24 de janeiro de 2026

Palmeiras 3 x 1 São Paulo (5ª rodada paulistinha 2026)


Perder o clássico dessa tarde era até "compreensível", mas o que está difícil de entender é onde isso tudo pode dar.

O jogo era um "choque-rei", mas em choque fiquei eu, quando tive a notícia que não poderia ir ao lugar que estaria na mesma hora do clássico. Inclusive, o jogo certamente eu não iria acompanhar por tal motivo. Mas seria por uma causa muito boa, mas....
Uma vez que não teria mais o compromisso, eu teria a oportunidade de acompanhar ao jogo, então resolvi ir para um lugar novo, e fui até a casa da Dragões da Real, torcida uniformizada, que fica literalmente na frente do estádio morumbi, e acompanhei a partida tomando minha cerveja e assistindo pelo telão, e depois da partida, iria em busca de outro lugar para passar o restante da noite, e assim foi feito (por isso mesmo estou postando com atraso a resenha), e valeu a pena.
Assistir na casa da torcida foi diferente, pois era um clima de bar, o que em partes era, mas com um ambiente meio de arquibancada. Não pelos cantos e batuques, mas talvez por estar assistindo ao lado de pessoas que costumo estar próximo nas partidas no estádio.
Uma coisa curiosa e de certa forma "ruim" foi que a 200 metros fica a casa da Independente, a principal torcida, e o gol de empate do São Paulo foi ouvido cerca de 10 segundos antes do "nosso" telão (mas isso só aconteceu apenas uma vez pois só fizemos 1 gol). Isso mesmo, eu disse empate, pois quando Bobadilla marcou, o São Paulo já havia levado o primeiro gol, sendo o paraguaio o responsável parcial pelo erro. A outra parte fica por conta do goleiro Rafael, que poderia ter defendido.
O clima na casa da Dragões era muito bom, foi realmente uma boa experiência ter assistido a partida por lá. O time verde ainda marcaria o segundo antes do intervalo, mas não desanimou ninguém ali presente, pois acredito que todos perceberam que o tricolor fazia boa partida. Pecava nos erros individuais, na saída de jogo e nas oportunidades perdidas no ataque. Isso sim deixava todos aflitos.

O lugar é bom, ruim mesmo 
só o time em campo.

(Foto: arquivo pessoal)
No segundo tempo o terceiro gol do time verde fez com que muitos no ambiente deixasse o futebol de lado e ficassem apenas resenhando, e comecei a observar que, muitos ali, pouco acompanham aos jogos, assim como acontece na arquibancada. Afinal, a torcida organizada está sempre presente para fazer a sua festa apoiando o time, não necessariamente assistindo a partida de fato.
Gostei da experiência, valeu a pena, o que não está valendo é esse time perder pontos como está perdendo, e agora volta a ficar na porta da zona de rebaixamento. O clássico contra o Santos na próxima semana, tendo um jogo contra o Flamengo antes, na estreia do brasileiro, passa a valer um campeonato para o tricolor.

Se quiser se afastar de fato da zona, o San-São PRECISA ser vencido. Já a estreia o brasileiro, pode deixar de lado, até porque, de todos os "choques", não permanecer na primeira divisão seria o pior de todos.






CASARES CAIU, falta sua patota que segue no clube





Destaque positivo
CASA DA DRAGÕES. Um espaço bem elaborado para assistir partidas em que o time joga fora de casa.

Destaque negativo
BOBADILLA. Ter feito o gol não apaga o fraco futebol que ele desempenhou, RAFAEL. Falhou no primeiro gol; MAIK. Partida muito fraca do jovem lateral.




Rafa Malagodi










21 de janeiro de 2026

São Paulo 2 x 3 Portuguesa (4ª rodada paulistinha 2026)


O São Paulo nesse campeonato só tem uma missão: vencer suas partidas em casa. E hoje, advinha, falhou miseravelmente.

Tenho certeza que nem o mais pessimista torcedor do tricolor imaginava o que aconteceria hoje nessa noite fria e com péssimo horário da partida (19h30). Qualquer um imaginaria que mesmo mal, o tricolor teria plenas condições de vencer. Crespo montou um time bom até, e com uma linha de 4 jogadores na defesa novamente, mas ele não contava com a ineficiência do seu meio de campo. Lucas irreconhecível mais uma vez fez peso na equipe. 
E olha que não fosse o goleiro Rafael, o time tricolor teria saído com o placar aberto ainda no primeiro tempo. Eu não sei dizer, mas parecia até que o time estava sendo indolente, como se a qualquer momento pudesse vencer o time lusitano. A dificuldade passava também pela ausência de Marcos Antônio e Danielzinho na equipe. O primeiro até entrou no intervalo da partida para dar mais qualidade ao meio de campo.

Perdeu em casa, e agora vai 
precisar arrancar pontos fora, ou...

(foto: Mauro Horita)
Se o primeiro tempo tudo ficou no zero, o segundo foi agitado e os erros e acertos passaram a ficar mais evidentes. Primeiro  Erro de Rafael Toloi que permitiu a portuguesa abrir o placar. Depois foi a vez de Calleri dentro da pequena área perder um gol feito, daqueles que ele cansou de perder no clube e que faz eu acreditar sempre que, ele é jogador de time ajeitado, e não jogador para ser as "primeiras escolhas" de um elenco. 
Mas como o futebol te dá várias oportunidades, foi o camisa 9 quem empatou o jogo depois de um passe magistral do jovem Pedrinho, que acabara de entrar. Contudo, foi a vez de Nicolas errar e fazer um pênalti. 2 a 1 Portuguesa e com o jogo indo para o fim. Se as vaias que soaram no Morumbi ainda na primeira etapa já estavam altas, nesse momento elas passaram a ficar ainda mais claras. E não demorou muito e Ferreirinha errou passe bobo e a Portuguesa ampliou para 3. 
Aquela altura, chegando já nos acréscimos, nem mesmo o segundo gol de Calleri foi o suficiente para motivar alguma coisa. A vaia tomou conta do estádio, e o torcedor sabe que agora a preocupação vai aumentar.
Na próxima rodada o time tem um choque rei pela frente fora de casa, depois, inicia o brasileiro contra o Flamengo, e tem na sequência um sansão pela frente. Por isso mesmo que era mais do importante fazer o seu dever de casa e cumprir sua missão de vencer as partidas em casa, pois só assim o time ficaria tranquilo no campeonato.

Com 4 pontos na tabela e com o campeonato literalmente na metade, só quem não entende a gravidade do problema para ficar tranquilo com esse time. Eu mesmo, vou ter que prestar mais atenção nas contas que a calculadora vai fazer, do que com o futebol que esse time vai entregar. Pois se falha em casa, o que dirá longe dela.


CASARES CAIU (renunciou hoje inclusive), falta sua patota que segue no clube



Destaque positivo
CALLERI. Teria seu no me certamente nos negativos, nem pelo gol perdido, mas pela displicência que vem demonstrando, mas marcou duas vezes depois; PEDRINHO. Entrou bem e deu excelente passe no primeiro gol.

Destaque negativo
CÉDRIC. Horroroso; LUCAS. Outra partida terrível, irreconhecível. Se não está bem, é melhor se preservar do que passar essa vergonha toda.


Rafa Malagodi 


18 de janeiro de 2026

Mandante 1 x 1 São Paulo (3ª rodada paulistinha 2026)


A vitória ficou no quase, e o resultado ficou amargo. Ainda assim, Parece que o time encontrou uma maneira melhor de jogar do que aquele esquema bagunçado que o treinador estava fazendo.

Para quem estava esperando uma derrota por um placar elástico, ter empatado a partida depois de estar ganhando desde os 37' do 1T, podemos dizer que foi até bom o resultado. Mas sofrer o gol aos 45' do 2T foi um balde de água gelada no tricolor. Muito desse resultado também se deu porque o time de Hernán Crespo, que foi inclusive bem escalado novamente, jogou dois tempos muito distintos. o primeiro tempo, vencido pelo tricolor, com gol de Tápia, foi bem jogado e com o meio de campo sendo bastante efetivo. Marcos Antônio e Danielzinho  formaram boa dupla. 
Mesmo assim, a partida não era tão bem jogada. Defensivamente o tricolor não sofreu tanto, mas teve um ou outro momento em que contou mais com a sorte do que com o juízo, e muito por conta de Arboleda, que em mais um clássico deixou a desejar.
Se esperava muito que pelo fato de jogar em casa, o time mandante venceria a partida com certa tranquilidade, mas como o jogo é jogado (e o lambari é pescado, já diria o ditado), quando os times em campo se enfrentaram se viu poucos lances de perigo, mas muita disputa de bola e isso era primordial para o São Paulo não sair com um resultado tão ruim. 

Tápia cabeceia para abrir o placar
Pena que o placar não sustentou no fim

(foto: Rubens Chiri)
Já na segunda etapa o time passou a ficar menos tempo com a bola e isso foi o bastante para que as oportunidades de atacar minguassem. Tanto que Tápia isolado mais disputava a bola do que de fato consegui finalizar. Mas muito se deu também pois o time tricolor visivelmente cansou aos poucos seus jogadores, mas com um banco de reservas que pouco muda uma partida, o jeito foi trocar nomes para dar fôlego ao time. As mudanças não alteraram o esquema de 4-3-3 inicial, mas com a entrada do Calleri mais para o fim da partida, o tricolor já não conseguia ficar com a bola em seu campo de ataque, então, fez o time da casa constantemente rondar o campo defensivo tricolor, e para desespero dos torcedores São-paulinos, um bote errado de Alan Franco, e a bola sobra dentro da área para empate do jogo. 
Eu confesso que não esbocei nenhuma reação (eu que tanto xinguei e vibrei no 1T), era como se eu tivesse ficado "conformado" com o gol, mas analisando agora, depois da partida ter finalizado, bate uma irritação grande pela falta de atenção do time. Tal vitória colocaria o tricolor em um bom cenário dentro dessa participação que o time vai ter no campeonato. Restando agora 5 partidas para terminar a primeira fase, os três pontos que escaparam pelos dedos vai fazer o time vencer os próximos três jogos que fará em casa.
No fim das contas, o majestoso que foi jogado em horário nobre de domingo, mas visível apenas para quem tem acesso a TVs por assinatura (ou streaming) terminou com o placar que eu sem querer acertei quando na sexta feira, saía do trabalho. 
Mas o que eu quero acertar mesmo, é que esse time não sofra ainda mais nesse campeonato.

Ah, e não pode deixar passar batido, Júlio Casares foi impichado na última sexta feira! Que seja só o começo para tirar esses vermes do comando do clube.



CASARES CAIU, falta a sua patota que segue no clube



Destaque positivo
TÁPIA. Foi brigador, e mais uma vez marcou um gol na casa deles; DANIELZINHO. Outra boa partida e com direito a assistência.

Destaque negativo
WENDELL. Partida muito ruim mais uma vez. Levou um cartão amarelo com um minuto de jogo. Difícil isso.


Rafa Malagodi


15 de janeiro de 2026

São Paulo 1 x 0 São Bernardo (2ª rodada paulistinha 2026, IN LOCO)


Foi com frio, com chuva, com futebol ruim, com vaias ao presidente, mas foi com 3 pontos pra tabela, o mais importante pra hoje.

O campo encharcado poderia ser muito bem confundido com as lágrimas de todos torcedores tricolor que "chora" ao ver cada notícia assustadora que aparece todos os dias no noticiário. Mas trata-se mesmo da chuva que fez o jogo ficar terrível de assistir e fez a gente passar frio na arquibancada. Éramos quase 17 mil torcedores acompanhando uma partida que era ruim de assistir. A bola não corria, os jogadores menos ainda. E olha que a formação utilizada pelo Crespo hoje foi até aceitável. Um 4-3-3 sem invenções. Mas isso não foi o suficiente para tirar o 0 do placar na primeira etapa.
Ver a chuva que deu na capital, mais o péssimo horário da partida (21h45) em pleno dia de semana, e ficar acompanhando os 90 minutos molhados, fez por um instante eu pensar "estar aqui, só pode ser alguma penitência". Todos os elementos de hoje faria qualquer um sequer aparecer para ver o jogo, mas o que moveu quem lá esteve, não foi nenhum "castigo", e sim acreditar que é preciso apoiar esse time, pois ele está a deriva, e mais uma vez será a torcida quem vai conduzir ele para não piorar ainda mais.

Debaixo de chuva, pra lavar a alma
(Foto: arquivo pessoal)
No segundo tempo o futebol teve ligeira melhora, mas o frio e a chuva seguiam firme. E a sensação de "esquentar" só chegou quando entraram Luciano e Calleri na partida. O segundo não jogava desde abril de 2025, e fez sua reestreia hoje, nessa primeira partida do tricolor no Morumbi. Ambos melhoraram o time. O lateral da base Nicolas também foi outro que entrou bem. Mas mesmo assim o tricolor sofria para tentar fazer ao menos um golzinho para tentar aliviar a tensão do torcedor, que sabe que esse paulistinha é de manutenção, e não classificação. E como foi dito na resenha anterior, o presidente do clube amanhã vai ter a notícia se permanece no cargo ou não, pois a votação para seu impeachment será amanhã. E por falar nesse sujeito, ele foi bastante xingado pela torcida quando os dois tempos tiveram pausa para hidratação.
Voltando a partida, o São Paulo conseguiu seu gol na base da persistência. Depois de Arboleda cabecear no travessão, Luciano conseguiu colocar a bola no canto superior e correr para o abraço. Mas engana-se quem acha que foi só festejar. Até mesmo o gol teve ar de crueldade. Depois da explosão da torcida e da euforia, o lance precisou ser checado no VAR, e fez o estádio inteiro colocar as mãos para o alto "rezando" para que o gol fosse validado. Pra nossa sorte, valeu, e os três pontos conquistados foi importante demais, tendo em vista que o time na próxima rodada enfrenta um majestoso fora de casa.

Apesar da partida ter sido ruim, o que importava era vencer, pois para sair do incômodo que se encontra, é necessário fazer valer o seu mando de campo e não deixar pontos pelo caminho, e assim foi feito. Agora para a próxima rodada, é mudar o esquema de jogo, fechar o time e tentar sair de Itaquera com o resultado menos catastrófico possível.
Mas catástrofe mesmo vai ser, se Júlio Casares seguir a frente desse clube gigante, que perdeu a credibilidade.




FORA CASARES some do clube e leva sua patota junto



Destaque positivo
LUCIANO. Marcou o gol do alívio, e da vitória sofrida; DANIELZINHO. Fez sua estreia no Morumbi e foi muito bem.

Destaque negativo
LUCAS. Não sei se ainda não está 100% recuperado, mas jogou muito abaixo. O campo atrapalhou, mas ele não foi bem.


Rafa Malagodi


11 de janeiro de 2026

Mirassol 3 x 0 São Paulo (1ª rodada paulistinha 2026)



A sensação é que o ano de 2025 não terminou para o São Paulo, e com alguns agravantes, o time está ainda pior e tem que se preocupar a cada partida.

Quando saiu a escalação com três zagueiros e três volantes, a ira de qualquer torcedor deve ter sido ativada imediatamente. E com um problema maior, as escolhas dos jogadores que o treinador Hernán Crespo fez foram terríveis. Beirou o inacreditável ele voltar do intervalo por exemplo com a presença de Cédric no time. Beira o inaceitável. O time perdeu por 3 a 0 e o placar refletiu exatamente o que foi a partida o que foi esse time do São Paulo. Erros repetidos, jogadores parecendo não estar satisfeito com o clube, e um time ainda mal treinado.
Dos três gols sofridos, por mais méritos que o Mirassol tenha tido, houveram falhas individuais em todos eles. Alisson, Ferraresi, Alan Franco e Rafael foram os que causaram os erros diretos para que os tentos pudessem acontecer. Definitivamente 2026 promete emoções fortes.

Cadê a bola? E o futebol?
(foto: Rubens Chiri)

Curiosamente o começo do ano também não foi como esse blogueiro esperava. E isso assusta, pois os próximos passos estão meio confusos, ainda sem perspectivas, e assim como esse time, somente o tempo vai mostrar a resposta e resolução para o futuro. Nesse caso, é trabalhar a mente para não atrapalhar ainda mais o que já está interferindo, pois no ano passado, assim como aconteceu com o clube, foram momentos bem difíceis. O grande problema no caso do São Paulo é que eu não posso fazer nada, a não ser tentar apoiar o time como dá, e torcer para quem está no comando, fazer a coisa certa. Mas pelo visto, não está acontecendo nada disso. 
E por falar em problemas e comando, as notícias do clube saíram das páginas esportivas e agora figuram nos noticiários policiais. Incrivelmente, o presidente do clube está sendo investigado por possível desvio de dinheiro, e no próximo dia 16, será votado um possível impeachment de Júlio Casares. Realmente, o ano não será nada fácil novamente. Espero que pelo menos pra mim, as coisas se resolvam.

Voltando ao futebol, o paulistinha desse ano é uma verdadeira armadilha para os clubes grandes. Além de começar em meio ao campeonato brasileiro, seu sistema de disputa, faz com que cada jogo tenha uma importância gigante, e perder como foi hoje na estreia, já começa colocando o time em situações complicadas. Restam 7 jogos sendo três clássicos. Ou seja, ou você encara pelo menos para garantir permanência no próximo ano, ou você está fadado a lutar para não cair. 

Parece assustador né? E é! Pois esse time não demonstra que vai chegar longe, e com esse clube, que agora normalizou até mesmo atraso de salários, cada partida vai ser aflição atras de angústia.



FORA CASARES, some do clube e leva sua patota junto



Destaque positivo
NINGUÉM. Impossível encontrar algo positivo.

Destaque negativo
Aqui caberia qualquer nome, de todos que entraram em campo (incluindo o técnico), mas vou ficar com CÉDRIC. Inacreditável sua limitação.


Rafa Malagodi




22 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025



"2025 não será fácil..."
Foi com essa frase que terminei a retrospectiva 2024. Mas quando eu tive tal percepção jamais imaginaria que além de não ser fácil, seria tão complexo esse ano.

Na retrospectiva desse ano vou fazer um pouco diferente, e assim como escrevi em tantas resenhas fazendo analogias e trazendo minha vida para dentro do blog, vou tentar fazer o mesmo aqui e tentar "lincar" o momento do tricolor na temporada com o blogueiro aqui. A tarefa não será fácil, mas bora tentar.

Campeonato engana bobo
(foto: Rubens Chiri)
Como todo começo de ano, as projeções são feitas e as expectativas para que elas aconteçam é sempre grande, mas nem sempre elas acontecem, não é mesmo?! E depois de começar a preparação nos Estados Unidos (eu não. Eu estava em Pirituba mesmo rs) o paulistinha teve início com aquela preguiça que lhe é peculiar, mas ainda sim, pelo São Paulo eu seguia indo aos jogos, acompanhando de perto. Mas uma pausa aqui. Esse ano, acredito que deve ter sido o que "menos me preocupei" em acompanhar os jogos, seja no estádio ou na TV. Voltando pro texto, apesar desse começo sem tantas expectativas, de certa forma a equipe conseguia alguns resultados. Zubeldía era o treinador desse início, e o argentino contava com a desconfiança de muita gente. Aquela altura eu ainda acreditava no seu trabalho. Até porque eu sempre vi o elenco e diretoria como fatores piores que os treinadores. Achava realmente que ele ainda teria algo a oferecer, mas o primeiro revés do ano veio 2 meses após o início da temporada, com a eliminação no paulistinha, num jogo em que o São Paulo foi assaltado em pleno Allianz Parque (chamem a polícia!).
Dentro das minhas expectativas fora do futebol, tudo seguia as mil maravilhas. Era Carnaval, família próxima, viagem, praia e início de novas experiências que estariam a caminho. Parecia mesmo que seria um ano maravilhoso que estava sendo escrito. O futebol parte, é claro, pois como mencionei, não esperava coisa boa para o tricolor.

Quando o brasileiro começou, lá estava eu, sozinho no Morumbi, vendo o 1° de 51 pontos sofridos conquistados ao longo de 38 rodadas,  em um empate horroroso contra o pior time do campeonato e, com direito a pênalti perdido por Calleri (pra mim, a decepção do elenco). Lembro de ter escrito (Começando mal) que o campeonato começava estranho, e foi exatamente isso que aconteceu.
Em meio a tantas desconfianças e o início do BR/25 apagado, a libertadores, o campeonato que o clube tanto se vangloriou mas que perdeu prestígio nos últimos anos, teve seu início ali em abril,  e foi justamente nesse mês que minha vida também passou a ter momentos marcantes. Eram fortes intensidades vividas. O técnico Zubeldía a beira do gramado era outro que vivia de forma intensa. Não a toa acumulava cartões amarelo a cada partida. Os meus cartões eram todos "verdes".
Mal presságio? 
(foto: internet)
As partidas do tricolor nem sempre eram boas, mas os resultados estavam acontecendo. Inclusive o time passou a ficar quase 2 meses sem um derrota sequer. Na libertadores por exemplo, os três jogos fora de casa foram com vitórias. Não tinha o mesmo desempenho em casa, ainda assim o time fez a terceira melhor campanha da 1ª fase. E por falar em fase, talvez tenha sido o melhor momento desse blogueiro aqui. As coisas fluíam com tal naturalidade, que a sensação era que tudo seria da forma como imaginei. Nesse período vivi momentos e situações que ficarão guardados na memória para sempre, justamente para lembrar que apesar do ano louco, tiveram momentos bons e marcantes. 

Depois da sequência de invencibilidade, as coisas no tricolor passaram a ficar esquisitas, e o treinador Zubeldía que tinha apoio incondicional da principal organizada, e principalmente de seu presidente, passou a ser também contestado por suas escolhas e pelo futebol mal jogado. Em 12 de junho, dia dos namorados, fui com minha esposa ver a péssima partida, e após derrota em casa para o Vasco (acabou a paixão) o treinador não aguentou a pressão e caiu (não no chão, se demitiu kkk). Curiosamente esse período teve muita pressão na vida de quem vos escreve... Tive momentos de incertezas, desentendimentos, pensamentos intrusivos, angústia. Algumas esperanças em meio a isso tudo. Algumas se concretizando, outras não tiveram o mesmo rumo, mas as coisas caminhavam para seus devidos lugares, como deveria ser.
Vai resolver os problemas?
(foto: UOL)

No futebol, houve um recesso de cerca de 1 mês para disputa do mundial de clubes, e sem o treinador Zubeldía, a diretoria (que é o ponto mais negativo do clube no ano - e há anos) foi atrás de um velho conhecido de 4 anos antes, Hernán Crespo. De cara  a "novidade" surtiu efeito e após começar com derrota, teve uma sequência de 5 vitórias consecutivas. Parecia até que o time teria um novo rumo na temporada, mas uma das coisas que mais assolaram o time estava ficando cada vez mais evidente. O número de lesões entre os atletas aumentava consideravelmente a cada semana. Era comum a lista de jogadores no departamento médico ser pauta dos noticiários. Não bastava os três únicos centroavantes do time estarem lesionados, todos tinham lesão de joelho e não retornariam na temporada. Sem falar na "turma da lesão muscular", que volta e meia ficava semanas fora de combate. Ao fim da temporada foram contabilizadas 70 lesões no elenco, e antes mesmo do fim do ano, e dessa resenha ser postada, um escândalo no clube apareceu, com alguns atletas estarem sendo tratados com um medicamento que combate a obesidade e nem é prescrito no Brasil. O tal do mounjaro, e gerou demissões na comissão. Curiosamente, a minha mudança de aparência física, e que foi muito comentada pelas pessoas do meu convívio, era volta e meia questionada (muitas vezes em tom de brincadeira) se eu não estava utilizando esse mesmo medicamento. O que essa pessoas não sabem, e nem tem que saber, é que isso eu não faria com minha saúde, o emagrecimento se deu por outras razões, que só quem estava ao meu lado sabe...
Medicina futebol clube
(foto montagem: Instagram)
No campo, com tantas lesões aparecendo Hernán Crespo pouco conseguia montar uma equipe competitiva, e se virava como dava para manter um padrão, mas para piorar, nomes como Lucas e Oscar eram constantes na lista do DM. E por falar em Oscar, já na reta final da temporada o meia teve um problema cardíaco, ficou internado e decidiu parar de jogar aos 34 anos. A saúde do time precisava ser tratada, e a minha também. Dentro do turbilhão de coisas que aconteceram e inclusive fizeram eu perder bastante peso, fui atrás de acompanhamento terapêutico. E nem era o São Paulo responsável pela bagunça mental (apesar do clube ter todos os requisitos para deixar qualquer torcedor assim). Questões de ansiedade vinham atrapalhando meu dia a dia. Em alguns casos, nem mesmo assistir aos jogos estavam tendo o mesmo "sabor". Não conseguir lidar com esses anseios, fez eu deixar de desfrutar muitas coisas na qual eu me pego pensando que elas teriam sido diferentes. Com certeza. Esse processo de terapia juntamente com a contribuição das pessoas que amo ao meu lado, dando o respaldo da forma como podiam, foi fundamental para ajudar nesse momento. 
Mas como tudo na vida é um processo, seja comigo ou com o tricolor, as coisas precisavam caminhar para as melhoras acontecerem. Eu seguia (e sigo) no "tratamento", e Crespo tentava fazer o mesmo no time, mas a melhora parecia ser quase irrisória. E muitas vezes nem acontecia (até parece a terapia rsrs). Era um jogo bom, outros dois ou três ruins, era um sobe e desce muito grande, e em meio a isso as eliminações começaram a surgir. Logo depois de voltar da pausa do mundial de clubes, o time foi eliminado na copa do Brasil nos pênaltis, com todos os atletas do time errando suas cobranças. Sabino, Tápia e Jandrei foram os "culpados". Nas semanas seguintes, nas oitavas da libertadores, o time voltou a disputa de pênaltis, mas dessa vez o tricolor se saiu melhor. Eu estava nesse jogo e lembro que parecia que o dia não teria fim... Contei o episódio no link ao lado... (com dificuldade, mas deu certo). 

Casares e a venda precoce 
que ajudou a ruir o time

(foto: Instagram)
A classificação parecia ter dado uma nova injeção de ânimo, mas com um mês de diferença para a próxima fase, o time voltou a esfarelar. Os principais nomes seguiam no DM, e para piorar a diretoria (aquela nefasta) que seguia na contramão do time, viu suas vendas precoces de meses antes fazerem falta. Nomes como Lucas Ferreira, Matheus Alves e Henrique Carmo, que demonstravam bom potencial para a temporada, foram vendidos do dia para noite. Além de ser "fora de hora" geraram um valor muito baixo tendo em vista a evolução que esses atletas ainda teriam. Juntos custaram apenas 120 milhões de reais. Com tanta dívida no clube, oriundas da má administração e dos juros bancários, esses valores pouco efeito fizeram nas contas e de quebra, as vendas ainda tiraram o principal ativo, que seria a contribuição deles dentro de campo.

In loco "sempre"
(fotos: arquivo pessoal)
Como tem acontecido ano após ano, ser eliminado na libertadores  praticamente decreta o fim de ano do clube. Porém isso não poderia acontecer, pois no brasileiro os pontos seguiam sendo conquistados a míngua. Vencer em casa virou sinônimo de raridade. Para "ajudar" começou os rumores de atrasos de salários do elenco e curiosamente, o time passou a jogar mal. Mesmo com essas instabilidades no time, eu seguia indo as partidas e sofrendo com o futebol apresentado. Lembro inclusive que em meio a essas partidas instáveis, realizei um sonho de ir sozinho com minha filha para a arquibancada (sonho realizado), e desfrutar do momento, independente do que acontecesse no campo. Durante todo esse período, nas resenhas que eu postava aqui no blog, eu tentava sempre relacionar a partida com algum episódio vivido na semana ou naquele dia, então, quem acompanhou percebeu quantas coincidências ocorriam entre o blogueiro e o tricolor. 

Dentre tantas resenhas, eu destaco aqui algumas que gostei de escrever ou gostei simplesmente da partida:

Protestos, mas
poucos efeitos

(foto: Internet)
A cada resenha e rodada passada, uma contagem regressiva eu fazia para o time chegar logo na pontuação que livraria do maior mal, o rebaixamento. Pode parecer exagero, pois existia clubes piores no campeonato, contudo, eu cheguei a acreditar que isso pudesse sim acontecer. É tanta coisa errada dentro daquele clube, que parece que uma hora a camisa pesada não vai suportar e velha frase que ainda podemos sustentar que "time grande não cai" uma hora acaba. Aos trancos e barrancos a pontuação foi conquistada e o time seguia rumo ao fim da temporada sob muitas desconfianças até mesmo para o próximo ano. Os bastidores no clube estava cada vez mais complicado. Parte da torcida (no caso as organizadas) que não criticavam a gestão do péssimo Júlio Casares e sua corja, percebeu que estava insustentável tal "apoio" e as criticas e protestos passaram a tomar cada vez mais corpo. Inclusive, o São Paulo foi obrigado a jogar fora do Morumbi devido a shows, e a escolha de atuar em 4 partidas na Vila Belmiro, em Santos, foi a prova da zona interna que o clube vivia (e vive, infelizmente). 
O vexame de levar uma goleada de 6 a 0 para o Fluminense a três rodadas do fim (vergonha), fez o principal diretor Carlos Belmonte pedir demissão. Seria um começo, mais ainda estava (está) longe das coisas melhorarem. Até porque o principal responsável, o presidente, segue firme no cargo. Enquanto escrevo (hoje, 19/dez), um novo escândalo por venda ilegal de ingressos em camarotes corporativos no estádio nos dias dos shows, colocou a tona mais um capítulo de como a banda no clube tem sido tocada há anos. E com um ano tão ruim, o time ainda chegou ao fim do brasileiro na oitava posição, o que foi visto com bons olhos por muita gente. Impressionante a utopia que vivem.

A base!
(foto: arquivo pessoal)
Se o ano de 2025 "eu previ" dificuldades, posso dizer que o próximo tende a ser igual ou pior. O clube está endividado e nas mãos de pessoas incompetentes, sem contar os jogadores limitados que seguirão no clube para nosso desespero. Mas se for para ser um 2026 ruim, que esse seja exclusivamente do São Paulo, não para mim! Eu espero ter novos caminhos e horizontes em minha vista, e que os momentos ruins que apareceram tenha servido de lição para fortalecer ainda mais tudo aquilo que foi construído ao longo de anos. 
Eu vivi momentos e situações inesquecíveis ao longo da "minha temporada", até mesmo uma cachorra foi adotada, após eu dizer há 13 anos atrás que não queria mais cachorro em minha vida. Cabelo descolorido por meses, frequentar lugares que não imaginava, fazer coisas que nunca havia pensado,  entre tantas outras.  Mas também vivi momentos de tensões... Espero ter aprendido com cada situação, e que diante dos próximos acontecimentos eu saiba como conduzir cada "rodada" da vida, para a "temporada" seguinte ser melhor. E no caso do tricolor, que não precise ver o fundo do poço para começar suas mudanças. Eu fui atrás de ajuda profissional. Vi que tinham bons e ruins, me encontrei nos bons. Tomara que o São Paulo também encontre bons profissionais para seguir firme.

Em 2026, vamos São Paulo, e vamos Rafael!!!


Rafa Malagodi



7 de dezembro de 2025

Vitória 1 x 0 São Paulo (38ª rodada brasileiro 2025)


Última partida do campeonato (não a última postagem, pois ainda tenho que preparar a retrospectiva 2025), e o São Paulo foi a Salvador novamente com o que tinha a disposição no elenco, e perdeu outra partida já esperada.

Assim como fiz em outras rodadas, dei pouca importância a partida, mas consegui chegar em casa no momento exato do início do jogo. Estive fora pela manhã, e início de tarde, mas nada do que eu havia "planejado" aconteceu como eu esperava, e no fim das contas, foram algumas horas fora de casa e um corpo e mente cansados. E acredito que o mesmo estava acontecendo com os jogadores do tricolor, que fizeram mais uma partida apática, e que se não tivesse o meu xará no gol, o caldo tinha entornando ainda nos 45 minutos iniciais. E por falar em caldo... Fui até a avenida paulista experimentar a tal raspadinha de cana com cachaça, e só encontrei o gelo mesmo, pois a cachaça não poderia ser mais comercializado na barraca.

Dificuldade hoje e na 
maior parte da temporada 

(foto: Rubens Chiri)
O time baiano precisava vencer para permanecer na primeira divisão, então era normal até mesmo por jogar em casa, que viessem para o ataque. O que não é normal é o tricolor aceitar tanto esse tipo de postura. É justamente por situações como essa que sou totalmente contrário ao time ir para "pré libertadores". Mas com tantas vagas disponíveis, a vaga vai chegar ao time, e não o contrário, pois competência faltou demais para o time nessa temporada.
De tanto apertar o time baiano marcou o único gol da partida e se garantiu na elite para o ano que vem. É essa elite que o tricolor também vai estar, que estou preocupado para o ano que vem, pois esse São Paulo vai sofrer demais (novamente).

Depois de uma manhã que eu não esperava que as coisas não seriam como imaginei, posso garantir que a derrota do São Paulo eu tinha plena convicção que aconteceria. A limitação da equipe e a indolência está tão grande, que eu não tenho conseguido assistir as partidas com o mesmo desejo, e esse, também é meu temor para a próxima temporada.
Agora, é aguardar para saber se o time vai mesmo disputar a pré libertadores (pois depende de Cruzeiro ou Fluminense ser campeão da copa do Brasil) e caso chegue, como o próximo elenco será montado. Porque pro ano que vem, um reformulação precisa ser feita URGENTEMENTE.

O curioso da partida de hoje, é ela ter acontecido exatos 17 anos após o último título do tricolor no campeonato brasileiro. Lá em 2008, quando o time venceu o terceiro seguido, e sexto da história, ninguém imagina que durante esses anos todos, o time seria mero figurante nos campeonatos seguintes, e em alguns deles lutando para não cair. É por essas e por outras, que precisamos mudar.





FORA CASARES e a corja de dirigentes anti São Paulo




Destaque positivo
RAFAEL. De longe, o melhor do time na partida e nos campeonato.

Destaque negativo
FERREIRINHA. Outra partida muito fraca. Digna do seu futebol; LUCIANO. Apagado, não ajudou em nada o time; ARBOLEDA. Seus erros parecem estar cada vez mais aparentes.


Rafa Malagodi