29 de junho de 2015

Palmeiras 4 x 0 São Paulo (9ª rodada brasileiro 2015)

São Paulo começa bem, mas não aproveita suas oportunidades e sai goleado em novo jogo na Arena. Meio de campo inoperante contribuiu para o resultado desastroso.

Meia hora. Esse foi o tempo em que o São Paulo esteve em campo no clássico.
Esses 30 min. iniciais foram bons para o tricolor, com uma leve superioridade, teve bola na trave, mais posse de bola e uma ou duas chances com Bastos. Porém não marcou o seu.
Em clássicos (fora de casa ainda mais) perder oportunidades são cruciais.
A partir do minuto 31 as coisas mudaram de vez. Um gol de “sorte” (pelo desvio em Souza) mudou o rumo do tricolor na partida. Os jogadores pareciam ter acusado o golpe e se abalaram. Daí em diante, o time não se encontrou mais em campo. O segundo gol não demorou à acontecer.

Esse é o lance do minuto 31. A partir daí,
 tudo mudou. Pra pior.
Na segunda etapa tentou atacar, mas como? Se à armação é feita por Ganso! A cabeça de área feita por Hudson! E Alexandre Pato apareceu no jogo uma única vez!?
Alguns jogadores do São Paulo pareciam não estar em campo, e com o jogo rolando, o placar foi aumentando....3.....depois 4.... e quase o 5º e 6º, e por ai vai.
O time exposto ficou completamente desnorteado, e não sofrer mais gols já era algo positivo.
O resultado de 4 a 0 é vergonhoso, mas pra mim, pior mesmo foi ter perdido os pontos importantes contra o Avaí. Agora o time terá que se recuperar de uma goleada e encarar outra pedreira, o Atlético/PR no Paraná.

O problema é precisar que Pato, Ganso se doem mais em campo...o que deveria ser o mínimo para um atleta, para eles é pedir demais.

Destaque positivo
Ah....ninguém!

Destaque negativo
GANSO. Mais um péssimo futebol quando o time mais precisa; HUDSON. Pior em campo fácil, fácil; PATO. Segundo os números de site footstats, apenas duas bolas foram roubadas por Pato na competição. Viu, não dá pra ter algo a mais de um jogador desses?!


Rafa Malagodi


22 de junho de 2015

São Paulo 1 x 1 Avaí (8ª rodada brasileiro 2015)

Tricolor perde a chance de se manter na liderança, graças a ele próprio. A equipe começou a gastar o tempo muito cedo, como se já tivesse goleando, resultado: Empate com gosto de derrota.

O tricolor perdeu uma grande chance na tarde desse domingo. Com um primeiro tempo bom, com bastante posse de bola, faltava arriscar á gol. Faltou fazer gol. M. Bastos, Souza e Pato até tentaram, mas a pontaria não estava calibrada.
Defensivamente o tricolor não levava nenhum perigo, a ponto de Dória e Toloi jogarem quase sempre na linha do meio campo.
Pato até teve um gol mal anulado, por centímetros (não dá pra condenar o bandeira), mas foi a única coisa que fez na partida. Esteve constantemente impedido, e ainda levou cartão por reclamar. Saiu de campo vaiado.

Jogadores comemoram gol, mas o resultado
teve sabor de derrota.
No segundo tempo o tricolor continuou atacando e fez o gol rápido, com Souza. Mas a partir daí o time parece ter abdicado da vitória. Osório colocou três zagueiros e o Avaí se aproveitou e foi pro ataque. Renan Ribeiro segurou-se como pôde e fez boas defesas.
Quando o tricolor atacava, não chegava com ímpeto à área adversária. Preferiu gastar o tempo. Por vezes foi observado os jogadores pedindo calma, e apontando que faltavam poucos minutos.
Como o tricolor abdicou do gol, o Avaí o procurou e empatou aos 43 min. dando um banho de água gelada no time.

O sentimento era de “derrota”, pois o São Paulo perdeu a chance de se manter na liderança e perdeu dois pontos importantíssimos, que lá na frente, farão falta. Podem apostar.

Destaque positivo
SOUZA. Fez mais um belo gol. Mostrou presença de área; RENAN RIBEIRO. Substituir Rogério é sempre difícil, mas o goleiro fez duas excelentes defesas. Sem culpa no gol.

Destaque negativo
PATO. Muito mal. Até marcou, mas o juiz não validou. Parecia estar numa outra partida; GANSO. Pouco participativo (outra vez), não contribuiu.


Rafa Malagodi


14 de junho de 2015

Chapecoense 0 x 1 São Paulo (7ª rodada brasileiro 2015, por globoesporte.com)

Análise retirada do site globoesporte.com


O jogo

Se Osorio ainda não conhece totalmente o elenco do São Paulo, bastaram cinco minutos em Chapecó para o volante Souza fazer sua melhor apresentação possível até agora para o comandante: ele recebeu um pouco à frente do meio de campo, carregou e soltou a bomba. A bola entrou no ângulo, sem chances para Danilo. Com certeza o chefe aprovou.
O problema foi que, a partir daí, o Tricolor parou. E viu a Chapecoense se lançar ao ataque, em busca do empate, sobretudo com avanços pelas laterais. Porém, mesmo mais incisivo, o time da casa esbarrou na falta de qualidade técnica e pouco criou. A etapa inicial foi muito ruim. O caderninho de Osorio deve ter recebidos muitas anotações.

Souza marcou o único do jogo. Um golaço.
O segundo tempo não foi muito diferente do primeiro. Os donos da casa tentaram a todo custo pressionar em busca do empate, mas pouco conseguiram criar. A grande chance foi aos 20 minutos, em toque de Edmilson, que Bruno salvou em cima da linha. De resto, muitos erros de passes e cruzamentos.

Por outro lado, o Tricolor foi pragmático. Soube se segurar e não correr grandes riscos. Se o ataque pouco criou, o setor defensivo segurou muito bem os avanços do adversário. A atuação não foi das melhores, mas o suficiente para garantir a vitória e a liderança do Brasileirão, ao menos até este domingo.


7 de junho de 2015

São Paulo 2 x 0 Grêmio (6ª rodada brasileiro 2015)

Consegui apenas assistir o jogo com mais atenção no segundo tempo, mas de cara já posso dizer que ainda não podemos atribuir, ao novo treinador, uma cara nova no time. Ainda é muito cedo, porém o que é possível observar, é que Osório utilizará bem o elenco.
Ontem o colombiano já colocou em campo um time com alguns nomes que diferentes, e também fez alterações diferentes das habituais do treinador anterior. Mas pra isso acontecer com qualidade, será necessário a diretoria correr atrás de novos nomes para o elenco, pois para um treinador que faz rodízio, é preciso ter bons nomes no elenco. O São Paulo até possui alguns, mas em algumas posições, está extremamente carente.

Mais história. RC marca seu 129º na carreira,
e estende o contrato até Dez/15.
O adversário de ontem, apesar de ser um grande brasileiro, não levou tanto perigo e isso facilitou para o tricolor vencer por 2 a 0. Luis Fabiano e Rogério Ceni marcaram. O goleiro inclusive, que na rodada anterior havia igualado Raí na artilharia do clube, desta vez passou o ídolo da camisa 10. O Mito chegou ao 129º gol na carreira, e ainda está com o contrato estendido até o fim do ano.
Outra marca histórica foi á sequência de vitórias consecutivas no Morumbi. Agora são 12 no total. Recorde na história do clube.

Esse panorama de quatro vitórias em quatro jogos no Morumbi, é de extrema importância para o clube almejar algo no campeonato. É praticamente impossível, mas caso o time vença todas as partidas em casa, a chance de título vai ser real.
E como disse o Rogério na saída do jogo, a equipe está com vontade de provar que tem condições de brigar por título até o fim!

Rafa Malagodi



4 de junho de 2015

São Paulo 3 x 2 Santos (5ª rodada brasileiro 2015)

O jogo foi bom. Os pouco mais de 13 mil torcedores que foram ao Morumbi viveram momentos de euforia e frustração. Para os tricolores, mais euforia. São Paulo emenda mais uma vitória em casa, 11ª seguida.

Gostei muito da forma como o São Paulo começou a partida, pressionando o Santos e jogando dentro do seu campo de ataque. Mas em contra partida, o time não finalizava. O Santos também dificultou os arremates. Por mais que Milton pedia os chutes, eram difíceis de acontecer.
Em alguns momentos parecia que alguns jogadores queriam mostrar para o novo treinador (que assistia do camarote) mais disposição. Carlinhos foi um exemplo disso. Retornando a equipe, o lateral apoiou bem. Inclusive foi ele quem sofreu o pênalti que deu a vitória ao São Paulo.
Melhor na partida o São Paulo fez o primeiro com Michel Bastos de falta, uma bomba.
Mas o time não ampliou e antes do apito levou o empate de pênalti. Rogério defendeu (adiantou-se) e no rebote sofreu o tento.

Mitou de novo. RC01 marca e agora
é o 10º maior artilheiro da história.
O São Paulo deveria voltar com a mesma postura, mas não contava em levar a virada no inicio da partida, e justamente em falha de Rogério. O goleiro pediu desculpas, os jogadores assimilaram e buscaram o empate quatro minutos depois, Paulo Miranda de cabeça.
O segundo tempo voltou a ficar bom, mas agora o tricolor não era o único que procurava o gol. Depois de ficar o primeiro tempo se defendendo, o Santos deu um pouco mais de trabalho, mas os são paulinos assimilaram e também atacavam.
Defendendo uma invencibilidade em casa, Milton fez alterações e colocou o time pra frente, o São Paulo voltou a ter a posse de bola e no fim da partida revirou. Rogério de pênalti marcou o 128º. Tornou-se então o 10º maior artilheiro do clube.
E no fim das contas, o placar até foi justo. Vitória do time que mostrou por mais tempo a gana de vencer.
No geral, gostei da partida do tricolor. Buscou o gol e pouco sofreu. Os gols foram erros individuais e não coletiva e isso é de considerar.

Após a partida, Rogério deu entrevista e deu um “tapa” na cara do presidente, que durante a semana disse que ele renovaria para promover ações de marketing no clube. O goleiro respondeu dizendo que quer continuar pelo que pode produzir dentro de campo, e não ajudar em ações de marketing.
Chupa Aidar idiota!!!

Destaque positivo
ROGÉRIO CENI. Falhou no segundo gol, mas se redimiu marcando; MICHEL BASTOS. Não é de hoje que o meia é o destaque do time.

Destaque negativo
ALEXANDRE PATO. Apenas um chute no gol e pouco contribuiu em campo.


Rafa Malagodi


31 de maio de 2015

Internacional 0 x 0 São Paulo (4ª rodada brasileiro 2015)

Com um jogo cheio de erros e poucas chances de gols, São Paulo e Internacional não saem do zero, em provável último jogo de Milton Cruz (graças a Deus).

Ganso pediu dispensa da partida, então Milton colocou um time com vários jogadores de meio campo e Pato e Luis Fabiano no ataque. Já na escalação já era possível notar que o São Paulo não teria jogadas pelo meio, apenas lançamentos pelas laterais.
Para um time sem velocidade, jogar fora de casa esperando o adversário é erro na certa. E olha que o São Paulo teve três contra golpes mortais, e pato desperdiçou os três. O camisa 11 destoa muito do que é um jogador profissional. Muito alienado em campo, comete erros pífios.
 A melhor chance do São Paulo foi uma bola na trave de Luis Fabiano, e só.

Mitou de novo! Rogério garante empate
 em jogo fraco tecnicamente.
Fico imaginando a preleção de Milton Cruz no intervalo...porque o time parece voltar numa inhaca. Tá louco!!! A sorte do tricolor era que o time da casa estava desfigurado. Se os principais jogadores estivessem em campo, o tricolor não seguraria a pressão. Quem precisou segurar mesmo foi Rogério Ceni. Novamente o arqueiro fez duas defesas decisivas que garantiram o placar "OXO".
Muitos acreditam que o ponto trazido do sul foi precioso, porém isso só será confirmado se o São Paulo vencer no 2º turno o mesmo adversário.
Se o São Paulo tivesse um centroavante em boa forma e /ou meio campo, certamente o aproveitamento fora de casa contra times desfigurados ou desfalcados seria outro, porque com esses jogadores, Osório terá muito trabalho pela frente.

Destaque positivo
ROGÉRIO CENI. Duas defesas dificílimas, que prova o quanto ainda esta em forma; DÓRIA. Fez ótima partida; EXPULSÃO DE REINALDO. Ótimo reforço para o clássico contra o Santos.

Destaque negativo
REINALDO. Péssimo; ALEXANDRE PATO. A displicência me incomoda demais. Parece um peladeiro, não atleta de futebol.

Rafa Malagodi


28 de maio de 2015

Juan Carlos Osório

Temos que acreditar!

Desde as minhas primeiras lembranças como torcedor tricolor e amante do futebol, no início anos 90, o São Paulo teve alguns bons treinadores, alguns ótimos, um Mestre e vários comuns e fracos.
Por que eu resolvi expor isso? Porque poucas foram ás vezes que eu fiquei tão ansioso e/ou empolgado com a possibilidade de ter um novo treinador, e estrangeiro. Trata-se de Juan Carlos Osório. Colombiano até então pouco conhecido.

Estou bastante ansioso para o treinador iniciar seus trabalhos em solo brasileiro.
Por noticiários da internet, tenho a sensação que ele entende do assunto. Parece ter conhecimento do que está fazendo.

Acredito que, o principal fator para essa "aposta" dar certo, será TODOS (torcedor, imprensa, dirigentes, entre outros) darem um voto de confiança nas "experiências gringas".
A sociedade imediatista que vivemos, que não dá tempo para ninguém trabalhar, tem que acreditar que trazer gente de fora do nosso ambiente "vicioso", poderá, aos poucos, revitalizar o futebol. Precisamos de mais ideias, de mais informação, e ficar usando um cabresto por muito tempo não será positivo.
Nada adiantará se após alguns erros e derrotas, todo o planejamento seja descartado com uma demissão. É necessário dar tempo para uma adaptação, reconhecimento do futebol local, e isso vai levar alguns dias, semanas, ou até mesmo uma temporada.

Não estou dizendo que isso será a solução dos nossos problemas, mas certamente isso faz parte de uma, das várias coisas que estão erradas aqui no "país do futebol". Mudar alguns conceitos já será um grande passo.

Volto a repetir, estou ansioso (e confiante) que Osório possa dar certo. E quem sabe daqui um curto espaço de tempo, nossos treinadores intocáveis e obsoletos, não comecem a perder espaços e, a partir daí, passem a rever seus conceitos e possam voltar a contribuir, como fizeram há 10, 15,20 anos atrás.
Insistir em Muricys, Luxemburgos, Manos, Abels, Felipões não é o caminho. Eles vivem em berço esplêndido, e não se atualizam pois sabem que volta e meia um dirigente desesperado irá contratá-lo, e dessa maneira, nunca teremos espaços para Osórios, Aguirres, Garecas, e até mesmo Dorivas, Argéis, Mancinis, entre outros.

Rafa Malagodi