É muito engraçado quando sentimos que as coisas não estão do jeito que imaginávamos, e de repente, descobrimos os "motivos". E foi assim que aconteceu nesse empate com gosto de derrota e eliminação.
O dia estava esquisito. Ou melhor, as últimas 36 horas. Os sentimentos se confundiam e o corpo dava sinais. Era cabeça, ombros, estômago...tudo bagunçado, doendo. Confesso que não sabia o que era, e tentei ficar quietinho, na minha, por horas deitado sobre cobertas, pra energia ruim dissipar. Fiz uma oração ainda em casa para acalmar, pois sabia que a noite, haveria um lugar para ir que seria o remédio para me aliviar (ou não rs). O estádio do Morumbi teria essa função medicinal/espiritual.
Foi então que foquei meus pensamentos ali, no São Paulo e que a virada e classificação poderia chegar. Mas não vou mentir, aquela sensação ruim que eu estava desde a segunda feira a tarde, também fez eu imaginar que as coisas pro lado sul da cidade não acabaria bem. Como de fato não acabou. No caminho até foquei em todos os momentos bons que esse percurso me leva e também na alegria da primeira vez de ir num jogo contra uma equipe gigante como o Boca Juniors, mas mesmo assim, ainda sentia que algo não era do jeito que eu imaginava. Sabe aquela sensação de "um, isso está cheirando estranho?" Era ela.
Agora pensa, eu sendo uma pessoa controladora, ou que acha que é, sentindo esse tipo de coisas "fora do normal". Não deu outra, a briga psíquica começou rs.
Nas imediações do estádio, o primeiro "remédio" pra curar o desanimo estava ali, uma festa na chegada do ônibus do time. Fiz todo protocolo, tomei minha cerveja na sede da DDR, bati um papo e em meio a multidão entramos pro estádio. A festa seguia na arquibancada. E sem chuva. A tal água que eu queria que caísse para aliviar meus sintomas, só caiu durante o percurso no carro. Quando os times entraram em campo, em meio a linda festa que os mais de 55.700 torcedores presentes faziam, uma coisa me chamou atenção, negativamente. Os fogos de artifício antes da partida me remeteu a mesma festa e derrota que presenciei com minha filha na 8ª rodada do brasileiro. Somente aquilo vinha na cabeça. O mesmo aconteceu em 2024, na eliminação da libertadores. Na hora pensei, coisa de superstição de torcedor, mas bastou a bola rolar para perceber que meus sentidos estavam corretos.
A quantidade de erros de passes e decisões erradas, sobre tudo no 1T foi bizarra. Com 14' eu chamei atenção para meu amigo e disse, a torcida já está impaciente. Essa é a receita para as coisas não darem certo. Impaciência.
Fiquei na minha, calmo, apenas vendo o time errar no campo. Estranhamente até, mas como citei lá em cima, não estava bem, e mesmo vendo toda atmosfera feita para partida, não foi o suficiente para eu me animar, digamos. O problema é que os jogadores em campo parecem não ter se animado também. Justo eles. Resultado disso? Um erro que deu a bola nos pés dos argentinos, e gol. Agora, o tricolor precisava fazer 2 para levar aos pênaltis, e bastou uma olhada em volta e perceber que a energia do Morumbi foi ficando tensa, negativa, impaciente, desanimadora. A cura seria um gol imediatamente.
O time até fez o gol, e após uma demora excessiva do VAR, o gol foi anulado. Pelo celular do meu amigo, podemos ver que a linha foi traçada no limite. E como muitos disseram (e era de se esperar também), a arbitragem não iria facilitar as coisas para os brasileiros nesses torneios.
Domingos Duarte ainda fez o gol aos 44, mas a cera do goleiro e a falta de tempo (e futebol) não deixaram sequer o jogo ir para as penalidades.
Já no carro, voltando para casa pensei, como o torcedor é "bobo"... sabe que vai passar por isso "sempre" mesmo assim volta. Pensei nisso, pois no próximo jogo, sábado, já garanti meu ingresso com minha filha, e desta vez, além de torcer pela vitória para afastar o time da zona do perigo, quero que chova! Pois espero que as águas de caem do céu, possa enfim afastar essas energias ruins, não só do São Paulo, mas as minhas também, até porque, o remédio de hoje foi paliativo.
FORA HENRY MASSIS, RAFINHA e DORIVAL JÚNIOR
Destaque positivo
FESTA DA TORCIDA. Mais uma vez representando. As organizadas unidas na arquibancada, mas uma pena que o time não correspondeu novamente.
Destaque negativo
DORIVAL JÚNIOR. Segue vivendo da sorte que teve em 2023, e que enganou muita gente.
Rafa Malagodi

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