19 de fevereiro de 2015

SCCP 2 x 0 São Paulo (1ª rodada fase de grupos Libertadores 2015, por PVC)

Muricy Ramalho fez mistério sobre a escalação durante toda a semana e escalou seu mais participativo meio-campista na lateral-esquerda. Michel Bastos não jogava ali desde 16 de novembro. O São Paulo perdeu um armador e não ganhou um lateral.

O mistério do SCCP é outro: como marca tão bem. Até os 40 minutos do segundo tempo foram 38 desarmes contra 22 do São Paulo.
O segredo se chama posicionamento.
Tite como um maestro observa o jogo fazendo sinais com os braços pedindo para as linhas subirem e voltarem juntas. No futebol europeu se chama de compactação.
É também o que faz o SCCP quando sobe seus meias no espaço vazio deixado por Danilo, que sai da área como pivô. Tite desenhou a jogada em sua entrevista coletiva. A defesa do São Paulo assistiu à declaração e à jogada igualzinha aos 11 do primeiro tempo.
Muricy não tem no seu São Paulo a mesma compactação, ainda. Não tem a mesma competitividade. Não, ainda.

O SCCP fez 1 x 0 na jogada desenhada e esperou a chance do contra-ataque, que surgiu no vacilo de Bruno – mesmo que tenha havido falta de Émerson, o lateral foi inocente.
Tite acerta o time e dá sorte nas decisões. Felipe jogou bem de novo na zaga.

Muricy vai ter trabalho e suas decisões não deram sorte também. Especialmente tirar Michel Bastos da sua posição.

São Paulo sem criatividade sobre em novo revés contra rival.












"Enquanto não tivermos um camisa 10 de verdade, as coisas ficaram difícil mesmo. Precisamos também que o nosso técnico se renove, e não fique apenas dizendo que "é trabalho", porque trabalho mesmo não está acontecendo.
Sobre a arbitragem, eu já havia alertado logo que descobri a escala, e disse que ele faria lambança para um dos lados, pena que foi pro nosso. Mas isso não justifica o fraco futebol apresentado."

Rafa Malagodi

Nenhum comentário:

Postar um comentário