4 de fevereiro de 2024

Palmeiras 0 (2) x (4) 0 São Paulo (Supercopa Rei 2024)


Depois de 14 anos escrevendo aqui no blog, hoje foi a postagem de número 1.000. E por coincidência, esse número simbólico veio justamente numa disputa de título e num choque-rei. Ao longo desse tempo, tive muitos mais textos em que o time não esteve bem, do que o contrário. Mas sempre aqui, tentando mostrar um pouco de como eu me sinto, e para coroar esse número redondo, nada como comemorar essa postagem com título.

Valia uma taça, e inédita para o tricolor, que nos últimos meses lidou com dois ineditismos e de forma satisfatória. Uma foi a copa do Brasil, que proporciona o time a disputar essa supercopa, outra foi conquistada na última partida, que foi vencer o majestoso na casa do sccp. Claro que a primeira é incomparável em relação a segunda, mas quebrar o tabu na partida anterior essa decisão teve um fator bastante importante, que pode não ter sido visto ao nossos olhos, mas que internamente, entre os jogadores, fortaleceu a equipe para enfrentar um time que era favorito, como o time verde.
Mas para vencer mais essa partida que daria o título de "melhor do Brasil" o São Paulo teria que superar um time mais entrosado e que é o favorito no choque-rei mineiro. Uma vez que a partida é disputada em campo neutro e teve depois de muitos anos um clássico de torcida dividida. Não posso dizer qual torcida teve mais participação nas arquibancadas, somente uma pessoa imparcial e que esteve presente pode dizer, mas ao mostrar a torcida tricolor, dava para ver que ela conduziria o time se fosse necessário.
Sem poder contar com Lucas que sentiu a coxa e não pode jogar, Carpini surpreendeu ao escalar Nikão, que tentou ajudar. E foi dele a chance mais perigosa do time, mas está muito longe de ser um jogador como o camisa 7, que estava presente no estádio, diferente de James Rodriguez, que preferiu ficar em São Paulo, pois não ia jogar. O Palmeiras teve também suas oportunidades, e nas duas mais perigosas Rafael estava lá pra ajudar o tricolor. Esse nome voltaria aparecer nessa tarde.
O São Paulo foi bem naquilo que propôs e disputou e brigou pelas bolas, fazendo inclusive ficar com mais posse e sofrer mais faltas. Mas quem mais finalizou foi o time verde. Mas os primeiros 45' ficou mesmo sem ter o placar mexido.

Elenco campeão e início promissor?!
(foto: 
Rubens Chiri / São Paulo FC)
O segundo tempo foi de tesão ainda maior. A sensação era que teve inclusive menos futebol e mais disputas. Até mesmo as chances de gols foram mais raras. Já sem Nikão, e agora com Michel Araújo, o tricolor passou a ficar mais preocupado com a parte defensiva. E a cada investida do Palmeiras por aquele lado, mais sustos o torcedor sentia. Porém não é possível dizer que houveram chances claras. Tiveram sim jogadas que poderiam ter terminado em gols, mas o bem da verdade é que o placar que permanecia 0 a 0 e levaria a partida as penalidades estava de bom tamanho. 
O treinador tricolor foi mexendo na equipe, tentando ganhar na velocidade, já que o meio de campo estava realmente bastante efetivo. Pablo e Alisson estavam bastante entrosados. O problema estavam mesmo pelas beiradas. Talvez por esse motivo Ferreira (ex Ferreirinha) e Erick entram na partida. Davam amplitude no ataque e recuperavam na defesa. Moreira entrou na vaga de um lesionado Rafinha, que saiu chorando, o luso/brasileiro inclusive tirou uma bola quase em cima da linha que poderia ter gerado problemas ao São Paulo.
As duas melhores chances do tricolor vieram dos pés argentinos. Primeiro Calleri errou um lance em que o goleiro palmeirense colocou a bola nos pés do camisa 9, e mesmo assim a finalização foi bem ruim. Depois, Galoppo que havia entrado cobrou uma falta que fez a bola raspar na trave, numa cobrança que seria indefensável. Mas o mesmo zero do 1T permaneceu e a partida teve mesmo que ir para as penalidades. Angústia maior no futebol está para nascer, e o que restou foi torcer para que o tricolor fosse melhor mais uma vez, assim como aconteceu nas duas últimas decisões contra o time alvi verde.

Nesse meio tempo enquanto os jogadores se preparavam, me peguei pensando que ao longo desses anos escrevendo, e hoje sendo a milésima postagem, poucas foram aquelas em que um troféu era estampado. Poucas mesmo. Apenas 3 vezes isso tinha acontecido, sendo um delas (paulista/21) pouco comemorada por mim, mas escrita de forma "protocolar". Nessa hora eu senti que hoje eu escreveria mais um título, o único que faltava na galeria tricolor, mas antes, ainda tinham as disputas.

Quando Calleri venceu o cara o coroa e começou batendo, minha confiança aumentou. Não é uma Ciência exata, mas a porcentagem de vitória de quem começa é maior. E o São Paulo foi mais um para aumentar a estatística. Calleri, Galoppo, Pablo Maia e Michel Araújo marcaram para o tricolor.
Reparem que está faltando um nome dos 5 pênaltis a serem cobrados. Porém, esse não foi necessário, graças a um nome que foi citado acima e que teve participação fundamental no 1T. O goleiro Rafael. 
Como já foi dito aqui, o melhor goleiro que tivemos desde a aposentadoria de Rogério Ceni em out/15 defendeu dois, e colocou no peito mais uma medalha de campeão. 
O tricolor foi muito mais competente na disputa, pareceu mais aguerrido durante os 90 minutos, e foi merecedor do título de supercampeão.
Assim como falei, e continuo falando, esse título ele é mais uma coroação de algo que o levou até essa disputa. No caso a copa do Brasil pelo lado do São Paulo, contudo, é difícil vê-lo como um título de verdade, mas o fato de estar do outro lado um rival que tem batido de frente ao longo de toda história, fez a taça ter um valor mais especial. Se nos confrontos direto o equilíbrio é assustador, quando o assunto é mata mata, a freguesia é gigante. Agora são 17 x 5!

Carpini que em menos de 1 mês de trabalho já tem dois feitos consideráveis para o torcedor (e conquistados em 5 dias), terá um longo caminho pela frente, mas com toda certeza, se continuar fazendo o que tem feito, terá um bom caminho a ser trilhado na equipe. Agora é voltar a atenção para a preparação, que deve ser mantida, e deixar o time preparado para os torneios mais importantes da temporada.
Vamos São Paulo



FORA CASARES, BELMONTE e seus aliados



Destaque positivo
RAFAEL. Não teve um jogador sequer que pode ter sido mais lembrado que ele hoje; PABLO MAIA. Quero pontuar um coisa aqui, outra disputa de pênalti, e outra vez o camisa 29 pede para bater e deixa sua marca; MOREIRA. Jogou 30' e foi muito bem na lateral. Evitou um gol adversário.

Destaque negativo
JAMES RODRIGUEZ. Está na contra mão de todos envolvidos do clube. Está querendo virar titular com o nome. Nome esse que foi feito há anos atrás, e que não aparece há muito tempo. Não quer estar com o grupo, vaza do nosso São Paulo.


Rafa Malagodi





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