22 de agosto de 2012

São Paulo 2 x 0 Bahia (sul-americana 2012, por globoesporte.com)


Análise retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado e Marcos Guerra

Primeiro tempo
A promessa era de um jogo aberto. Depois de perder em casa por 2 a 0, o Bahia foi ao Morumbi como franco-atirador. Vencer por apenas um gol de diferença ou ser goleado não faria diferença. Assim, o técnico Caio Júnior municiou o visitante com mais armas ofensivas. O anfitrião esperava, então, ter mais espaço para atacar. Nada disso foi visto em campo. O Bahia até que foi mais agressivo que o São Paulo. Zé Roberto tentou diversas vezes pelas pontas. Mancini arriscou chutes de fora de área. Sobrava vontade aos visitantes, que atacavam e defendiam em bloco, mas faltava pontaria e qualidade nos passes. O único susto na torcida são-paulina ocorreu aos 13 minutos. Zé Roberto foi à linha de fundo pela esquerda e perdeu a bola para Maicon, só que o volante a entregou nos pés de Lulinha. O atacante, num lance raro de capricho, chutou cruzado, triscando a trave esquerda de Rogério Ceni. O São Paulo não foi muito melhor. Paciente, o time jogou com o resultado do primeiro duelo debaixo dos braços. O anfitrião tentava furar a barreira baiana com passes curtos, apostando nas assistências de Jadson. No entanto, assim como o rival, os donos da casa falhavam nas definições. Depois do susto na bola de Lulinha, o Tricolor Paulista até saiu da zona de conforto e foi mais incisivo em seus ataques. Cícero obrigou Marcelo Lomba a fazer sua única defesa num chute da intermediária. Mas foi só aos 43 minutos que a equipe realmente teve uma boa oportunidade. Jadson abriu na esquerda para Cortez, que passou para Cícero. O meia, só com Marcelo Lomba à frente, tropeçou. Um retrato do fraco primeiro tempo.

Cercado W. José chuta e marca belo gol, aos 19min.  2º tempo
Segundo tempo
Depois de uma etapa inicial para esquecer, os dois técnicos mexeram nos seus setores ofensivos. Caio Júnior colocou em campo os atacantes Vander e Ciro no lugar dos pouco produtivos Gabriel e Júnior. Ney Franco, por sua vez, sacou Ademilson e Jadson para a entrada de Osvaldo e Willian José. As mudanças deram outra cara ao jogo. Melhor para o São Paulo. Coube a Willian José ser a centelha para acender a então gelada partida. Em uma bela jogada individual, o atacante arrancou sem marcação e soltou o pé esquerdo para estufar a rede de Marcelo Lomba, aos 19 minutos, apenas nove depois de ter entrado em campo. O gol foi um ducha de água fria no já cansado Bahia. Sem forças, o time passou a bater cabeça, especialmente na defesa. Empolgado, o São Paulo aproveitou o momento de desencontro do visitante para ampliar a vantagem. Aos 23, Osvaldo encontrou Maicon livre na grande área. O volante chutou meio sem jeito. A bola desviou em Lulinha para enganar Marcelo lomba e entrar no canto direito. Com a desvantagem no marcador, o Bahia precisaria de quatro gols para seguir na competição. O time, então, desistiu, parou em campo e só assistiu às brincadeiras são-paulinas. Os minutos finais da partida foram um festival de gols perdidos. Paulo Miranda tentou por cobertura, mas Marcelo Lomba se esticou para evitar o terceiro. Osvaldo arriscou de letra e também parou no goleiro. O anfitrião jogou para fazer a festa da torcida.

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