A efemérides era hoje, mas a emoção, futebol e jogadores estavam anos luz de distância. E diferente daquele jogo mágico, hoje o tricolor só tem a lamentar.
Curiosamente, hoje fez exatos 37 anos de uma data importantíssima para o torcedor tricolor. Foi num 25/fev (aniversário da minha vó, e que hoje completa 99 anos) de 1987 que o São Paulo venceu nos pênaltis o mesmo adversário de hoje, no mesmo estádio, e se sagrou bi campeão brasileiro de 1986. Era costume antigamente os campeonatos de um ano terminar apenas no início do ano seguinte. Claro que não vi aquele jogo, mas já acompanhei em tapes, e foi um dos jogos mais emocionantes de todos os tempos.
O que sei dessa partida é que foi emocionante, e ter o gol a segundos do fim, de uma jogador que era do time campineiro anos antes (Careca) fez a partida ter um sabor ainda mais especial.
Mas a coincidência acaba apenas por ai, pois a parida de hoje foi um horror. E muito por conta dos jogadores do São Paulo, que desde o primeiro minuto cansou de perder gols. Ferreirinha parece ter um pé de algodão, pois não consegue dar uma finalização que preste. Teve diversas chances e conseguiu errar todas. Inclusive perdendo um gol cara a cara num lance que gerou um pênalti para o tricolor, que Calleri marcou.
Até parecia depois desse gol que o São Paulo amassaria o adversário, que briga para não cair no paulistinha. Mas o São Paulo não conseguiu mais uma vez ser eficiente o suficiente para fazer mais do que fez. Erick no lado oposto ao Ferreirinha conseguiu ser ainda pior que o camisa 47 do tricolor.
E quando o jogo se encaminhava para o fim do 1T, aquela desatenção novamente tomou conta e o time da casa empatou. Difícil de entender como conseguiu levar o gol.
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| CAlleri sabe que seu gol (e futebol) não foram o suficiente mais uma vez. (foto: Pedro Teixeira/fotoarena) |
No intervalo da partida, o ex centroavante, e craque das duas equipes Careca foi entrevistado, estava na torcida bugrina, e tenho certeza que ele também não estava gostando do que se passava no gramado que ele foi rei.
Carpini também não deve ter gostado e colocou Lucas no intervalo, e nem precisou de 5 minutos para mostrar que ele estava querendo jogo. Uma pena que os seu companheiros não conseguem acompanhar...
Os minutos iam passando e a agonia aumentava com a quantidade de bola desperdiçada que o São Paulo perdia. Com o adversário fechado e preparado para o contra ataque, o tricolor não conseguia gerar oportunidades claras e ficava tentando entrar trocando passes dentro da área. Evidente que isso não dava certo.
Era para lamentar, pois entrou W. Rato e foi mais um que errou bastante, mesmo tendo sempre a bola nos pés.
A única coisa que acabou se assemelhando com a partida daquela decisão foi o placar final dos 90 minutos (em 86 houve empate também na prorrogação por 2 a 2, o que gerou a penalidade). Mas devemos também esse resultado ao goleiro Rafael, que fez duas defesaças na partida a queima roupa, sendo uma no minuto 99. Sem ele poderia ter sido pior.
O empate coloca o tricolor em segundo no seu grupo, e ainda segue com um jogo a menos, que será feito no meio da semana. E mesmo atuando longe de casa, é de extrema importância vencer. Não só para ficar em primeiro no grupo, mas para se reencontrar com as vitórias, que não aparecem a quatro jogos.
FORA CASARES, BELMONTE e seus aliados
Destaque positivo
RAFAEL. O goleiro tricolor foi responsável direto por evitar o pior no time; PABLO MAIA. Sozinho na marcação, praticamente não errou passes e roubou bolas; WELINGTON. Muito boa partida. Defensivamente e ofensivamente.
Destaque negativo
ERICK. Foram 45' inoperantes na partida. Não dava nem pra percebe-lo em campo; FERREIRINHA. Teve a bola nos pés, e falhou sempre.
Rafa Malagodi

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