22 de agosto de 2024

São Paulo 2 x 0 Nacional-URU (jogo de volta 8ªs libertadores 2024, IN LOCO)

Numa noite diferente, como deveria ser em libertadores, São Paulo vence, se classifica e chega com força em mais uma copa.

Se nos três jogos anteriores em casa eu não consegui sentir o espírito de libertadores encarnado no estádio, hoje foi diferente de muita coisa que já vivi dentro do estádio. A festa feita pela torcida e à atmosfera que pulsava das arquibancadas foi digna de uma noite de libertadores.
O telão do estádio contribuiu quando antes do início do jogo, através da inteligência artificial reproduziu um vídeo com a imagem do Telê Santana e a "voz" do mestre. Era o combustível para a busca pela 11ª classificação para as quartas de final do torneio.
Dentro de campo o São Paulo sofreu um bocado com a retranca uruguaia e penou para conseguir chegar em condições de finalização. Elas eram escassas, mas depois de muita insistência Bobadilla chutou da entrada da área de esquerda para abrir o placar. Era o que o tricolor mais precisava naquele momento do jogo. Marcar o primeiro ainda nos 45 minutos iniciais. O resultado a favor faria os uruguaios sairem da defesa e se jogar ao ataque. Receita excelente para o ataque tricolor entrar em ação. Quase saiu o segundo, com Calleri e depois com Lucas. O goleiro adversário interveio em ambos os lances. Mais as investidas pararam por ai.
O primeiro tempo foi um pouco da dificuldade que o time vai enfrentar daqui pra frente. Sem Ferreirinha machucado. Lucas caia pela esquerda, mas como não está acostumado ali, teve bastante dificuldade. Assim como Rato na direita.

Grande festa, e classificação.
Próximo jogo será pedreira.
(foto: arquivo pessoal)
O 2T nem bem começou e Calleri marcou de cabeça o segundo do tricolor, o seu 13° em libertadores. O camisa 9 agora está a um gol de igualar os maiores artilheiros do clube no torneio. Luis Fabiano e Rogério Ceni possuem 14.
Parecia até que o gol iria inflamar o time e arquibancada, mas aconteceu uma grande confusão na torcida adversária com os policiais e o jogo foi interrompido por cerca de 5 minutos. O bastante para arrefecer o tricolor. Quando a partida foi recomeçada, o São Paulo parecia desconexo no jogo. E isso fez o jogo mudar de figura.
Se no 1T o Nacional não chegou nem perto do gol, no 2T foi radicalmente oposto. Os uruguaios chegaram várias vezes e com certa facilidade. Foram 9 finalizações. E o mais grave, com facilidade. O que deixou os 60.042 torcedores presentes inquietos. Até bola na trave rolou por parte do adversário.
São esses erros que Zubeldía cai precisar corrigir para a próxima fase. Até porque o adversário da vez será muito melhor que o de hoje, o Botafogo.
Perto do apito final o jogo voltou a esfriar quando um jogador uruguaio caiu no gramado e precisou ser retirado de ambulância. Os 15 minutos de acréscimos não gerou dificuldade para o tricolor, que nesse duelo gigante de campeões internacionais (ambas equipes possuem 3 libertadores e 3 mundiais) saiu com os brasileiros mais uma vez sem sofrer um gol sequer em 6 partidas com os "Bolso" em libertadores.

No finzinho da partida, a homenagem que acontece há 19 anos tomou conta do estádio, e acredito que todos os presentes cantavam a plenos pulmões o canto exclusivo da libertadores "olê olê olê olê, Telê, Telê". E foi emocionante.

São Paulo agora volta a campo domingo pelo brasileiro, e sem sombras de dúvidas vai estar com o time todo reserva diante do Vitória, no morumbi. Em menos de uma semana o time volta ao mata mata mas agora pela copa do Brasil, contra o Atlético/MG, e da início a mais uma partida de quartas de final.
O time tem se mostrado copeiro, e estando bem nas copas, o torcedor tem todo o direito de acreditar em momentos mais especiais, como foi essa festa de uma verdadeira noite de libertadores.




FORA CASARES, BELMONTE e seus aliados





Destaque positivo
BOBADILLA. Boa participação no meio de campo, correndo, marcando e disputando a bola. Foi coroado com o gol que abriu o marcador e tranquilizou o torcedor; ARBOLEDA. Uma partida muito boa. Deu espaços no segundo tempo, mas esteve firme na maior parte do jogo; CALLERI. Deu o passe para o primeiro e fez o segundo. Tem tudo para se tornar o maior artilheiro do SP no torneio.

Destaque negativo
LUCAS. Pelo menos minha percepção do campo, ele não estava conseguindo fazer suas jogadas. Errou alguns passes. Mas jogou num setor que não tem nada a ver com ele.

Rafa Malagodi


Nenhum comentário:

Postar um comentário