Análise retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado
Não escrevi, pois estive muito atarefado até o inicio do jogo (e sem cabeça também...).
Primeiro tempo
As duas equipes entraram em campo com novidades. No Goiás, foram três mudanças: Ernando no lugar de Amaral na zaga, Thiago Mendes na vaga de Amaral e Iarley no ataque, com Júnior Viçosa retornando ao banco de reservas. No São Paulo, Emerson Leão foi obrigado a escalar o time no 3-5-2, já que não tinha nenhum volante marcador para usar no meio-campo. Bruno Uvini entrou para formar o trio de beques com Rhodolfo e Edson Silva, que apareceu na vaga do suspenso Paulo Miranda. Como já era esperado, o Goiás mostrou uma postura ofensiva e saiu para o ataque. As jogadas de meio-campo passavam sempre pelos pés de Thiago Humberto, com Iarley recuando para buscar a bola e Ricardo Goulart mais preso na área. Sozinho, ele deu muito trabalho aos defensores tricolores. Aos 19, assustou Denis em chute cruzado. No minuto seguinte, recebeu na área e bateu à esquerda da meta tricolor. O São Paulo, com a mudança tática, mostrou uma característica que não vinha sendo notada: a compactação do seu meio-campo. Com três zagueiros, os dois laterais apoiaram bastante o ataque. Jadson, em noite inspirada, municiava bem os homens de frente. Casemiro jogou mais recuado do que de costume e soube valorizar a posse de bola. Aos 22, o gol só não saiu porque Cortez, cara a cara com Harlei, bateu fraco e perdeu uma grande oportunidade. Aos 29, o Goiás, mais incisivo em campo, abriu o marcador com Ricardo Goulart, que, em sua terceira chance, não desperdiçou. Ele recebeu na área pelo lado esquerdo e bateu cruzado, sem chance de defesa para Denis. Quando a torcida esmeraldina ainda comemorava, o São Paulo chegou ao empate, com um golaço de Jadson, que recebeu de Lucas e, da entrada da área, pelo lado direito, bateu de pé direito, no ângulo de Harlei. O gol de empate fez a equipe do Morumbi tomar conta do jogo. Cortez tinha muito espaço para apoiar pela esquerda, já que havia a cobertura de Cícero no setor. Jadson, aos 34, deixou Luis Fabiano na cara do gol, mas o camisa 9 não aproveitou.
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| Jadson vibra, e tricolor saiu de GO com a classificação para semi. |
Segundo tempo
O segundo tempo seguiu a tônica da etapa inicial, com as duas equipes saindo para o jogo. O São Paulo, com larga vantagem (precisaria levar mais três gols para ser eliminado) pecava por querer implantar a correria a todo instante, em vez de valorizar a posse de bola. Aos 12, o juiz Fabricio Neves Correia anulou gol do Tricolor, alegando falta de Rhodolfo, após cobrança de escanteio da direita. Lance discutível. Logo depois, a equipe de Leão definiu a vitória e sua classificação. Em contra-ataque iniciado por Jadson, Luis Fabiano recebeu na entrada da área e tocou para Cortez, que, cara a cara com Harlei, não perdeu a segunda chance e, de pé esquerdo, marcou seu primeiro gol pelo São Paulo. Daí para frente, foi esperar o tempo passar. O Goiás, apesar de mostrar um espírito de luta louvável, não tinha força para furar o bloqueio defensivo do Tricolor, que mostrou mais firmeza no esquema 3-5-2. E, como o time da casa subiu com tudo para buscar uma despedida honrosa, a equipe paulista passou a ficar com o contra-ataque à sua disposição. Aos 36, Egídio, em cobrança de falta que desviou na barreira, voltou a deixar tudo igual no placar, que não se modificou até o fim.
“Pelo que assisti do jogo, o São Paulo jogou com segurança e tranquilidade.
Mais uma vez o Jadson joga bem, e parece começar a se soltar ainda mais, e pode enfim ser o camisa 10 tão desejado por nós torcedores”.

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