Depois do jogo de hoje, eu não posso começar escrevendo aqui sem conter a letra das músicas que mais gosto do São Paulo Futebol Clube.
Isso que bate no meu coração
É um sentimento de ser campeão
Já rodei o mundo, e posso te dizer
O choro é livre, difícil de conter
O passado é glorioso
O futuro é vencedor
Explode torcida, agita bateria
E o grito é tricolor, oh oh oh...
É com esse verso de um música que não é entoada nas arquibancadas há muitos e muitos anos, que começo esse texto de campeão do São Paulo futebol Clube, pois nela está muito do que eu acredito como torcedor desse clube que aprendi amar incondicionalmente.
Eu estava presente entre os 63 mil torcedores que puderam vivenciar esse inédito título da copa do Brasil. Muita emoção envolvida.
Sai de casa por volta de 9h45 na esperança de aproveitar e sentir todo o ambiente em torno do estádio. No caminho, algo dizia que a taça estava perto. Cheguei em casa já passava das 22h20. Foram quase 13 horas longe de casa, vivenciando o tricolor, e valeu cada minuto.
Cheguei por volta das 11h da manhã e o ambiente já era propício. Muito sol e cerveja gelada (chopp no meu caso) e a cada minuto que passava, mais a ansiedade batia.
Ver o ônibus do time passar aumentou a emoção, e encontrar amigos que estavam comigo na final da libertadores 2005 deu ainda mais a esperança e algo dizia que a felicidade estaria por vir.
Dentro do estádio e faltando mais de uma hora para iniciar a partida, fez a ansiedade tomar conta. Mas foi muito bom estar ali presente.
Sobre o jogo, ter vencido a primeira partida no RJ fez total diferença para essa partida ter menos pressão, mas se engana quem achou que ela foi tranquila. Foi tensa. Digna de uma final. Ao menos foi a percepção das arquibancadas. Era um jogo estudado e de poucas chances. Mas a forma como o jogo desenrolava, o tricolor era o mais beneficiado. Mais embates e menos "futebol" jogado.
Tudo se encaminhava para um intervalo sem gols, mas o Flamengo marcou no fim do 1T e fez a gente repensar ainda mais sobre o que poderia acontecer nessa tarde. Mas para nossa sorte 5' depois, Rodrigo Nestor, tão criticado por muito torcedor, e autor do passe para o tento no RJ, aproveitou o rebote e guardou empatando e dando novamente esperança ao torcedor tricolor. 1 a 1.
Subi pelo menos 3 lances de arquibancada para comemorar, abracei quem não conheço. Derrubei (sem querer) um grupo de torcedores e vibrei, como se soubesse que aquele seria o gol que nos daria o título. Esperamos pelo VAR, e ao mostrar no telão o gol validado, o estádio veio abaixo novamente. Tensão total. Era o empate. Justamente o que precisávamos.
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| Festa do título (inédito) (foto: Arquivo pessoal) |
Volta do intervalo e o São Paulo meio que abdicou da partida ofensiva. Mais se defendeu e foi tentando cozinhar os cariocas no sol escaldante de 37°. Mas era final, não precisava o São Paulo vencer. Precisava ser campeão, e se para isso o jogo ruim precisasse aparecer, ele tinha que aparecer. Os treinadores foram mexendo como podiam, e o São Paulo que era mais limitado, ao menos tinha mais vontade de vencer. Vide a partida de Diego Costa que entrou com 8' do jogo assim que Arboleda precisou sair por lesão. Por mais que o Flamengo tentasse, parecia que o tricolor era quem mais necessitava desse título. O que é verdade. Pois o Flamengo era o atual campeão, inclusive com Dorival no banco.
Os minutos foram passando e Dorival mexeu como podia. Luciano que acabará de entrar teve a chance de sacramentar a partida e fazer todos ali presentes vibrar mais cedo, mas como não conseguiu, foi preciso esperar minuto a minuto até o apito final.
Quando subiu a placa de acréscimos, liguei meu cronômetro para controlar minha ansiedade e a cada minuto que passava, mais eufórico eu ficava. Eu estava literalmente contando minuto a minuto. Mas quando o tricolor ganhou a disputa há 1 minuto do fim, não consegui me conter e o choro rolava livremente, sem pudor.
A alegria que sentia era gigante. Éramos campeões do último título que nos faltava na galeria. E isso era para se comemorar e muito. Sem falar da fila que se encerrava de 11 anos sem título. Posso dizer que vi ao menos 1 vez todos os principais títulos da nossa gloriosa história. E mais um vez tive o privilégio de estar presente, assim como foi no nosso último título em 2012, pela Sulamericana. Com Lucas, o mesmo que voltou para ser novamente campeão e entrar de vez na galeria dos ídolos do São Paulo Futebol Clube.
E eu também, estava presente naquela final e no mesmo setor de hoje. A lembrança veio imediatamente a cabeça.
O árbitro apitou o fim e somos enfim campeões da copa do Brasil. Foram 10 jogos de pura emoção. Talvez apenas a primeira partida das oitavas diante do Sport tenha sido "tranquila". Fora ela, foi emoção demais para o coração. Mas ele aguentou direitinho, assim como de uma criança que não via a hora de gritar é campeão!
Mesmo depois do apito final, ninguém arredava o pé do estádio. Era festa do título. Todos queríamos estar ali, sentindo novamente o gostinho de gritar é campeão e ver a taça sendo levantada no morumbi.
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| É campeão!!! (foto:facebook.com/saopaulofc/photos) |
Meu amigo e eu ainda ficamos por cerca de 3 horas nos arredores do estádio comemorando. Merecíamos! E ver o semblante do torcedor de alegria (alívio) foi bom demais. Valeu cada minuto, cada hora para estar ali. E depois de estar presente nas quartas contra o Palmeiras, nas semi contra o Sccp, ver ao vivo o título diante do Flamengo não tem preço. Mesmo que o ingresso tenha custado uma boa grana.
Valeu demais!! Somos (enfim) campeões da copa do Brasil. E eu vou ter que dar um jeito de cumprir minha promessa de comprar uma camisa do São Paulo com nome do Dorival as costas...fazer o que.
Como eu disse, eu não queria ter razão, queria ser campeão. Agora, a partir de amanhã, foco total na permanência do brasileiro; Coritiba e SCCP precisamos vencer, e comemorar em cima deles.
FORA CASARES e sua turma
Destaque positivo
NESTOR. Assistência no primeiro jogo e gol na partida de hoje. Sem mais; DIEGO COSTA. Entrou com 8 minutos e deu conta do recado. Se redimiu da final do ano passado; RAFAEL. Meu xará foi bem quando exigido e podemos tranquilamente dizer que é o melhor goleiro pós Ceni.
Destaque negativo
Hoje ninguém deve ter seu nome dito aqui.
Rafa Malagodi


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