Com um dos jogos mais chatos do ano, Ponte Preta e São Paulo ficaram
no 0 x 0. O placar refletiu o futebol apresentado, mas se tivesse um vencedor,
deveria ter sido o time campineiro.
Com um time completamente reserva, o São Paulo pouco aproveitou a
fraca equipe da Ponte. Sem entrosamento, os jogadores em alguns momentos
pareciam se atrapalhar durante a partida. Talvez por isso, a Ponte Preta tenha
chegado mais vezes ao ataque e finalizou mais.
O tricolor não tinha velocidade, pois não contava com seus rápidos
atacantes, com isso, passou a trocar passes procurando o melhor momento para
finalização. Ganso, Maicon e Cícero jogavam no meio, tentando municiar W. José.
O tricolor chegou com chances de gols apenas duas vezes na partida. A
primeira foi com Casemiro, que fez ótima tabela e finalizou, o goleiro defendeu
e no rebote o mesmo Casemiro jogou pra fora, desperdiçando boa oportunidade. O
tricolor conseguiu ficar no controle da partida por cerca de 20 min. depois
disso, apenas assistia os campineiros jogarem.
A ponte por sua vez não soube aproveitar a falta de combatividade do
meio de campo tricolor. Chegou mais vezes ao ataque, é verdade, mas no primeiro
tempo não teve chances tão claras. Roger era quem mais infernizava a defesa
tricolor.
Com um primeiro tempo fraco, as duas equipes que já tinham suas
participações definidas na competição, precisavam voltar pra etapa seguinte
sendo um pouco mais objetivas.
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| Ganso também tentou, mas a rede não balançou em Campinas. |
Vendo a lentidão da sua equipe, Ney Franco voltou para a segunda etapa
com uma mudança tática. Ademilson entrou na vaga de Henrique Miranda, com isso
Cícero foi deslocado para a lateral esquerda e Casemiro virou líbero, formando
então um 3-5-2.
O resultado, porém não era o esperado, pois os alas não se
apresentavam, e o meio de campo continuava lento. Nem mesmo a entrada de mais
um atacante fez o tricolor criar mais chances de gols. Aos 12 mim. Ney Franco
promoveu a volta de Cañete, que ficou parado por um ano devido à lesão, e o
argentino entrou na vaga de Ganso, que em sua primeira partida com titular foi
apenas discreto.
O São Paulo não pressionava a Ponte Preta e dava espaços para os
campineiros, que passaram a gostar do jogo e pressionar o tricolor. Chegou até
a ter uma bola na trave finalizada por Roger, a macaca ainda teve outras
oportunidades, mas o tricolor contou com a sorte para não sofrer o gol.
Aos 13 min. Ademilson teve a chance de marcar para o tricolor, mas a
bola passou raspando a trave, essa foi apenas a segunda chance de gol do
tricolor na partida. A partir daí, os lances de gols foram todos por parte da
Ponte Preta, mas não era revertido em gols. Passados 30 min. o jogo que era
morno, passou a esfriar a ponto de ficar quase gelado, e ambas equipes apenas
trocavam passes errados e sem objetividade.
Para o São Paulo, o jogo tinha um caráter de Ney Franco experimentar
alguns jogadores e dar ritmo à outros, mas tenho a impressão que o treinador
não tem muito do que se animar.
Destaque positivo
João Filipe jogou com seriedade, e ganhou quase todas as bolas na
disputa com o adversário.
Destaque negativo
Cícero. Até o fim da partida havia atuado em três posições em 90 min.,
e por incrível que parece, foi péssimo em todas. Está cada vez mais com cara de
que não fica pro ano que vem; Henrique Miranda, como em todas as partidas que
foi utilizado, parece ter um medo tremendo; Douglas, impressionante como apenas
corre durante o jogo.
Ps. Ganso ainda está sem ritmo, e apenas tocou de lado durante os
quase 60 min. que ficou em campo, mas esse é o inicio, pois precisa estar bem
para o ano que vem.
Ps. 2 Cañete jogou por cerca de 30 min. e tentou se movimentar
bastante de um lado e do outro, mas não é possível fazer nenhum tipo de
avaliação.
Rafael B. Malagodi

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