se superou mais uma vez; ROGÉRIO CENI. Sofreu três gols, é verdade, mas não teve culpa em nenhum deles e ainda salvou o time do pior.

Destaque negativo
VACILO. Nos dois jogos o tricolor sofreu apagões que poderiam ter custado uma classificação; ÁLVARO PEREIRA. Raça. E só!


Rafa Malagodi

2 de novembro de 2014

Criciúma 1 x 2 São Paulo (brasileiro 2014, 32ª rodada)

Tricolor não fez boa partida, mas foi valente defensivamente. A 17ª vitória faz a equipe manter a segunda posição do campeonato. Faltando seis jogos para o final, se quiser a libertaderes, não poderá mais vacilar.

Não foi um bom primeiro tempo tricolor. A equipe de Muricy não conseguia sair para o jogo. Apenas assistia aos mandantes. Era difícil de saber se o treinador tricolor pediu mais cautela a equipe ou os jogadores estavam mal mesmo.
O São Paulo só conseguiu chegar á frente após a metade do jogo, tabelando, de maneira eficiente, mas o arremate não foi bom. Chegou de novo aos 29 com Rogério de falta.
Na defesa o tricolor teve trabalho. O Criciúma era constante no seu campo de ataque. Rogério seguro fazia boa partida.
Mais confiante, o São Paulo foi chegando perto da área, e numa cobrança de escanteio Edson Silva fez de cabeça 1 a 0. O gol era animador para o tricolor, já que a equipe passou boa parte da primeira etapa correndo atrás da bola.
Perto do final Rogério salvou o time mais uma vez.
Se quiser sair com os três pontos, Muricy não pode deixar sua equipe ficar recuada. Jogando fora de casa e com campo pequeno, assistir ao Criciúma pode custar caro.

E. Silva comemora mais um. Vitória na raça.

Melhor no inicio do segundo tempo, o São Paulo até teve mais posse de bola, mas não conseguiu concluir. A forte chuva atrapalhou.
Na frente, Luis Fabiano fazia boa partida. Apesar de não ter oportunidades de arremates, o camisa 9 tabelava e abria espaços para seus companheiros.
A partir da metade do jogo o Criciúma voltou a pressionar, e seguia na busca do empate e conseguiu aos 25 min. No detalhe, a defesa tricolor parou e três jogadores chegaram. O gol fez o time da casa pressionar ainda mais. Apesar de não ter feito uma boa partida, o tricolor teve a oportunidade de ampliar o marcador, mas com muitos toques antes da conclusão, pareceu um pouco de displicente. Muricy mexeu e colocou sangue novo com Osvaldo e Ademilson.
O tricolor passou a ter o contra ataque, e conseguiu desempatar aos 37 min. com Kardec. Esse foi o terceiro gol do atacante nos últimos três jogos. O camisa 14 tinha acabado de perder uma chance, justificada em entrevista com “falta de perna, pelo cansaço”.
O time da casa se jogou ainda mais ao ataque e proporcionou ao tricolor novos contra ataques. Depois de boa troca de passes, Ademilson errou por duas vezes um gol feito.
Os acréscimos foram de sufoco, mas com forte disposição dos jogadores, o São Paulo conseguiu sair de Santa Catarina com mais três pontos na bagagem, e segue tentando desgarrar dos demais times do G4. Até a próxima rodada, estará garantido no segundo lugar.

Destaque positivo
ROGÉRIO CENI. Sem culpa no gol, fez ótimas intervenções na partida; EDSON SILVA. Mais um gol, e boa atuação defensivamente; DENÍLSON. Fez o trabalho “sujo” e correu barbaridade.

Destaque negativo
LUCÃO. Ainda parece estar um pouco inseguro.

Rafa Malagodi

30 de outubro de 2014

São Paulo 4 x 2 Emelec-EQU (Copa Sulamericana 2014, 4ª de final)

Com dois tempos completamente distintos, o São Paulo sai vitorioso da partida, mas vê a possibilidade de se classificação no primeiro jogo ir por água abaixo. Tricolor deve sofrer jogando no Equador.

O São Paulo era mais time. Isso é fato. Mas a equipe adversária era bem arrumada. Demorou para o tricolor se encontrar na partida. O nervosismo pela catimba equatoriana desde o minuto primeiro, parecia ter refletido no inicio.
Quando se encontrou e colocou a bola no chão, o tricolor enfim se impôs. O primeiro gol saiu aos 11 min. com M. Bastos. Detalhe para a roubada de bola de Maicon, que também deu a assistência.
Na defesa o tricolor ia bem. Rogério tinha sido exigido e se saiu bem, os zagueiros faziam partida tranquila.
A equipe da casa seguiu procurando os espaços para ampliar, mas esses espaços eram mínimos.
As coisas melhoraram aos 34 min. com o segundo gol. Hudson aproveitou rebote e marcou seu primeiro com a camisa tricolor. E minutos antes do apito final, Kardec foi as redes. Era a terceira vez na partida que Kaká estava envolvido nos gols. Desta vez com assistência, após excelente passe de Ganso.
Com o andar da carruagem, parecia que o segundo tempo seria uma goleada, mas não.

1º tempo garantiu o resultado. Sufoco no 2º.

Muricy iniciou o segundo tempo com A. Carlos na vaga de Maicon, Hudson foi para o meio e P. Miranda para a lateral. O problema começou a se refletir aos 2 min. Nas costas da zaga, o atacante equatoriano fuzilou Rogério e diminuiu, aos 9 min. Diminuíram ainda mais. 3 a 2 tricolor.
O São Paulo voltou irreconhecível. As mudanças pareciam estar uma bagunça, e esses dois gols poderiam custar uma classificação, já que na competição os gols fora de casa tem peso dois.
A torcida entendeu o problema e começou a pressionar o time, e o reflexo foram erros bobos de jogadas. Rogério ainda salvou o time brasileiro de um empate.
Quando conseguiu se achar, o tricolor compreendeu a necessidade de ampliar o resultado. Kaká que fez excelente primeiro tempo, passou a errar tudo. Saiu para o lugar de Osvaldo.
O tricolor conseguiu diminuir aos 24 min. com Antônio Carlos, em bola alçada na área. O gol causou alívio na equipe, que ainda sim seguiu buscando mais um, mas já não conseguia encaixar uma boa jogada.
No fim da partida, Paulo Miranda foi bastante vaiado, o que causou um desconforto nos jogadores são paulinos, que pediam apoio ao lateral. Mas a verdade é que o lateral/zagueiro errava tudo o que tentava.
Os 4 a 2 do placar não é ruim, mas considerando o que a equipe fez no primeiro tempo, faz o torcedor ficar no mínimo chateado com o que viu na segunda etapa. O time continua com condições de classificação, mas deve sofrer no Equador para garantir a vaga nas semi finais.

Destaque positivo
M. BASTOS. Abriu o marcador e foi bastante participativo (mais uma vez); ROGÉRIO CENI. Salvou o time de levar o empate duas vezes. Sem culpa nos gols.

Destaque negativo
PAULO MIRANDA. Péssimo. Errou pelo menos três passes seguidos; A. PEREIRA. Apenas vontade. E só!; MURICY. Não mexeu bem, e foi responsável pelo sufoco nos minutos iniciais do segundo tempo.


Rafa Malagodi


27 de outubro de 2014

São Paulo 3 x 0 Goiás (brasileiro 2014, 31ª rodada)

Em jogo importante para sequência da competição, tricolor tem inicio excelente, marca duas vezes e encaminha bem a vitória. Jogo marcado para segunda feira tem mais um Record quebrado por Rogério.

O primeiro tempo tricolor foi bastante movimentado. A equipe mandante, começou pressionando e marcou logo aos 3 e 6 min. O primeiro foi de Edson Silva, que marcou após cobrança de falta. O segundo gol foi de Luis Fabiano. O tricolor se aproveitou do erro na saída esmeraldina e ampliou a vantagem de forma precoce.
Os dois passes para o gol foi de Michel Bastos. O camisa 7 foi o melhor em campo nesses 45 min. iniciais. Além das assistências, o meio campo arriscou chutes e quase marcou o dele. Sem contar sua movimentação.
Como era esperado, o tricolor diminuiu um pouco seu ímpeto, mas continuou com seriedade. Apesar do Goiás igualar a partida a partir  da metade do jogo, os visitantes não chegavam ao gol. Assustaram apenas as 28, em lance de quase gol contra tricolor.
A primeira etapa serviu para apagar um pouco a fama de ganhar no sacrifico alguns jogos, como vinha acontecendo ultimamente, porém, o São Paulo precisa voltar a atacar, pois desta forma chegou aos gols e pressionou o adversário.

Jogadores comemoram importante vitória. 3 a 0.

A segunda etapa começou mais equilibrada. Com o placar a favor, os minutos iniciais deram ao São Paulo, a condição de não correr atrás da bola, mas sim esperar o adversário. E foi o que aconteceu. Mas o Goiás não aproveitou sua chance, já o São Paulo, liquidou a partida aos 14 min. com Kardec, em novo cruzamento de M. Bastos. O terceiro gol fez o adversário “aceitar” mais o placar, e isso facilitou ainda mais vida do tricolor, que vez ou outra chegava ao ataque.
Pensando em poupar seus jogadores para a sequência de jogos, Muricy substituiu algumas peças chave, casos de Kardec, Souza e M. Bastos. O camisa 7 saiu do jogo muito aplaudido. Nada de anormal, três assistências não acontecem todo dia.
Ainda antes do encerramento da partida, Osvaldo e Maicon, que haviam entrado na partida, tiveram chances de ampliar, mas ambos perderam suas chances.
Eu sou a Lenda! 590 vitórias!
Além da vitória importantíssima, para a continuidade da competição, esse jogo marcado para uma segunda-feira teve um novo ingrediente, foi a 590ª vitória de Rogério Ceni com a camisa tricolor, e esse feito faz dele o recordista da história do futebol, como o único jogador a vencer tanto vestindo apenas a camisa de um único clube!
Parabéns Mito! Muito obrigado!


Destaque positivo
MICHEL BASTOS. Sem dúvida o melhor em campo. Mereceu marcar o seu, mas parou no goleiro por pelo menos duas oportunidades; EDSON SILVA. Tem se tornado frequente suas boas atuações. Coisas do futebol...; LUIS FABIANO. Marcou o seu, se movimentou, foi solidário. Aproveitou sua chance.

Destaque negativo
IMPROVISO DE MURICY. Mais uma vez o técnico escala Hudson improvisado na lateral e preteriu Auro.


Rafa Malagodi

23 de outubro de 2014

Chapecoense 0 x 0 São Paulo (brasileiro 2014, 30ª rodada)

Em jogo bastante equilibrado, tricolor não sai do zero e não diminui a diferença para o líder do campeonato, e ainda vê a briga pelo segundo lugar ficar ameaçada. Vale ressaltar a entrega da equipe após perder um jogador expulso.

São Paulo iniciou a partida muito recuado. O time da casa tinha presença constante próximo à área tricolor. O São Paulo só começou a se soltar mais após os 15 min. de partida.
Ewandro, o escolhido para o ataque, quase não tinha tocado na bola, e a estratégia de Muricy de velocidade no contra golpe e na recomposição não surtia efeito, passados 25 min.
Se ofensivamente o tricolor não era eficiente, na defesa, os jogadores cumpriam bem o seu papel. Quando não dava pra sair na técnica, saia rifando a bola. O Objetivo era não deixar a Chapecoense entrar na área.
Se agredir o adversário, o tricolor foi para o intervalo defendo melhor futebol. Foi mais pressionado do que pressionou. Dos 45 min. iniciais, o São Paulo não chegou nenhuma vez com chance para marcar. Ao contrário do time da casa que chegou perto em pelo menos duas vezes.

Foi mal. São Paulo perde nova oportunidade.

Com Osvaldo na vaga de Ewandro, o tricolor voltou a campo um pouco mais ligado. Aos 6 min. tinha tido sua melhor oportunidade, mas Denílson isolou. Ganso era quem mais tinha a bola nos pés pelo tricolor, porém não havia encontrado espaços para concluir, ou então deixar o ataque em condições.
Com o empate do líder Cruzeiro, o São Paulo tinha tudo para diminuir para cinco pontos a vantagem, mas ainda não tinha feito por merecer a vitória. Apesar de melhor até os 15 min. era preciso arriscar mais.
A entrada de Boschilha na vaga de Kaká, fez o São Paulo ficar mais veloz, porém o jovem meia do tricolor não ficou 10 min. em campo. Aos 32 min. Paulo Miranda foi expulso, e o camisa 35 teve que ser sacrificado. Hudson foi improvisado novamente.
Os minutos finais foram de sufoco para o tricolor. Jogando fora de casa e com um a menos, a equipe se desdobrava para não sofrer o gol, e sair pelo menos com um ponto de Santa Catarina. Alan Kardec teve a grande chance de dar a vitória ao tricolor, mas errou a cabeçada, livre.
Com o zero a zero no marcador, o São Paulo mais uma vez perde a oportunidade de aproveitar o tropeço do líder e se mantém na segunda colocação, sete pontos atrás do líder.

Destaque positivo
EDSON SILVA. Foi o melhor da defesa tricolor. Soube sair jogando, mas quando necessário afastava o perigo; OSVALDO. Entrou no segundo tempo e deu mais velocidade e opção para as jogadas.

Destaque negativo
KAKÁ. O primeiro tempo foi bastante apagado. Tem jogado melhor sem a bola. Com a pelota nos pés, não teve bom desempenho; ALAN KARDEC. Enfrenta um jejum de gols. Perdeu grande chance aos 45 min.


Rafa Malagodi

18 de outubro de 2014

São Paulo 2 x 1 Bahia (brasileiro 2014, 29ª rodada)

Contando com quase todo o elenco a disposição, o tricolor não teve tanta facilidade mas venceu o tricolor baiano no Morumbi, e continua brigando para manter suas chances na competição.

São Paulo venceu o Bahia com gols de Rogério Ceni de falta e Ganso da entrada da área. O camisa 01 fez um bonito gol de falta, justamente quando o time necessitava de um gol para ir para o intervalo com o placar a favor.
O tricolor paulista foi quem mais procurava a vitória, mas esbarrava no tricolor da boa terra. O São Paulo até chegou algumas vezes em chutes de longa e média distância, mas não teve exito. Defensivamente, o São Paulo fazia boa partida, sem muitos sustos.

RC abre o placar na vitória. Gol 123 na carreira.

No segundo tempo, o São Paulo foi quem mais agrediu, mas continuava sem conseguir marcar. Luis Fabiano entrou para tentar ajudar, mas o camisa 9 perdeu uma chance que pouco costuma perder, mas mostrou bastante vontade. Káká, foi um jogador bastante dinâmico. Estava por vários lados do campo, porém, perdeu algumas oportunidades. Parecia estar bastante desgastado. 
Ainda com o placar de 1 a 0 a favor, o São Paulo apertou a marcação e conseguiu fazer os baianos errarem. E foi numa dessas roubadas de bola que saiu o segundo gol, de Ganso. O camisa 10 recuperou a bola e iniciou a jogada que ele mesmo concluiu a gol.
No final da partida o tricolor paulista sofreu um pouco, pois o Bahia marcou aos 42 e pressionou até o fim da partida, mas foi só. 2 a 1 São Paulo.

Destaque positivo
ROGÉRIO CENI. Fez um golaço de falta (não fazia dessa forma há bastante tempo). Seguro lá atrás; GANSO. Não foi um jogador magistral, mas fez o segundo da partida e soube controlar bem o jogo na segunda etapa.

Destaque negativo
FALTA DE ATENÇÃO NO LANCE DO GOL.

OBS. À análise foi sucinta, pois acompanhei 30 min. da partida pelo rádio.

Rafa Malagodi




15 de outubro de 2014

Huachipato (CHI) 2 x 3 São Paulo (Sul Americana 2014)

Jogando com um jogador a menos por mais da metade da partida, o São Paulo precisou se desdobrar em campo para sair classificado do Chile. O grande triunfo foi desempatar a partida por duas vezes, em menos de 2 min.

Era preciso saber jogar para sair classificado, e o São Paulo foi dando mostras de que faria isso desde o inicio. Quando tinha a bola nos pés trocava passes com velocidade, e foi assim que chegou ao primeiro gol aos 9 min. Pato e Ganso tabelaram, e no rebote do chute de Pato, M. Bastos abriu o marcador.
Os toques rápidos eram a grande arma tricolor.
Aos 20 min. após bola mal rebatida, o Huachipato igualou o marcador. Mas dois minutos depois, Ganso recolocou o tricolor na frente e com um golaço, pegando de primeira o passe de Kardec. Mais uma vez a velocidade nos passes fez a diferença.
As coisas começaram a tomar novo rumo aos 33 min. Primeiro Pato sentiu dores e saiu para entrada de Osvaldo, aos 35, Denílson recebeu segundo amarelo (injustamente) e foi expulso pelo fraco árbitro, que tem histórico desfavorável contra o tricolor. Somando agora 4 expulsões.
Para a segunda etapa, para continuar vencendo, o tricolor precisaria conter a pressão e encaixar um bom contra ataque.

Troca de passes rápidos resultaram nos gols do tricolor.

O Tricolor recomeçou a partida cauteloso. Sabia que caso sofresse mais um gol, a pressão seria grande. Ganso passou a atuar mais próximo a defesa, e mais distante da área ofensiva tricolor.
Sem conseguir encaixar um bom contra ataque, o São Paulo fazia o possível para não rifar a bola, mas estava cada vez mais difícil.
Sem forte marcação, Ganso conseguia fazer bem sua função quando estava com a bola. O problema era que, precisando marcar lá atrás, sua chegada ao ataque não era com tanta qualidade.
Após 20 min. jogados os chilenos seguiam apertando o tricolor, que não conseguia reter a bola. Apenas dava chutões e contava com a velocidade de Osvaldo. Aquela altura o São Paulo já tinha sofrido até com bola na trave. Com 26 min. e temendo por mais pressão, Muricy colocou mais um zagueiro. Lucão entrou no lugar de Osvaldo. Sua posição inicial era de volante, auxiliando Hudson.
Assim como aconteceu no primeiro jogo, jogar com um jogador a menos por muito tempo, foi bastante desgastante para o tricolor. O São Paulo se posicionava muito atrás do meio de campo, e desta forma os chilenos seguiam com seu jogo de bola alta pra área.
Perto do apito final, aos 43 min. o São Paulo sofreu o gol. 2 a 2. Mas esse resultado ainda dava a classificação para os brasileiros. Mas assim como aconteceu no primeiro tempo, o tricolor ampliou dois minutos depois, desta vez com Boschilha, que havia entrado na vaga de Ganso, fez bonito gol após contra ataque bem encaixado. 3 a 2.
Aquela pressão que deveria ser contida, juntando com o contra ataque fatal no final da partida, tornou a vitória ainda mais saborosa.

Destaque positivo
GANSO. Fez um bonito gol. Sem marcação, soube prender a bola e ainda ajudou na defesa; M. BASTOS. Marcou o primeiro  e deu passe para o terceiro. Também soube segurar a bola quando necessário; DISPOSIÇÃO DOS JOGADORES. Assim como no primeiro jogo, os 10 jogadores de desdobraram em campo.

Destaque negativo
DENÍLSON. Foi expulso de forma injusta, mas entrou um pouco desligado e perdendo o tempo de bola; OSVALDO. Entrou aos 33 no lugar de Pato, e saiu aos 26 (2º tempo). Não cumpriu bem o papel que Muricy pediu.


Rafa Malagodi

12 de outubro de 2014

Atlético/MG 1 x 0 São Paulo (brasileiro 2014, 28ª rodada)

Após três partidas vencendo de 1 a 0, o tricolor foi até MG e sofreu da sua arma. Tricolor teve chance de abrir o marcador por duas vezes e não fez, e levou o seu após ser bastante pressionado.

O São Paulo começou melhor. Parecia não se intimidar com a “arapuca” do estádio mineiro. Pato teve a primeira chance logo aos 8 min. mais foi parado por Victor. Mais a vontade, os paulista incomodava mais, porém era cauteloso em suas subidas.  
Após 20 min. os mandantes equilibraram a partida, mas o São Paulo era consistente na defesa.
A partida era boa, bem movimentada. Faltavam mais lances de gols.
Passados mais alguns minutos o tricolor voltou a ser mais perigoso e incomodar o Atlético. Primeiro Pato cabeceou e a bola raspou a trave, depois Kardec não alcançou a bola. O tricolor adiantava sua marcação e foi obrigando os mineiros a rifar a bola e dando chances do São Paulo levar mais perigo.
O grande problema do São Paulo até os 40 min. era no passe para o arremate, Sem um jogador de criação e com muita bola esticada na lateral, Kardec e Pato pouco puderam finalizar com clareza. Os primeiros gritos pedindo Luis Fabiano aconteceram ainda no primeiro tempo. Osvaldo era o principal alvo dos erros.
Nos minutos finais da partida, o Atlético se arriscou e surpreendeu a defesa tricolor. Rogério atento foi bem. O goleiro ainda contou com a falta de pontaria dos atleticanos. Ainda antes do apito, foi á vez de Michel Bastos fazer boa jogada e parar em Victor.
Bom primeiro tempo.

Kardec teve sua chance mas desperdiçou. 

O segundo tempo começou um pouco mais faltoso. As duas equipes usavam o recurso para segurar mais as jogadas, mas com a bola rolando foi o tricolor que chegou perto. Alan Kardec tirou do goleiro mas sem ângulo a bola foi pra fora, logo aos 5 min.
Aos 8 min. Boschilha entrou na vaga de Maicon. A ideia era de Boscilha auxiliar na armação e com sua velocidade ajudar a recompor.
O tricolor não conseguia mais chegar ao ataque. Tinha dificuldade justamente depois que M. Bastos foi jogar mais no meio. Luis Fabiano entrou no lugar de Pato mais uma vez. Novamente o camisa 11 fez partida discreta.
O Atlético voltou a pressionar o São Paulo e não dar chances dos paulistas contra atacarem e de tanto insistir chegou ao gol, aos 26 min. o São Paulo voltou para o segundo tempo irreconhecível.
Após o gol os mineiros se armaram para o contra golpe, mas o São Paulo não tinha espaço para chegar ao ataque. A posse de bola era muito distante do gol. Aquela altura do jogo, trazer um ponto de MG seria como uma vitória para o tricolor, mas as tentativas eram frustradas.
Tivesse mais uma vez aproveitado melhor as chances do inicio das duas etapas, talvez teria tido melhor sorte, mas como a inconstância tem tomado conta do São Paulo em 2014, o tricolor sai derrotado pelo placar mínimo.

Destaque positivo
M. BASTOS. Foi o mais efetivo na primeira etapa; EDSON SILVA. Fez boa partida.

Destaque negativo
OSVALDO. Teve diversas oportunidades no primeiro tempo, mas errou passes bobos. Segundo tempo sumiu; REINALDO. É muito fraco técnicamente.

Rafa Malagodi



8 de outubro de 2014

São Paulo 1 x 0 Atlético/PR (brasileiro 2014, 27ª rodada)

São Paulo não faz boa partida contra mais um time inferior, mas ainda sim saiu com vitória importante. Mesmo com algumas improvisações, a defesa tricolor garantiu lá atrás, e agora poderá voltar para o segundo lugar do campeonato.

O São Paulo começou melhor a partida. Pelo menos tinha mais pressa pra chegar logo ao ataque. E foi compensado logo aos 6 min. em bonito gol de Maicon, que ganhou a vaga de Souza que está servindo a CBF.
Com o placar a favor, o São Paulo passou a controlar mais a partida, mas aos 10 min. precisou de Rogério Ceni pra fazer excelente defesa. O tricolor era claramente mais time. O CAP concentrava a maioria das suas jogadas em bolas esticadas para seus atacantes. Enquanto o tricolor buscava muito Osvaldo na esquerda.
O tricolor afrouxou, e deu campo para os paranaenses. Com quase 30 min. a equipe adversária passou a frenquentar mais o campo de defesa tricolor. A falta de qualidade dos arremates ajudaram o São Paulo.
Aos 29 enfim o tricolor voltou a atacar, mas Pato, cara a cara perdeu gol claro. Até parecia o Alexandre Pato que chegou, sem ambição ao tricolor.
Os minutos foram passando, e o jogo seguia sem muita emoção. Podemos considerar que foi 45 min. bem regular.
O São Paulo teve chance de ampliar, mas Pato desperdiçou. E Rogério foi muito seguro quando exigido.

Jogadores comemoram com Maicon único gol.

A etapa final começou igual ao término da inicial. Bem regular. As duas equipes esbarravam no meio de campo sem criação, e o tricolor por ter os melhores jogadores era quem mais sofria.
O Kaká está longe de ser o melhor do campeonato, como a revista Placar o colocou na seleção da bola de prata, porém, sem sua presença em campo, é perceptível que suas movimentações constantes fazem falta. O tricolor tinha uma dificuldade de encontrar uma jogada. Pareciam todas estarem "manjadas" até ali.
O Atlético pressionava mais. Já o São Paulo tinha dificuldade de prender a bola em seu campo de ataque. Essa bola era sempre interceptada. Passados 20 min. foi a vez dos torcedores pedirem a entrada de Luis Fabiano. Ainda mais depois de ver Osvaldo perder mais um escanteio com um péssimo cruzamento. Enquanto isso o CAP seguia mais perto do gol.
E Muricy, que voltava a beira do campo hoje, após alguns jogos afastado por problemas de saúde, colocou LF9 aos 30 min. Pato foi o escolhido. Boschilha também entrou um minuto antes na vaga de Osvaldo.
Perto do fim, e com apenas 1 a 0 no placar, o São Paulo passou a levar sufoco. As alterações não haviam surtido efeito, e o São Paulo tinha que se desdobrar na defesa para recuperar a bola.
O apito final trouxe alívio.
Mais uma vez o São Paulo não fez um bom jogo ofensivamente, e precisou depender da sua defesa improvisada para garantir a vitória magra. Se não tivesse perdido o gol feito, e aproveitado melhor os contra ataques, o tricolor teria tido mais tranquilidade. Sem dúvidas.

Destaque positivo
ROGÉRIO. Novamente o goleiro foi muito bem quando exigido, e ajudou a garantir a vitória; MAICON. Fez um feijão com arroz, e ainda marcou um bonito gol de primeira.

Destaque negativo
OSVALDO. Recebeu várias bolas no primeiro tempo e não soube aproveitar. Errou todos os escanteios cobrados.


Rafa Malagodi