Analise
retirada do site globoesporte.com, por Marcelo Prado
Primeiro tempo
Com o zagueiro Rhodolfo suspenso, Ney Franco optou
pela entrada de Edson Silva e surpreendeu ao cortar do banco João Filipe, que
até então vinha sendo titular na zaga tricolor. Paulo Miranda, que andava esquecido
após a saída de Emerson Leão, voltou a ganhar uma chance. No meio, outra cara
nova: Paulo Assunção, recém-contratado. Na Ponte Preta, Gílson Kleina ganhou os
importantes retornos do meia Ricardinho e do atacante Rildo, que formou dupla
com Roger, que tem sete gols no Brasileirão. No setor de criação, Luan ganhou a
disputa com Nikão e o time entrou em campo procurando valorizar ao máximo a
posse de bola para fazer o tempo passar e tentar surpreender o Tricolor em
algum contra-ataque. Quando a bola rolou, o São Paulo iniciou no 3-5-2, com
Paulo Assunção atuando como ala pela direita. Mas, como ocorreu nos últimos
jogos, faltava inspiração na criação. Coube a Lucas resolver tudo. O atacante
voltou endiabrado da Seleção e se mostrou inteiramente focado no Tricolor,
apesar de já está vendido ao PSG, da França - ele só se apresenta depois do
Brasileirão. A joia são-paulina partiu para cima, buscando resolver tudo em
jogadas individuais. Aos 15, o esquema foi mudado para o 4-4-2. Paulo Miranda
passou a fazer a saída pela direita e Paulo Assunção foi atuar em sua posição
de origem na marcação. Mas o São Paulo seguia dependendo das investidas de
Lucas. Em uma delas, aos 21, o camisa 7 foi atropelado por Somália no
meio-campo. Na cobrança de Jadson, o atacante Roger colocou a mão na bola
dentro da área e cometeu pênalti. Avisado pelo auxiliar que fica atrás do gol,
o árbitro Rodrigo Guarizo do Amaral assinalou a infração, que foi bem cobrada
por Rogério Ceni, no canto esquerdo de Edson Bastos: 1 a 0 São Paulo. A Ponte
Preta respondeu logo em seguida em cobrança de falta de Ricardinho, que quase
encobriu Rogério Ceni. Precavido, o camisa 1 espalmou por cima do travessão.
Logo depois, aos 25, o Tricolor encontrou o segundo gol. E foi um golaço. Lucas
avançou pelo meio, tabelou com Ademilson, recebeu de volta e, de pé direito,
mandou no canto direito de Edson Bastos: 2 a 0 e festa para o craque, que,
desde o início do jogo, era ovacionado pelo torcedor. Após esse lance, a Ponte
apagou, abrindo ainda mais espaços para o São Paulo, que ainda perdeu a chance
de ir para o intervalo com três gols de vantagem, quando Jadson desperdiçou boa
oportunidade.
| Rogério Cen1 faz o 1º e tricolor vence bem jogando em casa. |
Segundo tempo
Irritado com a fraca apresentação, Gílson Kleina
fez duas alterações na Ponte. Somália deixou o campo para a entrada de Lucas.
No setor de criação, Bruno Sabino entrou na vaga de Luan. O time campineiro até
conseguiu sair para o jogo para tentar, ao menos, diminuir a desvantagem. O São
Paulo reduziu a velocidade e passou a esperar o rival para matar o jogo no
contra-ataque. Preocupado com o fato de Lucas ter tomado um cartão amarelo no
primeiro tempo, Ney Franco aproveitou que o jogo estava controlado e tirou o
atacante aos 15 minutos. Osvaldo entrou no seu lugar. O jogo caiu muito no
segundo tempo. O São Paulo, satisfeito com o placar, tocava a bola e esperava o
tempo passar. A Ponte não tinha qualidade para levar perigo ao gol defendido
por Rogério Ceni. A partida se arrastou até os 32, quando o Tricolor criou dois
ataques em sequência. No primeiro, Maicon recebeu de Ademilson e chutou em cima
da zaga. No segundo, o gol de Osvaldo só não ocorreu porque Edson Bastos
defendeu com o pé esquerdo. A Macaca só foi chegar aos 31, quando Roger apareceu
na frente de Ceni, mas errou o alvo, chutando à esquerda do goleiro. E o grande
lance da partida estava guardado para o fim. Aos 42 minutos, Osvaldo, em linda
jogada individual, deixou três marcadores para trás e soltou a bomba, da
entrada da área. A bola entrou no ângulo direito de Edson Bastos. Foi o golpe
de misericórdia do Tricolor sobre a Ponte.
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