Análise da noite retirada do site
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Primeiro tempo
Pressionado pela sequência de resultados ruins, o
técnico Jairo Araújo resolveu agir e promoveu três mudanças em relação ao time
que foi goleado pelo Internacional na última rodada. O zagueiro Gilson e o
volante Bida, até então intocáveis no time, saíram para as entradas de Marcos e
do atacante Wesley, o que deixou a equipe mais ofensiva. Na lateral, Marcos
ficou com a vaga de Rafael Cruz. No São Paulo, Ney Franco apostou na base que
venceu o Figueirense. Os primeiros dez minutos mostraram um São Paulo melhor em
campo. Com posse de bola, a equipe manteve o controle e criou uma boa chance
logo aos quatro minutos, com Willian José. Cortez mostrava desenvoltura no
apoio pelo lado esquerdo e funcionava como a melhor alternativa da equipe. O
time da casa, que até então tinha dificuldade para sair da defesa, começou a
mudar a história do jogo quando abriu o placar em seu primeiro ataque na
partida. Marcos cobrou falta, os três zagueiros marcaram bobeira na marcação e
Marino, com a contribuição de Denis, tocou no canto direito para fazer 1 a 0.
Nesse exato momento, embora o relógio estivesse com apenas 16 minutos, a
partida se definiu. O São Paulo assimilava o primeiro golpe quando tomou o
segundo. Desta vez, houve a contribuição do juiz Emerson de Almeida Ferreira,
que marcou pênalti inexistente de Douglas em Eron - essa foi a opinião do
comentarista de arbitragem da TV Globo, Leonardo Gaciba. O goleiro Márcio bateu
com tranquilidade no meio do gol e fez 2 a 0. Aos 30, novo vacilo da zaga na
bola aérea e mais um gol do Atlético-GO: Patric, de cabeça, que ganhou no alto
de Rhodolfo. Nem o mais otimista torcedor do Dragão poderia imaginar esse
cenário ainda na etapa inicial. Perdido em campo, com vacilos na marcação e sem
criatividade no meio, o São Paulo achou um gol aos 41, com Ademilson. Nada que
ameaçasse a vitória do time da casa, que, ainda no primeiro tempo, marcou o
quarto gol com Wesley, após nova falha de Rhodolfo. Era só chegar na área
tricolor que o Atlético-GO marcava. Simples assim.
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| Vergonhoso apagão no 1º tempo causa derrota "inesperada". |
Segundo tempo
Ney Franco resolveu agir no intervalo. Abdicou do
esquema com três zagueiros, colocando Casemiro na vaga de Edson Silva e
lançando Rodrigo Caio na lateral, na vaga de Douglas, que já havia levado o
cartão amarelo. O time voltou com outra postura e, com quatro minutos, diminuiu
sua desvantagem com Jadson, em cobrança de pênalti sofrido por Casemiro. O time
ganhou moral e, aos 12, Márcio evitou gol de cabeça de Casemiro. O Atlético-GO
respondeu na sequência e Denis fez grande defesa em chute de Ricardo Bueno. Enxergando
uma luz no túnel, o Tricolor ganhou ainda mais esperança aos 17, quando Rafael
Toloi arriscou de fora da área e marcou um golaço, colocando a bola no ângulo
esquerdo de Márcio. O time da casa sentiu o golpe. Jairo Araújo mexeu duas
vezes na equipe. Primeiro, colocou Jairo Campos na vaga de Patric com a função
de puxar o contra-ataque. Depois, Marino sentiu lesão e foi substituído por
Dodó. O São Paulo seguiu melhor em campo, e o empate parecia ser algo possível.
Aos 40, Jadson arriscou de longe e Márcio fez grande defesa. Logo depois, Ney
Franco partiu para o tudo ou nada, ao sacar o zagueiro Rafael Toloi, que já
tinha cartão amarelo, para colocar o atacante Rafinha. Jairo Araújo respondeu,
sacando o atacante Ricardo Bueno e colocando o zagueiro Gustavo. Na última
chance, Rodrigo Caio, de cabeça, quase empatou. Apesar da pressão dos paulistas
até o final, o time da casa garantiu a vitória - resultado justo, já que foi
melhor na maior parte do jogo.
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