10 de junho de 2026

São Paulo 1 x 1 Ajax-HOL (amistoso 1997, IN LOCO, pela primeira vez)




Hoje, há exatos 29 anos atrás, estive pela primeira vez no estádio do Morumbi. Desde então, estive muitas outras vezes. Bem menos do que eu queria, mas o suficiente para um apaixonado por futebol, que a cada vez que passa pelas catracas do estádio tem o sonho realizado e a lembrança daquela noite fria e de neblina.

Na época, perto de completar 12 anos, fui com toda família, inclusive minha mãe, uma presença raríssima e que não se repetiu mais. Foi a primeira vez do meu irmão também, que na época tinha acabado de completar 4 anos.
Lembro da chegada próximo ao estádio, num fusca bege, meu pai apontando para mim o letreiro do estádio. Só quem viveu experiência sabe o que estou falando... Ver o letreiro luminoso do estádio era algo mágico.

O gol que eu não vi, e quase ninguém viu.
Lembro de algumas situações que envolveram o jogo e o antecederam também, como por exemplo uma partida preliminar entre São Paulo x Fluminense feminino, em que a jogadora do time carioca era a modelo Suzana Werner. E também o fato de a arbitragem não ter um assistente oficial, e um funcionário do São Paulo (não tenho ideia da sua função no clube) colocar um colete, pegar uma bandeira e auxiliar na partida.

Na época, se dizia que caso o São Paulo vencesse, o patrocinador do Ajax seria também patrocinador do tricolor. Não sei se eram as "fake news" da época mas correu a notícia. Dentro do campo o São Paulo saiu perdendo e eu uma criança mal conseguia prestar atenção, pois a grandiosidade do estádio me chamava mais atenção. Essa partida teve uma peculiaridade,  que aconteceu somente no segundo tempo. Uma forte neblina começou a baixar no gramado e praticamente não se via nada da partida. Todos na arquibancada ficavam procurando algum lance para pelo menos poder enxergar o que acontecia. Depois de um tempo e sem conseguir enxergar, meu pai decidiu que iríamos embora. Claro que eu não gostei, pois estava de fato frustrado, e menos de 1 minutos depois de levantarmos, quando ainda estávamos nos corredores embaixo da arquibancada, um grito de gol. Me desesperei, procurando onde poderia "rever" o gol. Lembro de correr em direção de volta ao campo e meu pai gritar "agora não adianta mais". Mesmo assim voltamos, e o placar meio escondido mostrava que França havia marcado o tento que empataria e colocaria fim ao jogo na sequência. O famoso "gol que ninguém viu".

No caminho, ainda em êxtase, fiquei impressionado com a quantidade de carros e pessoas nos arredores. Mas fui pesquisar, e era pouco mais de 7 mil pessoas presentes. Mas para uma criança de 11 anos, uma infinidade. Quando chegamos em casa, outra coisa curiosa e que não sai da memória, nessa mesma noite, o então programa "Jô Soares 11 e meia" recebia Carlos Villagram, o Quico, do seriado Chaves. Era a primeira vez do ator em progrmas brasileiros.


Pois bem, de la pra cá, sigo sempre me recordando de momentos vividos no estádio tricolor. Hoje, levo minha família, mas agora noutra configuração, mas com a mesma alegria que aquele garoto há 29 anos atrás sentiu ao olhar seu sonho sendo realizado.




Rafa Malagodi



31 de maio de 2026

Remo 1 x 0 São Paulo (18ª rodada brasileiro 2026)



A lei que não falha.

O São Paulo não venceu a partida de hoje não foi porque Arthur no primeiro tempo, teve a melhor oportunidade do jogo e errou. O tricolor não conseguiu os três pontos, não foi porque Ferreirinha falhou, André Silva foi um peso em campo, porque Calleri está agora há 11 jogos sem marcar, e nem porque Enzo Diáz com a bola dominada, aos 48' do 2T chutou errado e o Remo venceu o tricolor pela primeira vez em sua história. A vitória não veio por conta de uma "lei" que acontece no futebol paulista e que ela é implacável. Os 4 grandes NÃO vencem na mesma rodada do campeonato brasileiro!
Quando vi que no sábado, Sccp e Santos venceram, e nesse domingo foi a vez do Palmeiras, sabendo que o São Paulo jogaria por último, logo falei aqui em casa "o São Paulo não ganha hoje". Pense você, em tantas rodadas do campeonato brasileiro ao longo dos anos, apenas em 6 oportunidades aconteceu tal feito. Esse levantamento é desde 2003, era dos pontos corridos. E quando voltamos mais, pouco aumenta esses números. A última vez que aconteceu tal façanha foi em 2020, e apenas uma rodada teve tal privilégio.

Os verdadeiros culpados 
são os jogadores!

(foto: Fernando Torres/AGIF)
Claro que aqui é apenas uma forma descontraída para essa curiosidade em meio a chateação e raiva que esse time faz a gente passar num fim de domingo. Eu que já estava cansado por conta do sábado agitado, parecia mais disposto do que os jogadores que estavam em campo nessa última partida antes da pausa para a copa do mundo. Jogo mesmo só daqui quase 2 meses. Bem que poderia ter tido um esforço maior por parte daqueles que estiveram em campo... Sem jogos do São Paulo, ainda bem que teremos a copa para distrair e esquecer o tricolor, pois as vezes é saudável pra mente. Porque torcer para esse time ultimamente é só na base do fanatismos mesmo.

Pode ser que eu faça algum tipo de postagem sobre a copa ou algum jogo, mas caso isso não aconteça, as resenhas do blog volta só depois que a França ou Espanha for campeã! rs



FORA RUI COSTA, RAFINHA e HARRY MASSIS




Destaque positivo
Os rolês de sábado. Certamente a melhor coisa do final de semana.

Destaque negativo
SÃO PAULO. Consegue fazer o torcedor ir deitar irritado as 23h de um domingo, enquanto eles tirarão férias...

Rafa Malagodi



26 de maio de 2026

São Paulo 2 x 0 Boston River - URU (6ª rodada Sulamericana 2026, IN LOCO)


Um jogo comum, que valia o primeiro lugar do grupo, mas que valeu mesmo pela tentativa de torná-lo diferente.

Dessa vez consegui estar presente na partida mesmo com esse péssimo horário (19h). Só deu certo porque usei minha última folga do trabalho (literalmente última) e já que tudo vai ser diferente na vida desse blogueiro em algumas semanas, aproveitei o dia e o horário do jogo, e decidi que iria ao Morumbi. E por isso quis fazer desse jogo "comum" uma experiência "incomum".
Essa seria a última oportunidade de ver um jogo in loco antes da enorme lacuna que vai durar quase 2 meses por conta da copa do mundo, por tanto, decidi que não viria só, e "resgatei" minha filha na escola e partimos para o estádio. Ela veio inclusive de uniforme escolar. Não entendeu nada do motivo de precisar sair mais cedo que o normal da sala de aula. Foi total surpresa a ela, pois não disse onde iríamos, ela descobriu quando estacionei. Como ela conhece o caminho, e comentou que parecia que estávamos indo pro jogo, inventei um história qualquer. Ela adorou! Estava cochilando e acordou animada e falante....isso da um quentinho no coração que não sei explicar.

Setor esquisito, com gente diferente
mas com SP em campo, tá bom.

(foto: arquivo pessoal)
E já que hoje seria diferente, resolvi pegar um setor bem incomum de assistir, e levei ela pela primeira vez nas cadeiras inferiores, para ela ter a experiência de acompanhar a partida por ali, mesmo sabendo que ela gosta é da arquibancada, e estar embaixo da bandeira. Para fazer uma pequena referência e "relembrar", fui usando uma camisa que é da época em que fiquei nesse setor pela última vez...2001. Lá se foram os anos, lá estão correndo os dias, tanto que nos demos conta na volta, que há exatos 7 dias estávamos nos dois no mesmo Morumbi. E pensar que se eu tivesse ido contra o Botafogo, eu teria completado quatro jogos seguidos in loco, um recorde pessoal rs.

A visão do campo não é das melhores, só é mais perto, mas foi a forma que encontrei para ser um dia diferente. E foi! Foi de lá que vimos Arthur abrir o placar aos 5' e aos 18' cruzar e ver o pé do adversário empurrar a bola para a rede, 2 a 0. E seria o melhor que teríamos da partida, e que teve momentos de vaias e impaciência do torcedor quando viu Calleri perder gol novamente, Ferreirinha com seu chute fraco e André Silva....a esse é melhor não lembrar.
Minha pé quente
Mariana que agora chegou a 23 jogos (18 vitórias) curtiu a experiência de um setor diferente. Sem tanta empolgação é verdade e com um público muuuuuito diferente da arquibancada que está acostumada. Mas tudo bem observado pela Mari que estava ouvindo no rádio e ainda recorria a uma TV gigante atrás das cadeiras para ver o replay. Tanto que foi ela quem me deu a informação que o time chegou ao gol 11 mil em sua história, pois ouviu no rádio. Mas como sempre, o que vale mesmo é saber que estamos presente vendo o São Paulo.

Agora é esperar o próximo semestre para saber como serão as idas ao Morumbi, até porque as coisas mudarão bastante por esse lado aqui. E como é o tempo quem sabe de tudo, vamos deixar ele agir, pois sem dúvida, ele irá colocar as coisas no lugar, e quando menos esperamos, voltaremos.



FORA RUI COSTA, RAFINHA e HARRY MASSIS



Destaque positivo
SURPRESA. Ver a Mari feliz ao saber que fiz a surpresa para ir ao estádio, não tem preço; ARTHUR. Foi de longe o melhor do time.

Destaque negativo
MENSALIDADE. Ficarei dois meses pagando o sócio sem ter jogo. Dureza; CALLERI. O que está acontecendo com o argentino? Melhor não dizer...



Rafa Malagodi


23 de maio de 2026

São Paulo 1 x 1 Botafogo (17ª rodada brasileiro 2026)



O tricolor enfrentou o Botafogo nessa tarde fria e chuvosa de sábado (23) em pleno Morumbi, mas infelizmente não consegui acompanhar a partida nem presencialmente e nem em frente da telinha, pois estava "botando fogo" na churrasqueira de casa para enfrentar o mesmo frio, mas na companhia de amigos. Apesar da "TV" ligada durante os 90 minutos, não deu para prestar atenção na partida, contudo algumas coisas chamaram bastante atenção e vou destacar na sequência, pois só consegui perceber depois, quando parei para assistir aos melhores momentos já pela manhã de domingo.
Incrivelmente o gramado do Morumbi parecia um pasto de lama. Muitas poças d'água e a pequena área em verdadeiro lamaçal. Isso é bastante incomum quando pensamos no estádio que é tido como um dos melhores gramados do futebol brasileiro. Outro destaque fica para o 11° gol do Luciano na temporada, e que chega agora a 113 com a camisa tricolor. Uma boa marca.
 
A sequência é ruim,
mas cclassificaçãoé boa.

(foto: Fabrício Bomjardim/estadão)

Negativamente, destaco também o empate sofrido aos 45' do segundo tempo. Porém, ao rever os lances do jogo, o time carioca estava mais perto do empate, do que o São Paulo de ampliar o placar, até porque, entrou no 2T Gonzalo Tapia no ataque... era evidente que as oportunidades seriam desperdiçadas. Assim como o titular Calleri que vive um momento bem abaixo do esperado.

No fim das contas, a vitória não veio, o tricolor está há dois jogos da parada pra copa, chegou a 7 partidas sem vitória, mas o que foi de bom no sábado foi reunir amigos para confraternizar em meio a cerveja, carne e futebol. Amigos que não se encontram tanto, mas que quando se reúnem é muita resenha, risada, cerveja e muitas histórias do passado.
Certamente, não fosse esse encontro eu estaria no morumbi "igualando meu recorde" de assistir in loco 3 jogos consecutivos em 7 dias, mas valeu a não ida ao jogo para ficar em boa companhia. Sem contar que minha filha ainda não sabe, mas o próximo jogo estaremos presente no estádio, numa espécie de surpresa que farei a ela. Mas isso é papo para a próxima postagem. E tomara que com quebra dessa sequência incomoda sem vencer.


FORA RUI COSTA, RAFINHA e HARRY MASSIS 


Rafa Malagodi


20 de maio de 2026

São Paulo 1 x 1 Millonarios - COL (5ª rodada sulamericana 2026, IN LOCO)


Dessa vez mais perto, no lugar de sempre, com uma emoção diferente, mas sempre emocionado. Mesmo o tricolor não ajudando novamente.

Dessa vez eu não precisei percorrer mais de 400 km pra ver o São Paulo jogar, e sentir toda aquela emoção que aconteceu lá no Rio de Janeiro, bastou andar cerca de 16 km para chegar ao Morumbi. Até porque a emoção dessa noite era de mais uma vez compartilhar a partida ao lado da minha filha. Pela 5ª vez apenas nós dois, mas esse era o 22° jogo dela, e que ainda mantém um bom retrospecto de apenas 2 derrotas e 3 empates. O restante, só vitória, mas dessa vez ela não aconteceu. E olha que o goleiro colombiano com menos de 10 minutos nos presenteou com um frango bizarro, que fez os mais de 15 torcedores comemorarem o gol "sem esperar".
Se fosse o treinador anterior
a vaia estaria até agora acontecendo

(foto: arquivo pessoal)
Era a estreia do treinador Dorival Jr, e também a estreia da Mariana nesse horário de 21h30. Logo que perguntei se ela queria ir na partida, prontamente aceitou, quando soube que nesse horário chegaria em casa somente "no dia seguinte" foi só alegria. Ia dormir depois da meia noite, como ela tanto gosta....crianças....quando crescer vai saber como é bom dormir mais cedo rs

Mas quem dormiu mesmo foi o São Paulo, que voltou apagado pro segundo tempo, e não fosse o goleiro Rafael, ainda na primeira etapa já teria sido vazado. Bastava manter o resultado para se classificar, mas Dorival já chegou aprontando e o São Paulo sofreu o empate. E poucos minutos depois só não sofreu a virada porque o time colombiano perdeu um pênalti isolando a bola pra fora. O detalhe desse erro fica por conta da Mariana, que fez questão de mostrar que estava cruzando os dedos das duas mãos, os braços, e as pernas, para "zicar" o adversário. E não é que deu certo?! Ela ficou feliz por ter sido a "responsável" pelo erro e pelo placar final, que fez ela não perder novamente.
Minha pequena tricolor
Ela acompanhou toda a partida sentada, ouvindo a narração pelo rádio, e diversos lances me reportava o que havia escutado, como seu eu ainda não tivesse visto... Por um momento parei olhando a cena, e me dei conta que ela passou a pegar gosto por ir aos jogos. Claro, ainda se trata de ser um passeio, de comer a pipoca no estádio, o lanche fora, e de estar ali, diante de tantas outras pessoas São-paulinas, não pelo entendimento do jogo. E que assim seja ainda por um bom tempo, até porque, essa fase de não entender, da inocência é que nos torna torcedor, pois depois que passamos a entender mais, parece que a magia e o encanto vai indo embora aos poucos.
Então minha torcida é que ela siga querendo ir nos jogos comigo, para daqui uns anos, quando eu vê-la indo sozinha, eu possa olhar para trás e ficar orgulhoso da minha pequena pé quente.




FORA RUI COSTA, RAFINHA e HARRY MASSIS




Destaque positivo
MAIS UMA PARTIDA DA MARI. Ver sua disposição para ir aos jogos tem me deixado bem feliz.

Destaque negativo
DÓRIA. É horroroso, e tem falhado com frequência. Hoje, mais duas vezes. A quase derrota era na sua conta novamente.


Rafa Malagodi


16 de maio de 2026

Fluminense 2 x 1 São Paulo (16ª rodada brasileiro 2026, in loco no Maraca)


Eu tenho alguns sonhos que eu gostaria de realizá-los e hoje, no dia 16/05/26 um deles foi concretizado! Estar presente num jogo do São Paulo em pleno Maracanã!

Pra chegar até aqui a caminhada foi longa, e nem estou falando dos 439km que o GPS marcava da minha casa até o estádio no RJ. Estou falando de uma caminhada que envolve confiança, autoconhecimento, coragem, entendimento, libertação, compreensão e muita disposição. Não fosse todos esses elementos, certamente esse sonho estaria adiado, como foi algumas vezes, sem que houvesse sequer a tentativa de "por na mesa".
Estar no templo do futebol já seria o bastante para me deixar emocionado, mas isso vai além, e eu sei o tamanho desse feito, por isso ele não será apagado, não será esquecido.
Ter vindo até aqui é algo inexplicável, e tem uma representatividade muito grande pra mim por vários fatores. E são poucas as pessoas que sabem ou que vão entender isso.
Eu sinceramente nem me importei com o resultado adverso, e com mais uma derrota em solo carioca, fato esse que se repete há 6 anos. O placar foi lamentado, mas que fez parte da experiência.
Hoje era dia de contemplar o estádio, tomar uma cerveja gelada (com álcool) enquanto o jogo acontecia. Era dia de celebrar o fato de estar presente, reparando em cada detalhe que o estádio proporciona, lembrando de cada km percorrido (foram cerca de 7h de ônibus) e aproveitar tudo que essa noite teria a oferecer. Foi mágico. Me emocionei!
Mandei áudio relatando o que sentia por estar ali, presente. Entrar no estádio foi uma coisa sublime. Só trouxe a vontade de repetir todo ano tal experiência. E por que não fazer isso em 2027...28...29...
Fiz toda uma logística pensando em aproveitar o fds carioca ao máximo que poderia. Tanto que no domingo realizarei outro sonho, que é conhecer a quadra da escola de samba Salgueiro. Mas isso é outro capítulo.

Experiência indescritível
(foto: arquivo pessoal)
O templo do futebol é mágico. O Morumbi é nossa casa, onde nos sentimos a vontade, mas pisar nesse estádio foi algo inexplicável. Como dito no início, poucos vão entender o que isso significa, tal experiência, tal sensação. Posso garantir, esse blogueiro está pouco preocupado com a derrota nessa noite, e com direito a erros grotescos desse time limitado e que agora vai voltar a ser treinado por Dorival Junior 🤢
Evidentemente que uma vitória nessa experiência única seria uma coisa mágica, contudo, não me preocupo com nada que aconteceu em campo, porque hoje, o garoto que começou a gostar de futebol aos 5/6 anos, conseguiu realizar o sonho de ver seu time no estádio mais famoso do mundo. E só eu sei (e algumas pessoas) o quão isso reprenta.
Peguei um quarto num hostel para poder aproveitar ainda mais essa emoção. Após o apito final ficamos por certa de 40 minutos esperando a liberação para ir embora, mas posso garantir que ficaria por mais 40 contemplando cada detalhe do estádio e do momento.

Quando cheguei, mesmo estando entre muitos tricolores (mas cariocas) eu me senti muito bem, sem medo, disposto, e quando fui embora caminhando, procurando um lugar para comer, novamente entre tantos "Fluminenses" estava pleno, convicto que tinha feito uma das melhores escolhas da minha vida, de enfim conhecer o estádio Maracanã.



FORA RUI COSTA, RAFINHA e HARRY MASSIS



Destaque positivo
CONHECER O TEMPLO DO FUTEBOL. Mesmo estando muito modernizado, presenciar de perto o tricolor foi algo inexplicável.


Destaque negativo
TIME DO SÃO PAULO. É lamentável ver esse catado em campo e que nada pode fazer para mudar o cenário; DÓRIA. É horroroso (mesmo fazendo o gol)


Rafa Malagodi


13 de maio de 2026

Juventude 3 x 1 São Paulo (eliminação 3ª fase copa do Brasil 2026)


Muitos atribuirão a derrota vexatória com direito a eliminação vergonhosa (como acontece TODO ANO, sem exceção) a péssima partida de hoje. Errado! Essa eliminação começou há 22 dias atrás, quando no Morumbi, naquele feriado de 21 de abril o São Paulo cansou de perder gol, sobre tudo com Calleri. Inclusive o próprio argentino perdeu um pênalti nessa partida. Não está lembrado? Acessa esse link aqui e vai relembrar rapidinho (1º jogo). Na ocasião eu alertei que o time cansou de perder gols, que a partida foi ruim, e o menos culpado foi o mais vaiado do jogo, o treinador.

Fora. Vazem do São Paulo!!!
(foto: Luiz Erbes/AGIF)
Hoje, não bastava os jogadores em campo andarem, Ferreirinha ficou em campo por 33 segundos. Isso mesmo. Entrou na vaga do lesionado Luciano e agrediu um adversário 33 segundos depois que entrou, Isso ainda no primeiro tempo. Dai para o fim da partida foi só nervoso.
Mas como já foi dito algumas vezes e, é o modus operandi do futebol brasileiro, novamente a culpa caiu sob o treinador, que não teve culpa pelos erros que aconteceram desde os primeiros 90 minutos, mas como a corda rompe no lado mais fraco, enquanto eu escrevia essa resenha, quase duas horas depois do término da partida, Roger Machado foi demitido. Clima no clube ele nunca teve, e depois que vazaram um áudio do presidente essa semana, dizendo que não o demitiria porque o clube não tem dinheiro para pagar a multa, ai é que a bagunça estava feita mesmo.

Como o horário da partida não me favorecia, recorri novamente ao delay e só assisti ao jogo após toda a bagunça já ter existido. Quando o o Juventude marcou o primeiro gol de cabeça eu reagi normal, no segundo gol de cabeça, eu xinguei. Quando o São Paulo diminuiu a partida, eu vibrei, e quando o tricolor levou o terceiro gol de cabeça no jogo, eu reclamei, fiquei puto, "incrédulo", apesar de ter comentado que sentia que o time teria levado o terceiro mesmo e que essa partida não seria decidida nos pênaltis. Meu ORI, parecia mais bem trabalhado do que do time tricolor, que sofreu como "ORI" alheio com tantos gols sofridos pelo alto.

É loucura pensar que todas essas minhas emoções aconteciam naturalmente, enquanto todos os envolvidos já deviam estar de banho tomado e voltando para o hotel... Isso é um pouco do meu fanatismo, mas que faz parte do torcedor apaixonado que sou, e que me motiva a partida seguinte fazer novo esforço (e no próximo post isso ficará evidente, rs) para sentar para ver o tricolor em campo novamente, ainda que eu saiba que a chance de se irritar é grande novamente.
As vezes eu paro para pensar o que faz a gente gostar tanto, ser tão fanático e não largar o time mesmo nesses momentos de tanta bagunça. O clube que foi exemplo por longos anos parou no tempo, sofre um vexame por ano, não paga mais salários em dia, contrata jogadores questionáveis, não disputa mais títulos, vive de alguns jogos emocionantes, e ainda sim faz o torcedor se virar como pode para seguir acompanhando.

Desde que comecei a escrever aqui no blog, no fim de 2010, todo ano eu reporto um vexame que fez o time ser eliminado, e o de 2026 está pago infelizmente. Mas o pior não é isso, o pior é pensar que isso não tem data para acabar, e o próximo técnico que for contratado, deve novamente sofrer pelos mesmos problemas, e nós torcedores sofreremos pelas mesmas aflições, mas no fim das contas, parece que tudo volta a fazer sentido quando se comemora um título. Pena que isso está longe de acontecer. 



FORA RUI COSTA, RAFINHA e HARRY MASSIS



Destaque positivo
INEXISTENTE.

Destaque negativo
O ATUAL CLUBE DO SÃO PAULO, que virou de ponta cabeça nos últimos anos, e faz o torcedor ficar dando piruetas de irritação.


Ps. Apostaria que, Rogério Ceni será contratado pelo São Paulo, pois está mal no Bahia, e pelo clube estar sem grana, vai acabar vindo " de graça" e depois pendura a dívida da sua demissão que acontecerá depois de um tempo.



Rafa Malagodi