A noite era típica daquelas de libertadores pro tricolor. Estádio lotado e tempo frio. Mas o empate depois de estar vencendo por 2 a 0 foi um banho frio no torcedor.
O início da partida teve boa movimentação, triangulações e jogadas que fez qualquer torcedor acreditar que a vitória na estreia em casa era questão de tempo. Com a dupla Ferreirinha na esquerda e Lucas Ferreira na direita, parecia que o caminho para a vitória estava traçado, o problema estava na hora de finalizar. Sempre aparecia um toque a mais e que atrapalhava a finalização. Inclusive numa delas Calleri tirou o gol de Ferreirinha.
Porém, o camisa 11 seria figura primordial do jogo. Suas jogadas pela ponta foram surtindo efeito e pouco depois dos 30' sua jogada quase sem ângulo abriu o marcado e explodiu os quase 50 mil presentes. 5 minutos depois outro de Ferreirinha. 2 a 0 e muita festa.
Parecia que o placar seria ainda mais elástico no segunda etapa.
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| O clima começou de libertadores, mas terminou de estadual. (foto: arquivo pessoal) |
Mas foi só começar e algumas coisas já pareciam diferentes. Primeiro foi Arboleda que sentiu e sequer voltou pro jogo. Depois foi o hino do time cantado assim que o apito foi soado. Parecia desconexo, sem empolgação. Se o hino cantado do 1T balançou o estádio, esse não conseguiu sequer tremular as faixas colocadas pela torcida.
Depois de quase chegar ao terceiro gol com Ferreira, as coisas mudariam drasticamente a partir da substituição sem nexo do treinador. Ferreirinha que saiu ovacionado deu lugar a Wendel. Era o começo da desorganização. Poucos minutos depois o time peruano diminuiu. E 10 minutos depois, de bicicleta empatou.
Foi uma ducha fria em todos. E a partir dai, as mudança de comportamento do torcedor ficou muito clara. A paciência parecia já não existir, e torcer virou sinônimo de xingar nas jogadas erradas. Nem mesmo com as alterações e tendo André Silva e Calleri surtiu efeito. nos acréscimos o argentino acertou o travessão, e no rebote o goleiro adversário garantiu o empate em 2 a 2 num chute de Lucas Ferreira.
O apito final gerou vaias na equipe, e certamente Zubeldía vai ter que tirar um futebol (e resultados) de onde não está conseguindo fazer. Ter sacado Ferreirinha e improvisado aos 18' mostrou que não está em sintônia. A próxima partida será em casa diante do freguês Cruzeiro. Qualquer resultado que não seja uma vitória convincente, poderão trazer consequências ao treinador, que nem a beira do campo estará, pois está suspenso.
Na libertadores o time volta a campo somente em 13 dias, e fora de casa contra o líder do grupo, mas antes, além de Cruzeiro, tem Botafogo fora e Santos em casa. Ou seja, a vida não está fácil, mas Zubeldía está complicando ainda mais.
FORA CASARES, BELMONTE e a corja de dirigentes anti São Paulo
Destaque positivo
FERREIRINHA. Inquestionável sua presença aqui; LUCAS FERREIRA. Uma partida de personalidade. Sobretudo na segunda etapa. Pecou em alguns lances por ainda ser jovem, mas foi muito bem; FERRARESI. Desarmou incríveis 7 vezes. O restante inteiro dos demais jogadores somam 9.
Destaque negativo
CALLERI. Precisa URGENTE de ficar no banco mais jogos; ZUBELDÍA. Escolhas ruins e num momento ruim; WENDEL. Parece perdido nesse time. Ainda mais atuando fora da posição.
Rafa Malagodi

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