Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
Raposa leva mais perigo. Tricolor sofre
Um segundo de jogo foi tempo suficiente para
refletir com precisão o atual momento vivido pelo São Paulo. Um segundo, um
toque na bola no apito inicial, e Luis Fabiano errou o primeiro passe. Era o
prenúncio da maior dificuldade que o Tricolor teria para chegar ao ataque.
Chegou pouco, arrastado, sofrendo para passar pela forte marcação feita pelo
Cruzeiro. Era uma pista para o 0 a 0. A Raposa começou melhor. Marcelo Oliveira
adiantou o time no campo rival e atrapalhou a saída de bola. Se a fase de
Rogério Ceni fosse tão ruim como disse o diretor Adalberto Baptista, os
mineiros poderiam ter obtido a vantagem. Everton Ribeiro e Vinícius Araújo
pararam em duas boas defesas do camisa 1. A segunda, com os pés. O São Paulo só
conseguiu deixar a defesa quando Jadson passou a se movimentar mais na linha
dos volantes para armar o time. Ganso, de novo, apareceu pouco. Lento e sem
objetividade, sobrecarregou Jadson e contribuiu para os são-paulinos insistirem
em demasia em passes pelo meio. Todos facilmente cortados por Bruno Rodrigo e
Dedé. As únicas oportunidades surgiram em lances isolados e, mesmo assim, sem
grande trabalho para o goleiro Fábio. Luis Fabiano teve o nome gritado pela
torcida ao arriscar da entrada da área, mas errando o alvo. Depois, foi a vez
de Osvaldo bater fraco após roubada de bola de Douglas na intermediária. Muito
pouco para quem sonha reagir.
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| Autuori lamenta. Técnico terá dificuldade imensa com o time |
Luan 1, 2, 3...
Os primeiros cinco minutos do segundo tempo deram
a sensação de que o São Paulo havia voltado diferente. Os erros de passes,
principalmente de Denilson, continuaram, mas o Tricolor reapareceu incisivo,
com mais velocidade e chegando rapidamente ao ataque. Jadson, em chute na marca
do pênalti e em cruzamento com desvio, parou em boas defesas de Fábio. Quando
os paulistas pareciam deslanchar, o Cruzeiro soube usar a paciência e a
precisão para abrir o placar, aos seis. E que precisão! Após cruzamento da
direita, a zaga são-paulina voltou a falhar. Douglas não alcançou a bola, e
Luan, de primeira, colocou no ângulo direito de Rogério Ceni. Um golaço! Com os
inúmeros problemas defensivos, Paulo Autuori optou por não abrir o time. A
solução foi mexer no ataque, tirando Luis Fabiano e colocando Aloísio. O setor
ganhou velocidade para abrir a defesa rival, mas não teve qualidade. O “Boi
Bandido” apareceu duas vezes na cara de Fábio, mas, em ambas, concluiu errado e
levou a torcida ao desespero e aos gritos de “queremos jogador”. A mesma
tranquilidade para fazer o primeiro gol o Cruzeiro teve para acabar com
qualquer chance de reação do adversário. Os mineiros se posicionaram atrás da
linha do meio de campo, permitiram que o rival avançasse e, na hora certa,
sacramentaram a vitória. Noite mágica de Luan. Em dois contra-ataques
certeiros, o atacante recebeu livre para vencer Ceni e confirmar a Raposa como
uma séria candidata ao título. Do outro lado, os gritos de "Fora,
Juvenal" ecoavam pelo Morumbi quase vazio.
“São Paulo parece
estar sem confiança alguma, e ainda, após sofrer gols o time fica desestabilizado,
não conseguindo criar jogadas, e quando cria, não as converte em gols. Futuro
temeroso...”

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