Como não consigo analisar os clássicos, segue análise retirada do globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari e Marcelo Prado
Primeiro tempo
As duas equipes entraram em campo priorizando a marcação. Do lado do São Paulo, Adilson Batista, pela primeira vez desde que foi contratado, colocou o time no 3-5-2, com João Filipe formando o trio com Xandão e Rhodolfo no lugar de Cícero, enquanto que Fernandinho ganhou a vaga do suspenso Lucas. Do lado palmeirense, Felipão reforçou a marcação com três volantes (Chico, Marcos Assunção e Márcio Araújo) e apenas um atacante (Kleber). O Verdão começou melhor a partida. Marcando sobre pressão, o time deixou o Tricolor sem saída. Chico grudou em Rivaldo, Cicinho batia de frente com Fernandinho, enquanto que Dagoberto ia e voltava para tentar abrir espaços. Do lado contrário, Felipão deu liberdade para Márcio Araújo subir pela direita e Luan pela esquerda. Foi o camisa 21 alviverde que exigiu grande defesa de Rogério no início da partida. Como o Verdão tinha apenas um atacante, João Filipe ficava sem função na defesa. E isso ainda deixou um buraco no meio tricolor, que não foi aproveitado pelo Verdão, já que Patrik estava apagado. Aos 17, o Tricolor acordou e Dagoberto, após toque de Rivaldo, quase fez em chute de fora da área. Logo depois, Marcos fez milagre em chute de Fernandinho. A partir dos 25, o Palmeiras voltou a ganhar terreno, principalmente pelo lado direito, onde Fernandinho não acompanhava mais Cicinho. Aos 27, foi a vez de Ceni fazer uma grande defesa em bicicleta de Luan. Kleber passou a levar vantagem sobre Xandão, o que fez Adilson Batista agir. Ele mudou a marcação, colocando Rhodolfo na esquerda, passando o camisa 13 para a direita e botando João Filipe na sobra. Com as marcações prevalecendo, somente a qualidade poderia fazer a diferença no clássico. E foi o que aconteceu com Dagoberto, aos 41. Na primeira bola em que Rivaldo apareceu como armador, ele deu belo passe para Dagoberto, que se livrou de Leandro Amaro e bateu por cobertura na saída de Marcos: um golaço e 1 a 0 no marcador.
![]() |
| Pintura. Dagoberto marca golaço no clássico. Tabu continua. |
Segundo tempo
Precisando dar mais força ao ataque, Felipão mexeu no Palmeiras no intervalo, sacando Márcio Araújo e colocando Maikon Leite no seu lugar. Obviamente, o time ganhou força, já que Kleber passou a ter um companheiro. O São Paulo por sua vez, recuou a sua marcação para tentar encaixar um contra-ataque. O Verdão melhorou muito e aos 11, Patrik só não empatou de cabeça porque Rogério Ceni fez grande defesa. Aos berros, Adilson Batista pedia para o time sair da sua defesa, mas o tempo passava e o time não conseguia. A melhora alviverde muito se deu porque o time passou a aproveitar o espaço que existente no meio são-paulino desde o início. Patrik, que atuou pela direita nos primeiros 45 minutos, passou a jogar mais centralizado na segunda etapa. O gol alviverde era questão de tempo e surgiu aos 16, quando Marcos Assunção cobrou falta e Henrique cabeceou no canto esquerdo são-paulino: 1 a 1 justo no marcador. O Palmeiras seguiu melhor após a igualdade. Kleber, caindo pelos dois lados, levava ampla vantagem. Cada bola cruzada na área são-paulina dava calafrios no torcedor são-paulino, apesar dos três zagueiros terem mais do que 1,90m. Do meio para a frente, Rivaldo, Dagoberto e Fernandinho despareceram em campo. O treinador então mexeu, sacando o camisa 12 para colocar Marlos. A partir dos 25, o jogo caiu de rendimento. Nenhum dos dois times criava mais jogadas de perigo. No São Paulo, Cícero entrou no lugar de Rivaldo. Precavido, Felipão respondeu com João Vítor na vaga de Patrik. A partida se arrastou até o final. E, quando Cléber Wellington Abade apitou o final, as vaias tomaram conta do Morumbi. Com toda a justiça.
Corneta tricolor
Absurdo. Como esse Fernandinho não joga bola. Deu apenas um chute no gol, durante todo o jogo. Acabou com muitos contra-ataques.
Wellington errou diversos passes durante o jogo, e estava perdido em campo. Fez falta besta no lance que originou o gol.

Nenhum comentário:
Postar um comentário