16 de agosto de 2012

Naútico 3 x 0 São Paulo (brasileiro 2012, por globoesporte.com)


Análise retirada do site globoesporte.com

Primeiro tempo
Sem vencer havia dois jogos, o Náutico apostou no caldeirão dos Aflitos e na força de sua torcida. Em relação ao time que perdera para o Flamengo, a única novidade foi a volta do meio-campista Martinez. O São Paulo contava com o retorno do zagueiro Rafael Toloi para tentar dar mais estabilidade ao frágil sistema defensivo. O time pernambucano armou uma blitz e sufocou o Tricolor nos primeiros 15 minutos. Aos 7, Rogério Ceni já havia trabalhado duas vezes, em lances de Souza e Araújo - este último, aliás, perdeu um gol inacreditável, praticamente embaixo da trave, ao desperdiçar um rebote do goleiro. A noite já dava sinais de que seria ruim para o Tricolor quando Ney Franco fez a primeira mudança com nove minutos de jogo, sacando João Filipe, que já tinha tomado cartão amarelo, para colocar Casemiro. O maior volume de jogo do Náutico se transformou em vantagem no placar aos 12. Souza cruzou na área e Rafael Toloi colocou o braço esquerdo na bola. Pênalti bem marcado. Na cobrança, Kieza colocou no canto direito de Rogério Ceni e saiu para o abraço. Com o placar adverso, o São Paulo foi obrigado a se mandar para o ataque. Casemiro, que entrara como homem da sobra dos três zagueiros, passou a jogar como volante. A ideia era ajudar na saída de jogo e preencher o meio-campo. Em vão. Jadson e Maicon eram bem marcados no meio, enquanto Douglas e Cortez não tinham espaço para sair pelas laterais. O Náutico, com inteligência, recuou a marcação para explorar os contra-ataques. E, aos 28, aumentou a vantagem, com Araújo, que aproveitou novo rebote de Rogério Ceni, desta vez em chute de Rhayner, e só empurrou para o gol vazio. Até o fim da primeira etapa, o São Paulo não criou uma única chance. O Náutico era senhor absoluto da partida.

Que fase! R. Cen1 manda contra e tricolor perde 3ª seguida.

Segundo tempo
No segundo tempo, o panorama da partida não mudou. O Náutico, que voltou com uma alteração (Jean Rolt na vaga de Ronaldo Alves na zaga), seguiu controlando a partida. O tempo passava, e o São Paulo não conseguia levar o menor perigo. E o time da casa rapidamente voltou a criar chances para aumentar sua vantagem. Aos nove, Rhayner, em contra-ataque, foi fominha e, em vez de tocar para Araújo, que estava livre, concluiu por cima do gol. Quatro minutos depois, Souza exigiu boa defesa de Rogério Ceni em cobrança de falta. Acostumado a ser decisivo, o camisa 1 tricolor deu sua contribuição na péssima noite da equipe ao marcar um gol contra aos 16. Foi um lance bizarro. Após cobrança de escanteio da direita, Rogério tentou afastar com um soco, mas a bola subiu, tomou efeito e entrou no gol são-paulino: 3 a 0. O jogo acabou aí. O Náutico, embalado pela festa de sua torcida, diminuiu seu ritmo, embora Araújo, aos 31, ainda tenha exigido grande defesa de Ceni em cabeçada na pequena área. O São Paulo se entregou após o golpe derradeiro. Ney Franco sacou o apagado Jadson para colocar Willian José. E isso não surtiu o menor efeito. A ponto de o goleiro Gideão, do Náutico, não ter feito uma única defesa até o apito final.

Um comentário:

  1. O SPFC precisa urgentemente ser mais constante durante a competição e alguns jogos. O time por vezes demonstra falta de padrão defensivo, ninguém amrca ninguém.

    ResponderExcluir