Análise retirada do site globoesporte.com
Primeiro tempo
Conforme prometido pelos dois treinadores, Bahia e São Paulo foram para o ataque. Quem tomou a iniciativa, aliás, foram os donos da casa. E foi o atacante Souza quem comandou o tom ofensivo do time de Salvador. A melhor chance de gol da equipe no primeiro tempo saiu dos pés dele. Foi aos 12 minutos, quando ele passou com categoria por João Filipe e cruzou para Fahel cabecear rente à trave direita do goleiro Denis. Apesar do abafa, essa foi a única chance clara de gol criada pelo Bahia no primeiro tempo. Depois disso, só deu São Paulo. E as principais jogadas dos donos da casa ficaram apenas nas laterais, sem chegar à área dos paulistas. Com bom toque de bola e velocidade, o Tricolor do Morumbi fez o jogo correr. Fosse com Lucas, Dagoberto ou Luis Fabiano, as oportunidades de gols começaram a aparecer com frequência. No entanto, coube então ao volante Wellington, um jogador de marcação, abrir o placar para o São Paulo. E o gol foi em grande estilo. Aos 21 minutos, ele deu um belo chapéu em Diones e bateu cruzado, sem chance para Marcelo Lomba. O gol aumentou ainda mais o ímpeto dos visitantes. Mas o goleiro do Bahia entrou em grande momento e evitou o pior. Defendeu chutes de Luis Fabiano e Dagoberto. O lance do camisa 9, aliás, foi uma pintura, borrada por Lomba. Lucas deixou dois marcadores para trás e colocou o Fabuloso na cara do gol. O chute forte, porém, explodiu nas mãos do goleiro do Bahia. Se o São Paulo teve condições de construir uma vitória parcial maior, ela só não ocorreu pela boa atuação do camisa 1.
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| Wellington comemora gol, mas São Paulo vacila novamente |
Segundo tempo
Disposto a acabar com a superioridade do rival na partida, o Bahia voltou com tudo para o segundo tempo. E mostrou que não estava para brincadeira ao empatar a partida logo no primeiro minuto. Souza deu belo corte em João Filipe, o mesmo que tinha deixado no chão antes, e bateu cruzado, sem chance para Denis. Só que o São Paulo não se abateu com o gol sofrido. Deu a resposta com um golaço de Lucas no minuto seguinte. O meia, um dos mais acionados no jogo, recebeu de Dagoberto, ajeitou e bateu forte de fora da área, acertando o ângulo direito de Marcelo Lomba. Cada vez mais soltos na partida, os visitantes colocaram o Bahia na roda. Aos 14, com oportunismo, o time do Morumbi ampliou a vantagem. Após cobrança de falta, a zaga baiana vacilou e a bola sobrou para Cícero bater rasteiro. O chute ainda desviou na trave antes de entrar. O Bahia, que parecia morto, reagiu. Com o rebaixamento batendo às portas, a equipe de Joel Santana reuniu forças e foi à luta. Começou a arriscar chutes de longa distância e acertou a trave direita de Denis em arremate de Júnior aos 21 minutos. Mas foi da pequena área que saiu o segundo gol. Aos 24 minutos, Lulinha completou cruzamento da esquerda. Se antes o São Paulo não tinha sentido o gol sofrido, dessa vez foi diferente. Com o crescimento do Bahia na partida, a equipe de Leão recuou e permitiu o empate aos 29 minutos. Souza cruzou e Fahel completou de cabeça: 3 a 3. A igualdade fez o time paulista entrar em parafuso. E os baianos se aproveitaram disso. Contaram, aliás, com a ajuda de Luiz Eduardo para virar a partida. O zagueiro são-paulino fez gol contra aos 38 minutos e decretou a vitória dos donos da casa. Se o Bahia agora respira na luta contra o rebaixamento, o São Paulo agoniza na tentativa de voltar à briga por uma vaga na Libertadores.

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