Pela Sul-americana, o tricolor foi até o Chile enfrentar a Universidad
Católica, e voltou com um resultado razoável na bagagem, porém, poderia ter
voltado já classificado.
No acanhado estádio chileno, o tricolor parecia não ter tomado
conhecimento do adversário desde o inicio do jogo. A equipe brasileira tinha domínio
sobre a bola, e consegui trocar passes sem problemas, os chilenos quando
pegavam a “pelota”, tentavam acelerar o jogo e por vezes tentaram chutes de
longe, procurando surpreender Rogério.
O São Paulo foi quem levou perigo primeiro, quando após troca de
passes, Jadson de fora da área acertou um chutaço, mas a bola explodiu na trave,
aos 5 min. A tônica do jogo era um São Paulo que parecia estar jogando em casa,
e nos primeiros 20 min. já havia conseguido chegar algumas vezes ao gol, todas
com Osvaldo.
O gol não demorou a sair, e esse saiu dos pés e cabeças dos zagueiros,
Rhodolfo cruzou e Rafael Toloi cabeceou para o fundo da rede, aos 22 min. de
partida. Agora com o placar a favor, o São Paulo tinha ainda mais espaço pra
jogar, enquanto os chilenos nem assustavam os tricolores.
O São Paulo teve muita liberdade de criação durante a partida, e Lucas
com suas arrancadas, aumentava ainda mais os espaços na defesa chilena, porém,
a finalização nem sempre ajudava. Em algumas ocasiões, melhor qualidade no
chute era suficiente para marcar. Osvaldo foi quem mais pecou nisso.
Com o fim da primeira metade, ficou a sensação que o favoritismo
tricolor era mais do que evidente, mas esse precisava ser revertido em gols.
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| Zagueiros comemoram o único gol. Poderia ter muitas outras. |
O segundo tempo podemos dizer que foi praticamente a mesma coisa, pelo
menos no seu inicio. O São Paulo chegando ao ataque com Osvaldo pela esquerda e
Lucas costurando toda a defesa, e por vezes sendo caçado deslealmente.
Tive a sensação que o São Paulo jogava com certo menosprezo ao
adversário, dando a entender que marcaria a qualquer momento da partida. A
falta de gols, mesmo que dominando a partida, parecia que uma hora ia ser
penalizada, e realmente foi. Aos 24 min. a Universidad empatou a partida. O gol
saiu depois de falha defensiva, talvez a primeira do jogo, mas que foi crucial.
R. Ceni ainda tentou desviar a bola, mas essa desviou da cabeça de Toloi que
estava no lance.
O gol fez os chilenos acreditarem na partida, e diante da pressão
exercida pela torcida, a Universidad se jogou ao ataque buscando a virada. No
São Paulo, aos 27 min. Ney Franco assustou a toda torcida, quando substituiu o
melhor em campo, Lucas deu lugar a Ganso. Todos ficaram surpresos com a
decisão, e sem o camisa 7, as investidas tricolor diminuíram drasticamente.
Somente no fim da partida veio a confirmação que Lucas pediu pra sair, pois com
gripe, estava esgotado.
Próximo do fim o tricolor equilibrou novamente a partida, e não sofria
com os ataques chilenos, que eram desperdiçados com chutes de longa distância.
Com o fim da partida, o empate tricolor teve um gosto muito amargo,
pois por vezes o São Paulo teve a chance de liquidar a partida, mas a falta de
pontaria, e um menosprezo atrapalharam o São Paulo voltar para o Brasil com a “vaga”
para a final.
São Paulo segue com vantagem, e fatalmente consegue a vaga diante do
Morumbi lotado.
Destaque positivo
Lucas. Mesmo com gripe, o
são paulino correu, driblou, chutou e apanhou durante o tempo que ficou e
campo. Merecia ter saído com gol; A
marcação tricolor deu certo, e diminuiu os espaços do adversário, e por
vezes roubava a bola com tranquilidade.
Destaque negativo
O resultado. São Paulo teve
várias oportunidades de matar a partida, e não fez. Sorte que o adversário era inferior
tecnicamente; Osvaldo, não foi mal,
porém, foi quem mais teve oportunidades de marcar. Não acertou o chute e em
outras oportunidades não passava, o que deixava LF9 revoltado.
Ps. Na partida de hoje, Osvaldo me lembrou muito Fernandinho... Perdeu
gols chutando em cima do goleiro, e em muitas delas, não passava para o
companheiro, e depois a imagem mostrava o camisa 17 se desculpando com os
companheiros.
Rafael B. Malagodi

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