Depois de 1 semana de dor ininterrupta nas costas, o jeito foi ir ao médico, e assistir ao jogo da sala de espera, enquanto esperamos uma melhora do time.
Cheguei no PS e como todo hospital público, a demora é sempre grande, tive que contar com meu celular e internet para acompanhar o jogo enquanto esperava atendimento. A dor seguia forte, mas ao ver Reinaldo e Miranda errando no gol do adversário logo aos 6 minutos, não tive nem reação. Acabava de sair da sala do médico e estava indo em direção ao raio x, e já não sabia se doia mais a minha lombar, ou se era ver o experiente zagueiro marcando com os olhos.
Era tudo o que não nos interessava, pois com os titulares que entramos em campo, terminar a primeira etapa no zero seria de bom tamanho.
Sai da sala do raio x e na espera de ser chamado, as minhas costas gritavam de dor a cada passe errado do time. Minha nossa, que sofrimento. Do goleiro ao atacante, a bola por diversas vezes tinha o endereço errado. Doia as costas e os olhos de ver aquilo acontecendo.
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| Má campanha no brasileiro precisa ser melhor observada, ou demis ficará tarde. (foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net) |
Eu seguia no hospital entre atendimentos, espera, exames, mas os olhos seguiam voltados para a tela do celular, na esperança do times melhorar, assim como minhas costas... As mexidas do treinador melhoraram a equipe, mas minhas mexidas na sala de espera só pioravam. O fim do jogo consegui assistir em casa e ver que ainda conseguimos sofrer um gol no minuto final, após um escanteio a nosso favor, ser cobrado de forma tenebrosa, assim como tantos outros que Welington, Igor Gomes, Nestor, I. Vinicius cansam de cobrar errado jogo após jogo.
Duas coisas eu posso dizer que previ nessa noite. Meu atendimento no pronto socorro e a derrota para os cariocas.
Eu cheguei a escrever na analise anterior, que não acreditava em vitória na partida de hoje, diante de um dos melhores times do Brasil. A discrepância entre elencos é o suficiente para saber que arrancar um pontinho sequer seria muito difícil. E quando os titulares cariocas entraram na partida, ai que minha esperanças foram indo para longe mesmo.
A outra coisa que previ, foi que minha ida ao hospital público ia contar com os seguintes procedimentos: um pedido de raio x, que nada detectaria (pois não sofri nenhum trauma); que eu retornaria para casa com uma receita de remédios nas mão; e que tomaria injeção para alivio de dor (e foram duas. Uma para cada gol do Flamengo!).
Infelizmente acertei os dois, e para ser sincero, estou triste pelos dois. Pelo meu time não ter condições de vencer ou melhor, de competir. Com a derrota de hoje, são 6 jogos seguidos no BR-22 sem vitórias. E triste pelo tipo de atendimento que a rede pública oferece. Quase 3 horas no hospital para um diagnostico protocolar.
O campeonato em que o São Paulo começou com tudo, disputando a vera, e que eu cheguei acreditar que poderíamos chegar a libertadores, já não é mais disputado da mesma forma. Agora o tricolor terá que pensar muito bem como fará com esse elenco limitado e curto, pois nas duas copas está em fases decisivas, e elas farão a comissão técnica optar cada vez mais pelos melhores jogadores, ou seja, o brasileiro pode ficar em segundo plano. Contudo, não podemos nos dar ao luxo de seguir estagnado numa competição em que mais da metade dos times são mais limitados que o nosso.
Bom, agora é torcer para a dor das costas melhorar com as medicações, e torcer para o clube encontrar um remédio para também melhorar, pois se isso não acontecer logo, ele pode adoecer ainda mais.
FORA CASARES
Destaque positivo
PABLO MAIA. O mais lúcido do time. Brigador, combatente sozinho num meio de campo que não marcava, só cercava.
Destaque negativo
MIRANDA. Marcou com os olhos e não acompanhou seu marcador que fez o gol logo no inicio; REINALDO. Muito limitado, e depois de ficar um mês sem jogar, ficou ainda pior; MARCOS GUILHERME. Corredor. Podia fazer biathlon. Só corre e nada.
Rafa Malagodi

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