1 de março de 2013

São Paulo 2 x 1 The Strongest (libertadores 2013)



Pressionado. Essa foi a maneira como o tricolor entrou em campo nessa 2ª rodada da libertadores. Necessitando da vitória, para não se distanciar do restante do grupo, essa pressão parecia ter atrapalhado um pouco.

Ney Franco já havia alertado antes do jogo. 1 a 0 seria muito bom para o tricolor, devido a dificuldade da partida. Não podemos afirmar ao certo se o São Paulo não jogou muito bem o primeiro tempo, ou foi o time boliviano que estava bem armado, mas fato é que o tricolor teve dificuldades na partida e novamente em função da retranca adversária.
O inicio do jogo teve ares completamente diferentes do restante da partida. O São Paulo começou bem, e tendo um gol mal anulado, depois do árbitro não dar vantagem numa falta. A cobrança inclusive cobrada por Ceni foi á primeira chance de gol.
A medida em que o jogo foi passando o tricolor enfrentou as dificuldades de passar pela defesa boliviana. Osvaldo era o escape para criação de jogadas.
A coisa mudou de figura quando o The Strongest marcou primeiro. Depois de bobeira na defesa, no escanteio o adversário marcou. Isso com apenas 20 min. A partir desse momento, o São Paulo passou a ficar afoito, e tinha dificuldades em criar jogada e chegar ao ataque. O São Paulo misturou pressa com necessidade de gol, e errou passes e jogadas bobas.
O tricolor ainda era superior, e buscou as melhores jogadas, já os bolivianos, só atacaram nas bolas paradas, e arriscaram alguns contra ataques. Luis Fabiano, que era pouco acionado teve uma chance clara desperdiçada aos 39, mas três minutos depois o gol de empate saiu. Aloísio arrancou, deu pra Luis Fabiano, e no rebote do goleiro Osvaldo andou pra o fundo da rede.
O gol envolveu o trio de ataque escalado por Ney Franco. Mais que isso, o São Paulo voltará para o segundo tempo, pelo menos com o empate.

Luis fabiano e Osvaldo fizeram os gols da sofrida vitória.

O São Paulo voltou melhor, e desde o inicio buscou o resultado, enquanto os bolivianos continuavam na mesma maneira de jogo. As jogadas do São Paulo estavam concentradas na esquerda, com Osvaldo, pois Jadson estava preso na marcação. O meia ainda acertou um bom chute no travessão aos 8 min.
A partir desse momento o jogo passou a mudar, e Ney Franco começará a acertar nas suas escolhas. Primeiro foi Ganso quem entrou no lugar de Denílson, depois foi á vez de Cañete na vaga do aplaudido Aloísio.
O banco fez efeito, e o tricolor seguiu próximo do gol da virada, mas ainda sofreu um pouco com a afobação de querer ganhar a qualquer custo.
Quando colocou a bola no chão, as coisas passaram a funcionar, e aos 35 min. Jadson deu pra Cañete, que lançou Ganso livre, que deu passe açucarado para LF9 virar. O gol tirou um peso enorme das costas do São Paulo, que necessitava da vitória, independente de ter jogado bem ou mal, mas que daria mais condição de sequência na competição.
E seguida ao gol, Fabrício entrou no lugar de Jadson para dar mais segurança a equipe.
O restante do jogo foi de toque de bola e gasto de tempo, mas a vitória, apesar de dificultosa, foi de grande valia, uma vez que o tricolor enfrentou novamente um time que fez os jogadores se esforçarem, agora, não me vem com a historinha de que libertadores é assim, porque se tivesse mais qualidade, a análise do jogo teria sido diferente!!!

Ney Franco tinha razão.

Destaque positivo
Luis Fabiano pelo gol decisivo, e por se tornar o maior goleador do tricolor na competição sul americana; Ganso e Cañete entraram bem e abriram mais espaços ao time. Contribuíram diretamente para a vitória.

Destaque negativo
Cortês. Péssima partida. Parecia nervoso, errando passes bobos e quando subiu, não levou perigo. Está em fase ruim nesse início de temporada.

Rafa Malagodi

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