4 de julho de 2013

São Paulo 1 x 2 SCCP (recopa, por globoesporte.com)



Análise retirada do site globoesporte.com, por Diego Ribeiro

Espelhos da temporada
Os dias de intertemporada durante a Copa das Confederações não mudaram muita coisa em São Paulo e SCCP. A equipe de Tite não tem mais Paulinho, mas continua organizada, sabendo os movimentos corretos, as melhores jogadas – o entrosamento está em dia. Já a formação proposta por Ney Franco é a mesma confusão do primeiro semestre. Por isso, Jadson e Ganso ainda não se entendem totalmente no meio-campo, e o Tricolor depende de lampejos de seus melhores jogadores para conseguir alguma coisa. Os primeiros 45 minutos no Morumbi sintetizaram tudo isso. Um SCCP muito bem postado, propondo o jogo e explorando a velocidade de Emerson Sheik e Romarinho pelas pontas – Douglas e Juan eram seus marcadores, ou ao menos deveriam ser. No São Paulo, Ganso ficou encaixotado entre zagueiros e volantes corintianos, e Ney Franco tentou algo que não tinha como dar certo: colocar o meia para jogar pelas pontas, onde não está acostumado. Ao mesmo tempo, Jadson tentava tudo sozinho, e Osvaldo e Luis Fabiano pegaram pouco na bola. Os alvinegros mandaram na partida e nem precisaram de tanto esforço para isso. Aos 28 minutos, o merecido gol: vantagem de Romarinho sobre Juan, cruzamento rasteiro e chute certeiro de Guerrero, sozinho, sem a marcação de Rafael Toloi. Fim do jejum de oito jogos sem gols do peruano. Até então, o clima era morno no Morumbi. O mais pilhado em campo era o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, adepto do “apito nervoso”, parando o jogo com faltas (até quando não havia nada a se marcar) e distribuindo cartões. Sem grandes acontecimentos, mal parecia uma decisão internacional entre dois ferrenhos rivais.
Pra lamentar. São Paulo precisa vencer fora de casa dia 17.


Goleiros falham, Renato Augusto decide
Um chute, uma falha e um reserva inflamado acenderam a decisão da Recopa em poucos segundos após a volta do intervalo. Aloísio, o Boi Bandido, substituiu um preguiçoso Ganso e tratou de trabalhar logo em seu primeiro toque na bola, com menos de um minuto. A bomba de fora da área e a incrível falha de Cássio colocaram o São Paulo de volta na partida: 1 a 1. A torcida que cobrava muito passou a apoiar o Tricolor. Por 15, 20 minutos, o São Paulo se aproveitou da euforia e ganhou na disposição. Wellington, que entrou no segundo tempo, tomou as rédeas do meio-campo e até deu bronca em Emerson. Cássio não transmitia segurança à sua defesa, e o Timão sofreu certa pressão. Tite lançou Renato Augusto no time e conseguiu esfriar a partida. Com tudo no lugar, o SCCP voltou a ter a posse de bola e aproveitar as sucessivas falhas da defesa são-paulina. Duas bolas na trave, de Guilherme e Romarinho, mostraram qual era a equipe mais incisiva no ataque. Aos 30, o resultado: após lançamento do meio-campo, Renato Augusto mostrou frieza, tranquilidade e inteligência ao dar um leve toque na bola, por cima de Rogério Ceni. Muito adiantado, o goleiro são-paulino “retribuiu” a falha de Cássio. Merecidamente, a equipe de Tite conquistou vantagem para tentar seu segundo título na temporada. O São Paulo terá duas semanas para buscar soluções em um time com bons jogadores, mas sem organização alguma em campo. Isso se Ney Franco sobreviver no cargo até o dia 17 de julho. 


“Ney franco tem que por na cabeça que Aloísio não pode ficar no banco de Ganso. Nos clássicos, Ganso sempre foi um peso morto em campo. Parece que não se preocupa em fugir da marcação, enquanto Aloísio é brigador, está disposto sempre, e parece querer mostrar seu valor. Espero que pro segundo jogo o treinador entre em campo no 4-3-3, se não....Eh, Muricy!!!”


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