12 de novembro de 2011

São Paulo 2 x 0 Avaí (por Adilson Barros)


Análise retirada do site globoesporte.com, por Adilson Barros

Primeiro tempo
Uma defesa impressionante de Rogério Ceni, aos 17, em cabeçada de Pedro Ken. Só isso. O primeiro tempo do confronto apresentou apenas esse lance inspirado. No mais, chutões para alto, passes tortos, furadas. São Paulo e Avaí pareciam ter combinado uma tortura coletiva nas pessoas que foram ao Morumbi, neste sábado à noite. O time catarinense, lutando contra o rebaixamento, chegou a acuar o São Paulo, criando algumas chances (como o lance salvo por Rogério), mas falhando no passe final: Robinho, por exemplo, tinha espaço para jogar, mas chegava perto da área e se livrava da bola. Mesmo podendo ameaçar, a equipe visitante acabou tropeçando em suas limitações. Já o Tricolor, mais uma vez, apresentou uma pasmaceira que parece ter se tornado crônica. Mesmo tendo jogadores de qualidade mais do que comprovada, o time comandado por Emerson Leão não conseguiu assustar o adversário. Sem um meia para criar jogadas, o time isola seu trio ofensivo: Dagoberto, Luis Fabiano e Lucas corriam de um lado para o outro, totalmente descoordenados. O goleiro Felipe, do Avaí, praticamente não foi exigido. Ao fim da primeira etapa, vaias para o time da casa. Luis Fabiano, ouvindo a reclamação das arquibancadas, não foi capaz de sequer esboçar uma explicação na saída para o intervalo. - É impressionante. Sinceramente, não dá para explicar, não...
Comemora. Após jejum, tricolor vence com 2 de fabuloso

Segundo tempo
Não havia necessidade para o São Paulo seguir atuando com três zagueiros, pois o Avaí tinha apenas um jogador avançado, o atacante Caíque. O técnico Emerson Leão percebeu isso e sacou Luis Eduardo, colocando o atacante Fernandinho em seu lugar. O São Paulo ganhou mais um jogador na frente, mas o problema continuava: quem armaria as jogadas? Fernandinho pegava a bola e avançava pela esquerda, correndo, driblando, mas sem passar a bola para os companheiros. Parecia que não havia solução para o Tricolor. Foi aí que prevaleceu o talento. Aos 14 minutos, Lucas recebeu pela esquerda e partiu em velocidade em direção ao gol, numa bela arrancada, até que foi derrubado na área. A bola sobrou para Luis Fabiano, que girou e chutou. A bola desviou na zaga e entrou. O Avaí, que voltou para o segundo tempo adormecido, sentiu o baque. O São Paulo se aproveitou. Aos 19, Cícero, que jogou de lateral-esquerdo neste sábado, cruzou na área. Willian José dividiu com o zagueiro e a bola sobrou para Luis Fabiano. O artilheiro, de cabeça, escorou para o gol, fechando o placar. Foram os dois primeiros gols de Fabuloso no Brasileirão. Ele fez outro contra o Libertad-PAR, pela Copa Sul-Americana. O time catarinense queria mostrar que não estava morto. Aos 28, em jogada de escanteio, novamente Pedro Ken, de cabeça, obrigou Rogério e praticar outra bela defesa. Não passou de um lampejo do lanterna, porém. O São Paulo tinha o domínio da partida e espaço para criar jogadas, mas parou mesmo nos 2 a 0. Graças ao Fabuloso.

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