13 de setembro de 2012

Atlético/MG 1 x 0 São Paulo (brasileiro 2012)



Com mais um resultado adverso, o tricolor perdeu nova oportunidade de encostar na ponta da tabela. Diante do Galo mineiro, uma derrota aumentou o número de jogos sem vencer do São Paulo. Agora são quatro sem vitórias.

O jogo seria de extrema dificuldade por parte dos paulistas. Sem Luis Fabiano e Rhodolfo, o São Paulo tinha suas chances reduzidas diante de um time que vem fazendo uma ótima campanha em seu estádio, e no campeonato.
Era de se esperar por um resultado contrario a vitória, mas um empate diante das circunstâncias seria de bom agrado, mas não foi o que aconteceu. Derrota por 1 a 0.
Sem a referência na frente, o tricolor teria trabalho para chegar à área adversária, e isso ficou ainda mais difícil com a pressão mineira e com o tricolor esperando em seu campo de defesa para dar o combate. Essa atitude trazia o Galo para cima. O tricolor não conseguia encaixar um contra golpe. Ao roubar a bola (o time estava bem postado) dava chutões para Lucas ou Osvaldo correr atrás, e isso é claro que não dava certo.
As coisas pioraram quando aos 25 min. Douglas foi expulso, numa atitude rigorosíssima do árbitro (ou quem sabe premeditada). O lateral escorregou ao dar o bote no atleticano e derrubou-o, sem intenção alguma. Isso mudou completamente a estrutura do jogo. Ademilson estava à beira do campo, aguardando a bola sair para entrar na partida, pois Ney Franco percebeu que na defensiva teria grandes dificuldades.
O Galo seguiu pressionando e Rogério Ceni fez ao menos duas excelentes defesas. Quanto ao Vitor...mero expectador.
Essa ai passou. Ceni não pega cabeçada do único gol do jogo.

O segundo tempo teve a mesma estrutura da primeira etapa. O Atlético seguia pressionando e o São Paulo dando chutões. O tricolor não conseguia criar uma jogada, as bolas pouco passavam pelos pés de Jadson, e quando isso ocorria, o meia não conseguia realizar uma jogada. Podemos dizer que ele foi mal, porém, o time enfrentou uma situação complicada durante mais da metade da partida.
Wellington e Casemiro conseguiam fazer um revezamento para marcar R. Gaúcho, e vinham fazendo com êxito, pois R49 quase não criou boas jogadas. A maioria das jogadas mineira aconteciam dos pés de Bernard ou pelas laterais. Chutes de longa distância também eram executados.
O São Paulo conseguiu se segurar por cerca de 60 min., mas aos 17, foi vazado num cruzamento e cabeceio forte a queima roupa. Rogério Não tinha o que fazer. Agora com o placar adverso e com um homem a menos, o São Paulo lutava apenas para não sofrer mais gols. Até arriscou algum contra golpe, mas sem êxito.
Ney Franco ainda colocou Ademilson na partida, na vaga de Casemiro, mas o camisa 11 esteve mais preocupado em marcar o lateral Marcos Rocha do que atacar.
Atlético dominou a partida, tocando bola e chagando com bastante perigo ao gol São Paulino, e Ceni numa noite inspirada fez ótimas defesas, evitando um placar mais elástico.
Se ao começar o jogo, já entendíamos que a missão em Minas seria difícil, ao término dele, conseguimos enxergar que o placar mínimo foi de bom tamanho, diante de um time que é forte candidato ao título.

O tricolor terá pela frente agora dois jogos em casa, e o planejamento provavelmente deve ser estipulado com seis pontos, para não deixar o G-4 se tornar cada vez mais impossível.

Destaque positivo
Rogério Ceni. Não teve culpa no gol sofrido, e ainda fez excelentes defesas na partida.

Destaque negativo
A série de jogos sem vencer do São Paulo está minando cada vez mais as chances de chegar à libertadores por essa competição.

Obs. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o árbitro não deu sequer um cartão para R. Gaúcho, ao entrar num forte carrinho em Casemiro, e 13 min. depois expulsou Douglas de maneira exagerada. Na segunda etapa, P. Assunção também escorregou e pegou um atleticano, jogada idêntica, mas no lance foi dado o amarelo. Um critério completamente diferente.

Rafael. B. Malagodi

9 de setembro de 2012

Santos 0 x 0 São Paulo (brasileiro 2012)



O São Paulo chegou à vila Belmiro como o favorito ao jogo, devido as ausências santistas, porém esse favoritismo não foi revertido em realidade, e o tricolor sai da Vila com um empate amargo, apesar do jogo ser um clássico.

Primeiro tempo teve o São Paulo adiantando a marcação e pressionando o Santos ainda em seu campo de defesa. Nos primeiros 15 min. o São Paulo conseguia manter a bola, mas não havia chutado a gol. O primeiro chute foi do Santos, que passou perto do gol de Rogério Ceni.
Na sequencia a partida passou a ficar equilibrada, mas ainda sem chances claras de gols. Outro detalhe bem perceptível foi a quantidade de passes errados na partida. Passes bobos, erros infantis de ambos os lados (no fim da partida a TV mostrou 49 passes errados).
Jogando com Paulo Miranda fazendo dois papeis (zagueiro/lateral), Douglas tinha liberdade de atacar, em contra partida Cortez ficava mais preso na defesa. Jadson, o único homem da criação estava apagado, e não conseguia municiar Luis Fabiano e Osvaldo. Quando conseguiu, Jadson colocou LF9 na cara de Rafael, ele driblou o goleiro mais bateu sem ângulo pra fora. Em alguns momentos, o excesso de tentar jogadas individuais atrapalhou a progressão tricolor.
Defensivamente o São Paulo não sofreu tanto, Casemiro e Denílson estavam dando o primeiro combate. Quando podiam, ajudavam na frente. Defesas dos goleiros foram outra raridade, e isso também contribuiu para um futebol apagado na primeira etapa.

Dureza. SanSão não sai do zero e SP continua longe do G-4.
No segundo tempo o futebol foi um pouco melhor apresentado, e com mais chances de gols, ainda que essas chances não foram assim tão claras. A quantidade de passes errados diminuiu em relação ao primeiro tempo, porém, ainda assim teve um número elevado.
A equipe tricolor parecia ter sentido um cansaço a partir da metade do jogo. E muitos dos passes errados pareciam ter isso como influência. Cortez era um dos que mais aparentava estar cansado, muitas das jogadas santistas foram em seu setor.
Jadson parecia ter melhorado um pouco seu passe final (um pouco, apenas) e deixou Luis Fabiano por pelo menos duas vezes com chances, mas os zagueiros afastaram o perigo. Jadson ainda arriscou alguns chutes a gol. Rafael, o goleiro santista realizou boas defesas, mas todas fáceis, que foram em cima do arqueiro.
O Santos também teve chances de marcar, numa delas Toloi tirou em cima da linha. Rogério não teve tanto trabalho em sua meta, e quando exigido foi bem. Os goleiros pra ser sincero não tiveram muito trabalho mesmo.
Aos 38 min. Denílson foi expulso, depois de receber o segundo amarelo em campo. Arbitragem dessa tarde foi muito bem.
O resultado final de 0 a 0 foi o mais justo da tarde, pois o que os times apresentaram em campo não era digno de marcar gols, e até mesmo sair um vencedor.

Agora, o São Paulo que na semana passada projetou sete pontos nos três jogos (Internacional, Santos e Atlético/MG) conseguiu somar apenas dois até então, e terá vida dura diante dos mineiros na próxima rodada.
Isso mostra a dificuldade do tricolor de manter um ritmo de boas partidas, e aproveitar as oportunidades de diminuir a diferença para os outros concorrentes.


Num jogo em que tivemos um enorme número de passes errados, dificilmente podemos tirar algo de positivo.


Rafael B. Malagodi

6 de setembro de 2012

São Paulo 1 x 1 Internacional (brasileiro 2012)



Confronto difícil encarado pelo tricolor nessa noite, o Internacional, que mesmo com sete desfalques buscava complicar as coisas para o São Paulo em pleno Morumbi. E foi o que de fato aconteceu.

As duas equipes chegaram para a partida com o mesmo número de pontos, mas com o tricolor com mais vitórias, com isso, o vencedor de hoje, além de sair com o resultado a favor, sairia também com uma diferença de três pontos.
Assim como na última rodada do primeiro turno, em pleno Pacaembu, o São Paulo de hoje sofreu com a pressão colorada, que sabia das limitações defensivas dos laterais adversários, e foi por ali que buscou suas jogadas. Nos primeiros minutos, quatro, das cinco investidas gaúchas aconteceram pela esquerda, nas costas de Douglas.
E foi daquele lado que o Inter abriu o placar com Dagoberto, logo as 7 min.
Depois do gol, o tricolor saiu atrás do empate e o Inter bem postado não dava chances ao tricolor. A equipe colorada tomava conta do meio de campo.
O São Paulo conseguiu chegar ao seu gol 11 minutos depois, com Maicon de cabeça. Osvaldo cobrou falta rapidamente e cruzou para o empate tricolor. O gol fez o São Paulo igualar a partida, e quase virou na sequência com Luis Fabiano, mas o camisa 9 furou o chute.
Se quisesse ficar com as bolas nos pés, era necessário adiantar sua marcação, coisa que o Internacional estava fazendo. Essa pressão durou até aproximadamente 30 min. e curiosamente a partir daí o São Paulo foi quem teve as chances mais claras. Algumas delas em tabela pelo meio.
O fim da primeira etapa chegou com o São Paulo jogando melhor, mas não conseguia ser tão efetivo do meio para frente.

Osvaldo driblou, buscou, correu, mas o placar ficou igual.

A segunda etapa começou com um tom mais diferente, e com o tricolor mais ligado e pressionando com mais veemência, e teve algumas oportunidades de chegar ao gol colorado nos dez minutos iniciais.
Melhor na partida o tricolor seguia na busca pela virada, mas ainda pecava na armação das jogadas. Jadson que era responsável pela jogadas mais incisivas, não conseguia levar a bola aos atacantes. Osvaldo pela esquerda infernizava a defesa do Inter, Nei, R. Moledo e Elton receberam amarelo depois de jogada do são paulino.
Com 25 min. Paulo Assunção deu lugar a Ademilson, a ideia era abrir mais a defesa do Internacional que estava fechada. Poucos minutos depois D’Alessandro foi expulso. A entrada do jovem tricolor não deu resultados, e o tricolor seguia sem conseguir encaixar uma jogada, e começou a buscar jogadas pelo alto, mas todas sem êxito.
Na medida em que o tempo passava, o tricolor parecia nervoso pelo resultado inesperado em casa. Alguns chutes de fora da área também foram tentados. Luis Fabiano que esteve sumido durante praticamente todo o segundo tempo, tentou um chute da entrada da área que passou raspando a trave.

Nessa noite o tricolor não jogou mal, é bem verdade que somente acordou depois do gol sofrido, mas por outro lado tentou de várias maneiras a virada, mas sem muita inspiração ficou apenas no empate com o Internacional, e mantém ainda a quinta colocação no Brasileiro.

Apesar da reclamação colorada, o “pênalti” no Fabrício não aconteceu, pois o jogador preferiu o contato com Willian José, ao continuar no lance.

Destaque positivo
Osvaldo foi o principal jogador na segunda etapa, buscou as jogadas pelas laterais. Cobrou rapidamente a falta que originou o gol; A zaga quando exigida foi bem. Boas antecipações.

Destaque negativo
A desatenção são paulina nos primeiros minutos da partida de hoje foi fatal para o resultado final.

Rafael B. Malagodi

2 de setembro de 2012

Bahia 1 x 0 São Paulo (brasileiro 2012)


Tarde de domingo e o São Paulo foi até Pituaçu enfrentar o Bahia, e o resultado não foi animador.

O grande adversário do São Paulo no campeonato brasileiro, e até mesmo no ano, vem sendo a sua inconstância. E hoje não foi diferente. Derrotado pelo Bahia após fazer uma ótima partida diante do Botafogo.

Não deu. Bahia interrompeu a série de vitórias do tricolor.

O jogo começou com o Bahia pressionando. Jogando em casa o tricolor da “boa terra” saiu buscando o gol logo no inicio. Aos São Paulo, que tinha Cícero jogando na vaga de LF9, a opção era saídas em velocidades com Lucas e Jadson. O meia improvisado conseguiu ainda dar dois chutes defendidos pelo goleiro.
Depois de “assustar” num contra golpe, o tricolor paulista conseguiu igualar a partida e jogar de igual para igual. Além do placar empatado, as duas equipes estavam empatadas também na quantidade de passes errados. A diferença apenas estava na maneira de chegar ao gol. O Bahia procurava sempre as jogas área para Souza, já o São Paulo tentava jogadas individuais.
Estava claro que os jogadores do tricolor estavam muito afastados um dos outros, e essa falta de aproximação, que deu certo diante do Botafogo, não acontecia e o resultado era os passes errados em demasia. Jogadas simples de saídas de bola também tinham esse defeito.
Primeiro tempo de fato não mereceu ter o placar alterado.
                                                                   
Passados 10 minutos do segundo tempo, o tricolor paulista não havia mudado. Nem sua postura, nem de jogadores. Os erros persistiam e eu não conseguia ter nenhuma expectativa de gol. Paulo Assunção, que já tinha amarelo desde o primeiro tempo, não tinha a necessidade de estar na partida, pois Denílson e Maicon poderiam fazer a parte defensiva na frente da zaga. Ney Franco só percebeu isso aos 12 min. mas colocou Osvaldo na vaga de Maicon, e não de P. Assunção.
O São Paulo necessitava realmente de mais um homem na frente, e a entrada de Osvaldo teve reação quase imediata. O camisa 17 criou duas boas jogadas, mas ambas não tiveram o destino do gol. Numa delas Jadson chegou atrasado. O rápido contra ataque poderia ter sido melhor aproveitado e assim abrir o marcador.
Assim como já foi dito aqui, o São Paulo estava com grave problema de trocas passes, e foi nesse fundamente que chegou o castigo, depois de Rhodolfo errar bisonhamente na saída de bola, Gabriel aproveitou, não foi combatido por ninguém e mandou para o fundo da rede. Aos 25 minutos fazendo 1 a 0.
Do gol em diante o tricolor baiano jogava com tranquilidade e o tricolor paulista desesperado pelo empate. Mesmo precisando de mais um gol, o São Paulo parecia rendido em campo e não conseguia emplacar uma única jogada, o Bahia ainda quase ampliou por duas oportunidades.
O resultado do inconstante São Paulo não poderia ter sido diferente nessa partida, e se na última rodada ditou o jogo, hoje teve problemas defensivamente e ofensivamente.
O segundo turno que começou “esperançoso” logo na primeira rodada, depois de hoje deixa o torcedor com uma pulga atrás da orelha.

Sequencia do inicio do 1º turno foi derrota, vitória, derrota, vitória.... Só espero que isso não se repita no segundo.

Destaque positivo
Pela partida de hoje ninguém merece. Até o Lucas que procurou algumas boas jogadas, errou passes bobos.

Destaque negativo
Os passes errados e a falta de regularidade que causa estranheza no torcedor. Depois de vitórias convincentes nas últimas 3 rodadas, hoje não mostrou nenhum tipo de reação.

Rafael B. Malagodi