Antes do apito final, pensar num empate hoje seria um péssimo
resultado, mas quando se joga com um a menos desde o primeiro tempo, o empate
vira uma vitória.
Os mais de 49 mil torcedores que estiveram presentes no Morumbi
certamente pensaram somente na vitória. Ainda mais quando o adversário é um
time limitado e veio ao Morumbi apenas para se defender. Porém o ninguém
contava com as adversidades da partida. O time não fez uma boa partida. Nem
mesmo enquanto esteve com 11 em campo. O time não conseguiu aproveitar as
bobeiras da zaga carioca. Talvez esse
tenha sido o maior pecado do São Paulo na partida.
Sabendo que o time viria desfalcado no setor que mais importa, pontuar
na partida de hoje era essencial. Obviamente que com 3 pontos, mas o jogo tomou
um rumo diferente. Primeiro porque o Fluminense veio ao Morumbi para não jogar,
ou melhor, para ninguém jogar. Desde os minutos iniciais os cariocas fizeram
cera. Cabia ao São Paulo aceleram o jogo e tentar controlar a partida, mas foi
ai que Diego Souza foi expulso e mudou a partida como um todo. Expulsão no
mínimo questionável. Eram jogados 33' do primeiro tempo, por tanto, o tricolor
teria cerca de uma hora de partida pra jogar no seu limite físico. Os jogadores
perceberam que teria que ser na raça. A bola pouco ficava nos pés do tricolor,
que corria pra recuperá-la, mas logo perdia a bola novamente, pois não tinha
quem a segurasse no ataque. Aquela altura, Shaylon era a referência no ataque.
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| Decisivo. Tréllez marca e São Paulo arranca empate heróico em jogo cheio de improvisações. (Foto: Rodrigo Gazzanel/RM Sports / LANCE!) |
Veio a segunda etapa, e era esperado uma alteração já no intervalo,
mas Aguirre esperou um pouco e colocou o Trellez pra ser a referência somente
com oito minutos, ele só não contava que na mesma hora Anderson Martins faria
um gol contra bizarro, com a colaboração do fraco Sidão.
À atmosfera do estádio mudou. Todos sentiram o gol. Eu mesmo cheguei a
imaginar que não ganharíamos nem um pouco. Não estava conformado, muito pelo
contrário, estava muito irritado por saber que dificilmente teríamos êxito na
partida. Mas as mudanças de Aguirre fizeram efeito. Quando o treinador chamou
Régis, eu cheguei a cantar a pedra de onde ele jogaria, até porque, era
necessário algo diferente. Não bastava mudar todo o esquema dentro do campo,
era necessário o algo a mais de cada jogador. E ele aconteceu. Era visível que
os jogadores estavam esgotados, mas se doaram ao máximo até empatar. E o empate
veio justamente dos jogadores que foram colocados em campo. A partir dali, o
tricolor ficou entre atacar e tentar vencer ou então se defender e segurar o heroico
empate.
O Fluminense até chegou perto e quase saiu com a vitória, mas foi ao
grito de “time de guerreiro” que o São Paulo desceu para os vestiários.
Pelas circunstâncias da partida, esse ponto solitário foi essencial,
pois manterá o São Paulo na liderança isolada do brasileiro. Em contra partida,
o esgotamento físico dos que estiveram em campo pode dificultar a vida para os próximos
jogos. O São Paulo certamente entrará num momento do campeonato de extrema
atenção. O time não pode e não deve diminuir a intensidade de suas decisões, e
junto a isso, precisará de inteligência emocional para partidas como as de
hoje. Se essas coisas estiverem bem alinhadas, o caminho estará bem traçado.
FORA LECO
Destaque positivo
TRÉLLEZ. Teve estrela
mais uma vez e marcou o gol que colocou o São Paulo na liderança isolada, assim
como fez diante do Vasco; RÉGIS.
Baita jogada no lance do cruzamento.
Destaque negativo
ANDERSON MARTINS.
Parecia desesperado e no lance do gol contra; SIDÃO. Como em todo o jogo sempre apronta uma. Hoje contribuiu
muito com o gol sofrido, pois estava no lugar errado; ÁRBITRO. Interferiu diretamente no jogo. Expulsão tendenciosa
no Diego Souza.
Rafa Malagodi

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