18 de dezembro de 2011

Balanço do ano de 2011 dos quatro grandes de São Paulo



SCCP – Nota 7,5 – O ano começou turbulento para eles, e muito alegre para nós. A eliminação precoce da libertadores para um time inexpressivo (Tolima – COL) fez com que os planos do SCCP fossem alterados. No paulista, chegou a final, após eliminar o Palmeiras, mas na final, não passou pelo Santos. O restante do ano restava apenas o Brasileirão. Um campeonato em que muitos erravam e vacilavam, acabou ficando com o clube da zona leste, conquistando então seu quinto* campeonato nacional.

Palmeiras – Nota 5 – Um ano para esquecer. No inicio do ano a equipe chegou as semi finais do paulista (o que já era esperado), mas não conseguiu chegar a final, perdendo nos pênaltis para seu maior rival. O restante do ano foi movido a confusões, discussões e eliminações. Kleber, Felipão e a diretoria passaram o ano em atritos. Resultado: Eliminação na Copa do Brasil, com uma goleada histórica por 6 a 0 para o Coritiba, na Sul-americana e no Brasileiro, teve uma participação fraca, ficando em 11º, e de quebra, Kleber foi afastado e acertou com Grêmio. Em minha opinião, se não fosse Felipão no comando, a coisa poderia ter sido pior.

São Paulo – Nota 5,5 – Assim como seu vizinho de CT, um ano pra esquecer. No Paulista, Fez a melhor campanha da primeira fase em vão, e perdeu a semi final para o Santos. Contratou o ídolo Luís Fabiano, com esperança de utilizá-lo na Copa do Brasil, mas com problemas atrás de problemas, Fabuloso só pôde estrear em outubro. Eliminado da competição pelo Avaí, fez com que todos pedissem a demissão do então técnico Carpegiane, o que não aconteceu, e o tricolor começou o Brasileirão com “gás”, tendo 5 vitórias nos primeiros 5 jogos (vale lembrar que R. Ceni salvou o time em pelo menos 3 deles). Uma série de derrotas derrubou o técnico, e com isso começou as apostas. Adilson Batista durou apenas alguns meses e também caiu. Na medida em que o brasileiro passava, o tricolor estava cada vez mais atrapalhado, vacilando em diversos jogos, o que custou caro. Chegou até a última rodada com chances de Libertadores, mas não ocorreu, terminando então em 6º lugar. O técnico do fim de temporada foi Emerson Leão (sic). Na Sul-americana, eliminado pelo Libertad (PAR).

Santos – Nota 8,5 – Assim como no ano anterior, o melhor dos quatro de São Paulo. O ano começou com o peixe bi campeão paulista. O técnico Muricy Ramalho assumiu com o campeonato finalizando. A competição mais esperada para os santistas foi a Libertadores. Campeonato que não ganhavam há 48 anos. Com jogadores que desequilibravam, como Neymar, Elano e Arouca, o título veio de maneira emocionante. Até mesmo os contestados Durval e Edu Dracena deram conta do recado. Neymar por sua vez, fez a diferença. Com o objetivo conquistado, o restante do ano, serviu para o Santos preparar a equipe para o Mundial no Japão. Muricy no entanto, utilizou o Brasileirão como “tubo de ensaio”, e até tentou chegar com a equipe, mas alguns resultados adversos fez com que o comandante tirasse o pé, e aguardasse o mês de dezembro. Enfim chegou o mundial e o Santos passou pelo clube japonês, na semi final e mesmo não jogando um futebol empolgante, chegou para enfrentar o Barcelona, o duelo mais aguardado por muitos. Na partida decisiva o Santos não teve chances e foi goleado por 4 a 0, mas o ano santista foi muito bom e de orgulho para seus torcedores.

                                                                            Rafael B. Malagodi

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