Análise de hoje
retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado
“Não pôde assistir
ao jogo por completo”.
Primeiro tempo
Em busca da regularidade, Ney Franco fez duas
alterações: promoveu a volta de Denílson, recuperado de lesão, no meio-campo e
colocou Willian José no ataque na vaga do machucado Luis Fabiano. No Sport,
Vagner Mancini reforçou a marcação pela lateral direita, com Moacir na vaga de
Cicinho, e apostou em um time bem postado defensivamente para conter o ímpeto
inicial do adversário, e depois, com o passar do tempo, sair para o jogo. A
primeira parte da estratégia pernambucana não deu certo. Os 15 minutos iniciais
deram a falsa impressão de que o São Paulo atropelaria o Sport. Pressionando a
marcação do time de Recife, como pediu o técnico Ney Franco, o Tricolor sufocou
o rival em seu campo e, com velocidade, perdeu duas chances incríveis no começo
do jogo. Aos 12, Willian José recebeu de João Filipe e, cara a cara com Magrão,
bateu em cima do goleiro do Sport. Três minutos depois, o camisa 1 pernambucano
fez novo milagre, desta vez diante de Ademilson, na pequena área. O São Paulo
concentrava seu jogo pelo meio porque as laterais estavam bem marcadas. Moacir
e Reinaldo controlavam bem os avanços de Douglas e Cortez. A partir dos 20, com
chuva no Morumbi, o Sport conseguiu fazer o que seu treinador pediu no início.
Um chute de Gilberto, bem defendido por Rogério Ceni, mostrou que era possível
levar perigo ofensivo também. A partir do momento em que a equipe pernambucana
conseguiu trocar passes, apareceram vacilos na marcação tricolor de meio-campo.
Aos 29, Willians pegou sobra na entrada da área e chutou por cima do gol. O São
Paulo sentiu o crescimento do rival, diminuiu seu ritmo, e o jogo caminhou sem
grandes emoções até o intervalo.
| Pra rede! Aproveitando o rebote, Ademilson marca único gol. |
Segundo tempo
Os dois times voltaram sem alterações e sem muita
inspiração para a etapa complementar. O primeiro ataque perigoso foi do Sport,
com Gilberto, que, aos sete minutos, arriscou de fora da área e assustou Ceni.
O São Paulo, por sua vez, não conseguia fugir da marcação adversária e criar
algo. Maicon tentava armar pelo meio, enquanto Jadson sequer era notado. Aos
15, Mancini mexeu no Sport. O técnico mudou o esquema tático e fechou ainda
mais sua equipe, com a entrada do beque Edcarlos na vaga do meia Willians, que
tinha cartão amarelo. O São Paulo travou. Irritada, a torcida mandou o
recado das arquibancadas. O público pagante foi de 22.230 pessoas, e a renda,
de R$ 502.561,00.
- Raça, raça, raça!
Sólido na defesa e rápido nos contra-ataques, o
time pernambucano estava cada vez mais à vontade em campo. Valorizava a bola ao
máximo e demorava a cobrar cada falta ou lateral. Vagner Mancini ainda colocou
o ex-são-paulino Hugo para dar mais poder ofensivo ao time. Em seu primeiro
lance, o canhoto exigiu grande defesa de Rogério Ceni em chute cruzado. A
torcida reclamava, mas não faltava raça ao São Paulo. Faltava qualidade. Em
vários lances, João Filipe e Rafael Toloi viraram armadores - avançavam com a
bola nos pés e, ironicamente, conseguiam até resultados melhores do que os
jogadores de meio-campo. Insatisfeito, Ney Franco não tinha muito o que fazer.
Sua única opção ofensiva no banco era Rafinha, que, quando ganhou chance, não
acrescentou muita coisa. Willian José, em tarde terrível, perdia uma chance
atrás da outra e parecia sem confiança para continuar arriscando. Aos 23,
acabou sendo sacado para a entrada de Cícero. Sem organização, mas com vontade,
o São Paulo armou uma blitz nos 20 minutos finais. O Sport recuou demais e
acabou encurralado pelo adversário. Começou aí uma disputa pessoal entre
Ademilson e Magrão. Na primeira, aos 27, o atacante pegou o rebote de um chute
de Douglas e fez 1 a 0, mas o juiz anulou - a imagem do canal Premiere mostrou
que o são-paulino estava na mesma linha do penúltimo defensor do Sport quando
partiu o chute de Douglas. Portanto, em posição legal. Na segunda oportunidade,
o goleiro fez milagre, abafando uma finalização na pequena área. Na terceira,
porém, não teve jeito. Aos 35, o garoto de 18 anos aproveitou um rebote de mais
uma bela defesa de Magrão (dessa vez em arremate de Cícero) e fuzilou para
fazer o único gol do jogo. Resultado justo pela insistência do São Paulo e
trágico para o Sport, que não consegue emplacar no Brasileirão.
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