3 de novembro de 2013

São Paulo 2 x 1 Portuguesa (32ª rodada BR-13 por globoesporte.com)

Por ter ido ao Morumbi, não consegui fazer uma análise completa da partida, por tanto, retiro análise do site globoesporte.com por Marcelo Hazan.
 
 
Iguais nos erros e no placar


"Bola para o mato que é jogo de campeonato". A popular expressão usada no mundo do futebol não foi incorporada por São Paulo e Portuguesa durante o primeiro tempo no Morumbi. A preferência dos dois times por sair jogando perigosamente gerou uma série de erros dos dois lados - Denilson, do Tricolor, foi quem mais pecou no fundamento. E o resultado disso foi o empate nos equívocos e no placar parcial. Empurrado por um Morumbi cheio, o acelerado São Paulo de Rodrigo Caio não demorou a sair na frente. A blitz inicial deu resultado logo aos oito minutos. O zagueiro aproveitou bom cruzamento de Douglas, ganhou da zaga da Lusa e cabeceou para o fundo da rede de Lauro. Recebido com misto de vaias e aplausos no Morumbi onde foi vencedor, Souza comandava a Portuguesa. Para o bem e para o mal. Foi dele o quase gol contra que depois originou a bola na rede Tricolor. E também foram dele os dois ótimos cruzamentos que encontraram as cabeças de Gilberto e Bruno Henrique, dupla que por muito pouco não venceu Rogério Ceni. O goleiro só foi batido quando Rodrigo Caio voltou a falhar - ele errou em um dos gols do Nacional de Medellín, da Colômbia, pelas quartas de final da Sul-Americana. Enganado pelo quique da bola, o zagueiro viu Marcelinho tomar sua frente e fazer Ceni espalmar para escanteio a bola que tentou encaixar. Na sequência, uma combinação de sorte com competência fez a Portuguesa empatar. Moisés errou um chute, que virou passe para Valdomiro. O zagueiro ajeitou a jogada e serviu Luis Ricardo de cabeça. Livre, o lateral estufou o ângulo esquerdo de Ceni. Indefensável, aos 41 minutos.
 
Voadora neles!!! Aloísio marca o gol da vitória tricolor.
 
Tricolor pressiona e vence

A mesma intensidade do começo do primeiro tempo foi repetida pelo São Paulo no início da etapa final. Mas desta vez o gol demorou a sair. Diante de uma Portuguesa muito mais retraída e que errava quase tudo o que tentava, coube ao Tricolor a missão de pressionar até conseguir o que queria. Insistência simbolizada em Aloísio. O Boi Bandido era o termômetro do São Paulo. De longe, de cabeça, dentro da área ou do jeito que fosse possível tentar, ele tentou. Parou em Lauro e nos braços de Valdomiro, que o agarrou dentro da área – a penalidade não foi marcada pelo árbitro Andre Luiz de Freitas Castro. Mas a noite era dele. O gol veio justamente na raça, principal característica de Aloísio. Em jogada que parecia perdida, Ademilson acreditou até o fim. Lauro perdeu o tempo da bola após o chute de Reinaldo e foi surpreendido pelo atacante, que achou o Boi Bandido livre. Ele só teve o trabalho de completar para a rede e sair dando voadoras pelo Morumbi, ovacionado pela torcida. Ainda houve tempo de provar do próprio veneno e receber voadora de Ademilson. No fim, Gilberto acertou a trave de Rogério Ceni em contra-ataque rápido e quase empatou novamente. Mas aos gritos de “o campeão voltou”, o São Paulo venceu na raça e na técnica de Aloísio. O time, que brigou para fugir da zona do rebaixamento em boa parte da competição, hoje se vê mais perto do G-4 e, quem sabe, sonhando até com uma vaga na Libertadores através da tabela do Brasileirão.
 
“São Paulo novamente não fez uma boa apresentação de futebol, mais novamente mostrou vontade e superação. E essa tem sido a marca do tricolor desde a chegada do Muricy. Mas vale ressaltar que Muricy Ramalho demora muito pra mudar a equipe, e desta vez, somente após os 30 min., e com o placar igual que ele resolveu fazer a primeira mudança, e que na verdade, não fez tanta diferença... Mas valeu os três pontos e o fantasma da segundona, continua só para os pequenos!!! Time grande não cai!!!”
 
 

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