"Bola para o mato que é jogo de
campeonato". A popular expressão usada no mundo do futebol não foi
incorporada por São Paulo e Portuguesa durante o primeiro tempo no Morumbi. A
preferência dos dois times por sair jogando perigosamente gerou uma série de erros
dos dois lados - Denilson, do Tricolor, foi quem mais pecou no fundamento. E o
resultado disso foi o empate nos equívocos e no placar parcial. Empurrado por
um Morumbi cheio, o acelerado São Paulo de Rodrigo Caio não demorou a sair na
frente. A blitz inicial deu resultado logo aos oito minutos. O zagueiro
aproveitou bom cruzamento de Douglas, ganhou da zaga da Lusa e cabeceou para o
fundo da rede de Lauro. Recebido com misto de vaias e aplausos no Morumbi onde
foi vencedor, Souza comandava a Portuguesa. Para o bem e para o mal. Foi dele o
quase gol contra que depois originou a bola na rede Tricolor. E também foram
dele os dois ótimos cruzamentos que encontraram as cabeças de Gilberto e Bruno
Henrique, dupla que por muito pouco não venceu Rogério Ceni. O goleiro só foi
batido quando Rodrigo Caio voltou a falhar - ele errou em um dos gols do
Nacional de Medellín, da Colômbia, pelas quartas de final da Sul-Americana.
Enganado pelo quique da bola, o zagueiro viu Marcelinho tomar sua frente e
fazer Ceni espalmar para escanteio a bola que tentou encaixar. Na sequência,
uma combinação de sorte com competência fez a Portuguesa empatar. Moisés errou
um chute, que virou passe para Valdomiro. O zagueiro ajeitou a jogada e serviu
Luis Ricardo de cabeça. Livre, o lateral estufou o ângulo esquerdo de Ceni.
Indefensável, aos 41 minutos.
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| Voadora neles!!! Aloísio marca o gol da vitória tricolor. |
A mesma intensidade do começo do primeiro tempo
foi repetida pelo São Paulo no início da etapa final. Mas desta vez o gol
demorou a sair. Diante de uma Portuguesa muito mais retraída e que errava quase
tudo o que tentava, coube ao Tricolor a missão de pressionar até conseguir o
que queria. Insistência simbolizada em Aloísio. O Boi Bandido era o termômetro
do São Paulo. De longe, de cabeça, dentro da área ou do jeito que fosse
possível tentar, ele tentou. Parou em Lauro e nos braços de Valdomiro, que o
agarrou dentro da área – a penalidade não foi marcada pelo árbitro Andre Luiz
de Freitas Castro. Mas a noite era dele. O gol veio justamente na raça,
principal característica de Aloísio. Em jogada que parecia perdida, Ademilson
acreditou até o fim. Lauro perdeu o tempo da bola após o chute de Reinaldo e
foi surpreendido pelo atacante, que achou o Boi Bandido livre. Ele só teve o
trabalho de completar para a rede e sair dando voadoras pelo Morumbi,
ovacionado pela torcida. Ainda houve tempo de provar do próprio veneno e
receber voadora de Ademilson. No fim, Gilberto acertou a trave de Rogério Ceni
em contra-ataque rápido e quase empatou novamente. Mas aos gritos de “o campeão
voltou”, o São Paulo venceu na raça e na técnica de Aloísio. O time, que brigou
para fugir da zona do rebaixamento em boa parte da competição, hoje se vê mais
perto do G-4 e, quem sabe, sonhando até com uma vaga na Libertadores através da
tabela do Brasileirão.
“São Paulo novamente não fez uma boa apresentação de futebol, mais
novamente mostrou vontade e superação. E essa tem sido a marca do tricolor
desde a chegada do Muricy. Mas vale ressaltar que Muricy Ramalho demora muito
pra mudar a equipe, e desta vez, somente após os 30 min., e com o placar igual
que ele resolveu fazer a primeira mudança, e que na verdade, não fez tanta
diferença... Mas valeu os três pontos e o fantasma da segundona, continua só
para os pequenos!!! Time grande não cai!!!”

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