Análise retirada do site globoesporte.com, por Carlos Augusto Ferrari
Marcos
Rocha ajuda, e São Paulo abre o placar
Sistemas de jogo
iguais, dependências semelhantes e um primeiro tempo travado. São Paulo e
Atlético-MG lutaram bastante pela bola, quase uma guerra por espaço no meio de
campo. Ronaldinho e Ganso correram, procuraram sair da forte marcação, mas não
foram brilhantes como se esperava. Restou o acaso para fazer a diferença e
colocar os paulistas em vantagem diante de mais um ótimo público no Morumbi.
Azar e má pontaria mineira. O São Paulo procurou o ataque desde o início.
Muricy montou a equipe com jogadores abertos pelos lados na frente para impedir
que Junior Cesar e Marcos Rocha avançassem. Era impedir que a bola chegasse a
Ronaldinho e, consequentemente, ao ataque. Welliton, pela esquerda, nas costas
do lateral direito, foi quem mais deu trabalho. As melhores jogadas do Tricolor
surgiram por aquele setor. Com o ataque do Galo sem força para segurar a bola,
Josué e Pierre fizeram o que puderam travar o São Paulo. Faltava Luis Fabiano
acordar. E ele despertou aos 26 minutos. Como nos bons tempos, protegeu a bola
com o corpo, girou sobre a marcação e chutou cruzado. Marcos Rocha errou o
corte, Victor não conseguiu afastar, e a bola caiu na cabeça de Welliton,
livre. Primeiro gol do ex-gremista pelo novo clube. A desvantagem fez o
Atlético-MG acordar, principalmente no setor ofensivo. Ronaldinho deu mais
velocidade à troca de passes e subiu o rendimento de Jô. Aos 36, o acaso, de
novo, impediu o empate. O centroavante passou por Paulo Miranda e Rodrigo Caio
na lateral e rolou para a área. Marcos Rocha apareceu de frente para Rogério
Ceni e conseguiu chutar para fora. Inacreditável.
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| No caminho certo. 3ª vitória consecutiva da novo animo. |
Galo
aperta, mas São Paulo resiste
O Galo manteve
no segundo tempo o ritmo dos minutos finais da etapa inicial. O time apostou na
velocidade para envolver o adversário e apertar. No entanto, ao contrário da
era anterior a Muricy, o São Paulo conseguiu suportar bem. Ganso, Jadson e
Aloísio, que entrou no lugar de Welliton, lesionado, ajudaram a fechar o meio
de campo e a proteger a defesa. A exposição cada vez maior em busca da
igualdade deixou o Atlético-MG vulnerável aos contra-ataques. Em um deles, o
Tricolor quase ampliou. Após disparada de Aloísio e belo passe de Luis Fabiano,
Jadson por muito pouco não acertou o ângulo direito de Victor. Muricy tratou de
aumentar ainda mais o poder de marcação do São Paulo com a entrada de Fabrício
na vaga de Maicon. Antes que a troca fizesse efeito, o time teve nova
oportunidade para decidir o jogo. Antônio Carlos aproveitou rebote na área e
bateu forte, rasteiro. Victor defendeu no canto direito. Os minutos finais
foram de apreensão no Morumbi. Mesmo cansado, o Atlético-MG continuou em cima.
Cuca avançou todos os jogadores, deixando apenas Josué e Leandro Donizete mais
recuados. Ronaldinho, em uma cobrança de falta perto da área, desperdiçou a
melhor chance. O São Paulo segue sem sofrer gols e com 100% de aproveitamento
com Muricy. Cada vez mais longe da degola.
“São Paulo foi melhor no
primeiro tempo e mereceu o gol, mas também contou com a incompetência do
adversário. Na segunda etapa, administrou o resultado e com pouco mais de
seriedade teria chegado ao segundo gol.
Melhor em campo hoje foi Antônio
Carlos. Anulou o ataque atleticano.
Parece que o Muricy está deixando a casa em ordem mesmo. Esse primeiros
resultados me fez lembrar 2006...placares mínimos, mas que renderam os três
pontos e futuramente o título.”
Rafa Malagodi

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