Análise retirada do site
globoesporte.com, por Marcelo Prado e Marcos Guerra
Primeiro tempo
A promessa era de um jogo aberto. Depois de perder
em casa por 2 a 0, o Bahia foi ao Morumbi como franco-atirador. Vencer por
apenas um gol de diferença ou ser goleado não faria diferença. Assim, o técnico
Caio Júnior municiou o visitante com mais armas ofensivas. O anfitrião
esperava, então, ter mais espaço para atacar. Nada disso foi visto em campo. O
Bahia até que foi mais agressivo que o São Paulo. Zé Roberto tentou diversas
vezes pelas pontas. Mancini arriscou chutes de fora de área. Sobrava vontade
aos visitantes, que atacavam e defendiam em bloco, mas faltava pontaria e
qualidade nos passes. O único susto na torcida são-paulina ocorreu aos 13
minutos. Zé Roberto foi à linha de fundo pela esquerda e perdeu a bola para
Maicon, só que o volante a entregou nos pés de Lulinha. O atacante, num lance
raro de capricho, chutou cruzado, triscando a trave esquerda de Rogério Ceni. O
São Paulo não foi muito melhor. Paciente, o time jogou com o resultado do
primeiro duelo debaixo dos braços. O anfitrião tentava furar a barreira baiana
com passes curtos, apostando nas assistências de Jadson. No entanto, assim como
o rival, os donos da casa falhavam nas definições. Depois do susto na bola de
Lulinha, o Tricolor Paulista até saiu da zona de conforto e foi mais incisivo
em seus ataques. Cícero obrigou Marcelo Lomba a fazer sua única defesa num
chute da intermediária. Mas foi só aos 43 minutos que a equipe realmente teve
uma boa oportunidade. Jadson abriu na esquerda para Cortez, que passou para
Cícero. O meia, só com Marcelo Lomba à frente, tropeçou. Um retrato do fraco
primeiro tempo.
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| Cercado W. José chuta e marca belo gol, aos 19min. 2º tempo |
Segundo tempo
Depois de uma etapa inicial para esquecer, os dois
técnicos mexeram nos seus setores ofensivos. Caio Júnior colocou em campo os
atacantes Vander e Ciro no lugar dos pouco produtivos Gabriel e Júnior. Ney
Franco, por sua vez, sacou Ademilson e Jadson para a entrada de Osvaldo e
Willian José. As mudanças deram outra cara ao jogo. Melhor para o São Paulo. Coube
a Willian José ser a centelha para acender a então gelada partida. Em uma bela
jogada individual, o atacante arrancou sem marcação e soltou o pé esquerdo para
estufar a rede de Marcelo Lomba, aos 19 minutos, apenas nove depois de ter
entrado em campo. O gol foi um ducha de água fria no já cansado Bahia. Sem
forças, o time passou a bater cabeça, especialmente na defesa. Empolgado, o São
Paulo aproveitou o momento de desencontro do visitante para ampliar a vantagem.
Aos 23, Osvaldo encontrou Maicon livre na grande área. O volante chutou meio
sem jeito. A bola desviou em Lulinha para enganar Marcelo lomba e entrar no
canto direito. Com a desvantagem no marcador, o Bahia precisaria de quatro gols
para seguir na competição. O time, então, desistiu, parou em campo e só
assistiu às brincadeiras são-paulinas. Os minutos finais da partida foram um
festival de gols perdidos. Paulo Miranda tentou por cobertura, mas Marcelo
Lomba se esticou para evitar o terceiro. Osvaldo arriscou de letra e também
parou no goleiro. O anfitrião jogou para fazer a festa da torcida.

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