Com mais um resultado adverso, o tricolor perdeu nova oportunidade de
encostar na ponta da tabela. Diante do Galo mineiro, uma derrota aumentou o
número de jogos sem vencer do São Paulo. Agora são quatro sem vitórias.
O jogo seria de extrema dificuldade por parte dos paulistas. Sem Luis
Fabiano e Rhodolfo, o São Paulo tinha suas chances reduzidas diante de um time
que vem fazendo uma ótima campanha em seu estádio, e no campeonato.
Era de se esperar por um resultado contrario a vitória, mas um empate
diante das circunstâncias seria de bom agrado, mas não foi o que aconteceu.
Derrota por 1 a 0.
Sem a referência na frente, o tricolor teria trabalho para chegar à
área adversária, e isso ficou ainda mais difícil com a pressão mineira e com o
tricolor esperando em seu campo de defesa para dar o combate. Essa atitude
trazia o Galo para cima. O tricolor não conseguia encaixar um contra golpe. Ao
roubar a bola (o time estava bem postado) dava chutões para Lucas ou Osvaldo
correr atrás, e isso é claro que não dava certo.
As coisas pioraram quando aos 25 min. Douglas foi expulso, numa
atitude rigorosíssima do árbitro (ou quem sabe premeditada). O lateral
escorregou ao dar o bote no atleticano e derrubou-o, sem intenção alguma. Isso
mudou completamente a estrutura do jogo. Ademilson estava à beira do campo,
aguardando a bola sair para entrar na partida, pois Ney Franco percebeu que na
defensiva teria grandes dificuldades.
O Galo seguiu pressionando e Rogério Ceni fez ao menos duas excelentes
defesas. Quanto ao Vitor...mero expectador.
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| Essa ai passou. Ceni não pega cabeçada do único gol do jogo. |
O segundo tempo teve a mesma estrutura da primeira etapa. O Atlético
seguia pressionando e o São Paulo dando chutões. O tricolor não conseguia criar
uma jogada, as bolas pouco passavam pelos pés de Jadson, e quando isso ocorria,
o meia não conseguia realizar uma jogada. Podemos dizer que ele foi mal, porém,
o time enfrentou uma situação complicada durante mais da metade da partida.
Wellington e Casemiro conseguiam fazer um revezamento para marcar R.
Gaúcho, e vinham fazendo com êxito, pois R49 quase não criou boas jogadas. A maioria
das jogadas mineira aconteciam dos pés de Bernard ou pelas laterais. Chutes de
longa distância também eram executados.
O São Paulo conseguiu se segurar por cerca de 60 min., mas aos 17, foi
vazado num cruzamento e cabeceio forte a queima roupa. Rogério Não tinha o que
fazer. Agora com o placar adverso e com um homem a menos, o São Paulo lutava
apenas para não sofrer mais gols. Até arriscou algum contra golpe, mas sem êxito.
Ney Franco ainda colocou Ademilson na partida, na vaga de Casemiro,
mas o camisa 11 esteve mais preocupado em marcar o lateral Marcos Rocha do que
atacar.
Atlético dominou a partida, tocando bola e chagando com bastante perigo
ao gol São Paulino, e Ceni numa noite inspirada fez ótimas defesas, evitando um
placar mais elástico.
Se ao começar o jogo, já entendíamos que a missão em Minas seria
difícil, ao término dele, conseguimos enxergar que o placar mínimo foi de bom
tamanho, diante de um time que é forte candidato ao título.
O tricolor terá pela frente agora dois jogos em casa, e o planejamento
provavelmente deve ser estipulado com seis pontos, para não deixar o G-4 se
tornar cada vez mais impossível.
Destaque positivo
Rogério Ceni. Não teve culpa no gol sofrido, e ainda fez excelentes
defesas na partida.
Destaque negativo
A série de jogos sem vencer do São Paulo está minando cada vez mais as
chances de chegar à libertadores por essa competição.
Obs. Aos 12 minutos do primeiro tempo, o árbitro não deu sequer um
cartão para R. Gaúcho, ao entrar num forte carrinho em Casemiro, e 13 min.
depois expulsou Douglas de maneira exagerada. Na segunda etapa, P. Assunção
também escorregou e pegou um atleticano, jogada idêntica, mas no lance foi dado
o amarelo. Um critério completamente diferente.
Rafael. B. Malagodi

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