27 de setembro de 2013

São Paulo 1 x 1 Universidad Católica-CHI (Oitavas Sulamericana 2013, por globoesporte.com)



Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari

Tricolor encontra 'avenida', mas vacila no fim
Muricy Ramalho precisou de poucos minutos para perceber que o esquema 3-5-2 montado para a partida não tinha sentido. Com três zagueiros para marcar apenas o atacante Castillo, o treinador abriu de vez o São Paulo logo no início e encurralou um adversário acanhado e claramente jogando para empatar. Faltou calma para construir um placar mais amplo. O castigo veio no fim. Douglas, adiantado como nos tempos de Ney Franco, e Paulo Miranda, intercalando entre as funções de lateral e zagueiro, não são nenhum primor para atacar, mas encontraram muito espaço. Muito mesmo, quase uma avenida. Por lá, nas costas de Alfonso Parot, os brasileiros construíram as principais chances e abriram o placar. O mesmo Douglas, logo no primeiro minuto, chutou rente à trave esquerda de Toselli após fazer bela jogada individual. Aloísio resumiu bem a fase difícil de um ataque que faz poucos gols. Depois de lindo passe de Ganso nas costas da defesa, o “Boi Bandido” preferiu cruzar a bola para Luis Fabiano quando poderia finalizar para o gol sem marcação. Livre, Ganso foi o maestro que Muricy tanto sonha. Com ótima visão de jogo, conseguiu municiar o sistema ofensivo. Foi assim que saiu o gol, aos 17. Em lance parecido com o de Aloísio, ele encontrou o Fabuloso na área. Desta vez, não houve passe. O centroavante soltou uma bomba, a bola tocou no travessão e entrou. Foi o centésimo gol dele no Morumbi. O mesmo camisa 9 quase fez o segundo, de cabeça, logo em seguida. Parecia um jogo tranquilo. Mas o São Paulo conseguiu complicá-lo. Os chilenos, até então tímidos no ataque, só se arriscaram nos minutos finais e contaram com um vacilo da defesa brasileira para empatar. Aos 40, Álvarez cruzou, Mirosevic e Wellington não alcançaram, e a bola sobrou para Castillo deixar tudo igual. 
Lampejo? Dupla pouco contribuiu após assistência e gol.


São Paulo apaga e quase leva virada
Ganso continuou sendo o principal jogador do São Paulo no início do segundo tempo, mas os vacilos defensivos do fim da primeira etapa voltaram a preocupar. O Universidad Católica avançou o meio de campo e trouxe problemas para o Tricolor. Castillo perdeu uma chance clara na pequena área ao escorregar na hora de chutar e entregou a bola nas mãos de Rogério Ceni. Muricy deixou de lado o desgaste físico e colocou Jadson na vaga de Douglas para dar mais qualidade ao setor ofensivo. O Tricolor teve uma discreta melhora, mas mostrou certo descontrole emocional para buscar o segundo gol. Aloísio correu como sempre, mas pouco produziu. Luis Fabiano, preso na marcação, quase não teve oportunidades para finalizar. A alternativa encontrada pelo treinador são-paulino foi dar mais velocidade ao ataque. Osvaldo entrou em substituição a Aloísio para jogar pelos lados e tentar abrir a defesa adversária. Em vão. Em má fase (não faz gols desde 28 de fevereiro), o atacante errou dribles, ficou distante de Luis Fabiano e ajudou a aumentar o nervosismo. Os minutos finais foram de angústia para a torcida e de alguns sustos. Os chilenos, satisfeitos com a igualdade, tiveram a ajuda da atrapalhada defesa tricolor para levar perigo. Do outro lado, um ataque inofensivo, fácil de marcar e que não finaliza. E o São Paulo vai precisar de gols para continuar na competição.

"Se esse resultado tivesse sido com outro técnico... Conseguiríamos ouvir as vaias até agora." (Rafa Malagodi)

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