Assisti apenas ao segundo tempo da partida (o que parece ter sido o
que aconteceu de melhor), por tanto, análise retirada do site globoesporte.com.
Chuveirinho acionado
Quando a partida começou para valer, após a troca
de passes com objetivo de protesto, não durou muito. Antes do terceiro minuto,
o sistema de irrigação do estádio foi ligado automaticamente, molhou o banco de
reservas do Flamengo e paralisou as ações por cerca de cinco minutos. Já com
tudo normalizado, o São Paulo demonstrou mais vontade e tentou pressionar o Fla
no campo de ataque. Ademílson e Luis Fabiano corriam muito de um lado para
outro, dificultavam a saída de bola rubro-negra, mas o meio-campo muito povoado
em um gramado com dimensões reduzidas favorecia o sistema defensivo dos
cariocas. Se tabelas curtas eram complicadas, a solução era apelar para
lançamentos. E foi assim que Douglas desperdiçou boa oportunidade ao dominar
mal na frente de Paulo Victor. Apesar de mandar para campo a escalação que deve
começar a final da Copa do Brasil, contra o Atlético-PR, daqui a uma semana, o
Flamengo não demonstrava força ofensiva. Mesmo com o São Paulo no ataque, o
time não conseguiu encaixar contragolpes, e Paulinho, destaque na competição em
mata-mata, esteve sumido. Já nos minutos finais, Hernane serviu Léo Moura em
uma boa triangulação, mas o lateral chutou para fora. Foi a melhor chance
rubro-negra em um primeiro tempo morno e com apenas quatro finalizações (duas
para cada lado) em Itu.
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| Sai zica! Rogério marca de pênalti e tricolor vence em Itú. |
Ceni volta a marcar de pênalti
Na volta do intervalo, o São Paulo seguiu com
mais vontade e aproveitou um Flamengo sonolento para abrir o placar. Logo no
minuto inicial, André Santos evitou chance clara de Ganso. Dois minutos depois,
porém, não teve jeito. Elias derrubou Luis Fabiano na área: pênalti, que
Rogério Ceni cobrou para colocar um ponto final em qualquer trauma. A esta
altura, Ceni era o jogador com mais finalizações em campo: três em quatro do
São Paulo. A quinta, por sua vez, foi de um atacante. E foi certeira. André
Santos tentou passe de calcanhar no meio-campo, errou e deixou a bola para
Ganso. O meia demonstrou visão de jogo e deixou Ademilson em boa condição para
deslocar Paulo Victor e colocar o 2 a 0 no placar. Até então passivo, o
Flamengo até tentou despertar e passou a correr mais. Nada, no entanto, que
levasse perigo ao São Paulo. Com chutes sem direção e muitos passes errados, os
cariocas não assustaram Rogério Ceni. O clima de "bom senso" dos
minutos iniciais voltou a reinar, o jogo esfriou e teve início uma contagem
regressiva até o apito final. Ainda faltam quatro jogos, mas paulistas e,
principalmente, cariocas já deixaram claro: o foco não está mais no
Brasileirão.
“São Paulo controlou
bem o Flamengo no segundo tempo. Quase não foi ameaçado, e se tivesse um pouco
mais de comprometimento de alguns jogadores (Wellington, por exemplo) o
tricolor teria ampliado o marcador. O time tem que ser poupado na próxima
rodada, pois temos uma decisão pela frente. É a chance de salvar o ano, já que
o brasileiro foi salvo!”

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