Análise retirada do site globoesporte.com
Primeiro tempo
Sem vencer havia dois jogos, o Náutico apostou no
caldeirão dos Aflitos e na força de sua torcida. Em relação ao time que perdera
para o Flamengo, a única novidade foi a volta do meio-campista Martinez. O São
Paulo contava com o retorno do zagueiro Rafael Toloi para tentar dar mais
estabilidade ao frágil sistema defensivo. O time pernambucano armou uma blitz e
sufocou o Tricolor nos primeiros 15 minutos. Aos 7, Rogério Ceni já havia
trabalhado duas vezes, em lances de Souza e Araújo - este último, aliás, perdeu
um gol inacreditável, praticamente embaixo da trave, ao desperdiçar um rebote
do goleiro. A noite já dava sinais de que seria ruim para o Tricolor quando Ney
Franco fez a primeira mudança com nove minutos de jogo, sacando João Filipe,
que já tinha tomado cartão amarelo, para colocar Casemiro. O maior volume de
jogo do Náutico se transformou em vantagem no placar aos 12. Souza cruzou na
área e Rafael Toloi colocou o braço esquerdo na bola. Pênalti bem marcado. Na
cobrança, Kieza colocou no canto direito de Rogério Ceni e saiu para o abraço. Com
o placar adverso, o São Paulo foi obrigado a se mandar para o ataque. Casemiro,
que entrara como homem da sobra dos três zagueiros, passou a jogar como
volante. A ideia era ajudar na saída de jogo e preencher o meio-campo. Em vão.
Jadson e Maicon eram bem marcados no meio, enquanto Douglas e Cortez não tinham
espaço para sair pelas laterais. O Náutico, com inteligência, recuou a marcação
para explorar os contra-ataques. E, aos 28, aumentou a vantagem, com Araújo,
que aproveitou novo rebote de Rogério Ceni, desta vez em chute de Rhayner, e só
empurrou para o gol vazio. Até o fim da primeira etapa, o São Paulo não criou
uma única chance. O Náutico era senhor absoluto da partida.
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| Que fase! R. Cen1 manda contra e tricolor perde 3ª seguida. |
Segundo tempo
No segundo tempo, o panorama da partida não
mudou. O Náutico, que voltou com uma alteração (Jean Rolt na vaga de Ronaldo
Alves na zaga), seguiu controlando a partida. O tempo passava, e o São Paulo
não conseguia levar o menor perigo. E o time da casa rapidamente voltou a criar
chances para aumentar sua vantagem. Aos nove, Rhayner, em contra-ataque, foi
fominha e, em vez de tocar para Araújo, que estava livre, concluiu por cima do
gol. Quatro minutos depois, Souza exigiu boa defesa de Rogério Ceni em cobrança
de falta. Acostumado a ser decisivo, o camisa 1 tricolor deu sua contribuição
na péssima noite da equipe ao marcar um gol contra aos 16. Foi um lance
bizarro. Após cobrança de escanteio da direita, Rogério tentou afastar com um
soco, mas a bola subiu, tomou efeito e entrou no gol são-paulino: 3 a 0. O jogo
acabou aí. O Náutico, embalado pela festa de sua torcida, diminuiu seu ritmo,
embora Araújo, aos 31, ainda tenha exigido grande defesa de Ceni em cabeçada na
pequena área. O São Paulo se entregou após o golpe derradeiro. Ney Franco sacou
o apagado Jadson para colocar Willian José. E isso não surtiu o menor efeito. A
ponto de o goleiro Gideão, do Náutico, não ter feito uma única defesa até o
apito final.

O SPFC precisa urgentemente ser mais constante durante a competição e alguns jogos. O time por vezes demonstra falta de padrão defensivo, ninguém amrca ninguém.
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