São Paulo chega a segunda derrota consecutiva, em clássico de muito volume, mas muito pouco futebol, num jogo em que ninguém merecia perder.
Dessa vez não consegui ir ao jogo por conta do horário, mas gostaria de estar presente, mesmo que o placar não tenha nos favorecido. Era clássico San-São e com morumbi lotado com quase 46 mil, mas nem isso foi o suficiente para que o tricolor conseguisse manter seus 100% de aproveitamento em casa. E muito disso tem a ver como esse time pouco produz quando entra com uma formação como hoje, com Calleri isolado no ataque. Moreira sentiu no aquecimento, e com isso Carpini precisou improvisar um volante na lateral, o que deixou o São Paulo "penso", pois só jogava pelo lado esquerdo. E para ajudar (ou melhor, atrapalhar) Galoppo fez outra partida assustadora, errando passes simples que atrapalhavam a criação de meio de campo.
O adversário estava na dele, apenas atacando em contra golpes, mas nem assim o tricolor conseguia se impor na partida. Ficava com a bola, mas rodando, e fazendo Calleri sair da área para participar. E por falar no argentino, é visivelmente como ele está cansado. Ele não está conseguindo descansar, pois o time não tem um reserva para suprir. Isso deveria ser pauta urgente na diretoria para melhorar o elenco.
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| Nova derrota, mas que pouco deve mudar o cronograma do time. (foto: Raul Baretta / Santos) |
No segundo tempo as coisas só passaram a melhorar para o tricolor quando Erick e Ferreirinha entraram no jogo, mas enquanto o primeiro estava na beira do gramado, um pênalti marcado para o adversário fez o time ficar atrás no placar. Foi nesse momento em que o Santos ficou mais recuado, e o tricolor iria precisar ainda mais de um meio campo criativo, mas já não tinha, pois Luciano que também fez partida apagada havia saído.
Com o placar adverso e com pouca inspiração, o que restava era fazer as jogadas laterais. Ferreirinha entrou bem, criou jogadas, mas o pé estava descalibrado. Quando enfim saiu o gol de empate, o VAR anulou devido a bola ter resvalado na mão de Erick antes dele finalizar. O mais louco disso, é que a mão não mudaria em nada, pois ela estava na frente da barriga e o domínio seria simples. Mas a regra é anular...
Por fim, o tricolor não conseguiu empatar e perde a primeira em casa. E olha que teve oportunidades ainda nos acréscimos, mas com um jogador como Juan atuando (o jogo todo ainda), evidente que a dificuldade aumenta.
O curioso da partida fica por conta da arbitragem de Edna Alves, que todos sabemos que é muito fraca, assim como 80% da arbitragem em geral. O Santos enviou carta para a federação reclamando, durante toda a partida reclamou de como ela conduzia a partida, mas como tiveram um pênalti revisto pelo VAR, todos os santistas se calaram. Esse futebol é mesmo terrível, pois querem apenas que sejam ajudados, e não querem isonomia.
O tricolor volta a campo no sábado, novamente no Morumbi, e nesse jogo vou estar presente e aguardando por um time que produza mais e com qualidade. Pois não adianta ter 21 finalizações na partida se apenas 2 delas foram no gol, sendo um delas praticamente um recuo.
Carpini tem que continuar encarando como uma pré temporada, mas precisa corrigir esse problema do time.
FORA CASARES, BELMONTE e seus aliados
Destaque positivo
ARBOLEDA. Ganhou praticamente todas as disputas na partida; FERREIRINHA. Entrou e mudou a forma do time jogar. Criou situações e levantou a torcida, mas não foi o bastante.
Destaque negativo
GALOPPO. Outra partida terrível; JUAN. Ele conseguiu nos acréscimos, perder sozinho, uma cabeçada pra fora. Conseguiu cabecear com o rosto. Inaceitável.
Rafa Malagodi

O Juan, naquele gol perdido, inventou uma nova jogada: a bochechada. Ou talvez tenha sido uma omoplatada. Mas, sendo menos azedo, há que admitir que o São Paulo marca muito bem. E, defendendo assim, pode encarar qualquer um.
ResponderExcluirEsse ai sofre com a bola nos pés, na cabeça, na bochecha...
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