Mais uma vitória importante, mais três pontos pra conta, e mais memórias afetivas sendo criadas.
Como se fosse a primeira vez. Assim como o título de um grande filme que retrata a busca pela memória, ir a partida de hoje tinha basicamente a mesma intenção. E em partes, era a primeira vez que Mariana e eu íamos ao estádio sozinhos.
No ano passado chegamos a ir, porém se tratava de um camarote, um local frio, sem emoção. Nem considero pra falar a verdade. Dessa vez seria diferente, era na arquibancada, "o meu lugar" (salve Arlindo Cruz).
Lá estava eu com a Mariana e poucos saberão, mais poder vivenciar isso apenas nós dois, tem um valor imensurável pra mim. Em meio a tantas influências que ela vem demostrando, essa cultura de querer ir ao estádio, acompanhar o pai, é um sonho que vai se realizando. Como foi nessa fria noite de sábado. Se no filme mencionado, o personagem principal tenta fazer de tudo para a personagem recobrar a memória perdida, eu estava (e estou) tentando construir essas memórias.
Curiosamente, essa partida acontece no fim de semana que acontece o comercial dia dos pais. Quem me conhece sabe que por eu não comemorar tal data, posso garantir que foi um verdadeiro acaso eu escolher essa partida para vir compartilhar essa "primeira" experiência com minha filha.
Nem mesmo a escalação com 3 zagueiros em casa me fez ficar irritado. O momento era especial para mim, então sequer me preocupei com isso. Mas não posso negar que estava ansioso pelos três pontos que precisavam ser conquistados.
Dentro de campo o time parecia bem entrosado. Levou pouco perigo, e conseguiu rondar bastante o gol adversário. E enquanto Mariana se deliciava com sua pipoca, o time não pipocou e marcou o primeiro gol do jogo com Bobadilla. E diferente de outras oportunidades, dessa vez a Mari não se assustou com os gritos de gol, pois segundo ela, estava atenta vendo a jogada.
O time seguia bem, e fazendo boa partida, e deixando cada vez mais claro que o antigo treinador perdeu a mão dos treinos.
Com o frio que marcava 11°, Mariana pediu para assistir ao jogo no meu colo, sentada, e ela disse que estava ficando quentinha com a "cadeira de gente". Mal sabia ela que meu coração estava tão quente quanto...
![]() |
| Memórias sendo criadas!!! (foto: arquivo pessoal) |
No intervalo, ela pediu para ir ao banheiro e na volta, ela se deparou com algo que não tem acontecido há um bom tempo, que foi ver a torcida fazendo a famosa "ôla". Ela ficava encantada e se divertia muito a cada volta que a coreografia era executada. E claro, participou ativamente.
São coisas como essas que vão marcar a sua memória, e não as finalizações desperdiçadas que foram acontecendo no início da segunda etapa. Até porque, ela sequer entende isso, mas da "ôla", ela veio falando no caminho...
Depois de momentos de instabilidade da equipe, o São Paulo foi voltando a se acertar e chegar mais perto do segundo gol, e isso era importante, pois aquela altura do jogo, sofrer o empate poderia tirar toda alegria dos mais de 39 mil torcedores presentes, e em especial da minha filha.
E foi perto do fim que o alívio chegou, com Sabino marcando o segundo gol da partida. Novamente a Mari estava atenta, me abraçou e eu levantei nos braços como de costume.
Para uma criança de 9 anos, evidente que o jogo em si tem pouca importância, e não a toa o seu olhar se distraia com certa facilidade. Mais isso é o que menos importa, pois a cada vez que eu pergunto se ela quer ir ao jogo, a sua resposta é sempre afirmativa, e esse é meu presente DE PAI, e não de dia dos pais...
Os três pontos de hoje recoloca o time numa condição de disputar o segundo turno de maneira mais digna, e também faz com que o jogo de terça-feira pela libertadores tenha uma nova perspectiva. Mais pra isso, vai ter que jogar bem.
O retrospecto da Mariana nas partidas do tricolor tem alto índice de vitórias, e hoje diante do Vitória/BA, ela seria certa (hehehe).
Brincadeiras a parte, o dia de hoje já está na minha memória, e espero que não saia da memória dela também.
FORA CASARES, BELMONTE e a corja de dirigentes anti São Paulo
Destaque positivo
FERRARESI. É um jogador limitado, porém, mais uma vez sai de campo como o maior ladrão de bolas e uma assistência; MAIK. Firme na marcação. Merece mais chances; LUAN. Entrou querendo mostrar serviço e foi bem o tempo que ficou em campo.
Destaque negativo
MARCOS ANTÔNIO. Hoje errou muitas decisões de jogadas e passou muito a bola pro lado.
Rafa Malagodi

Nenhum comentário:
Postar um comentário