3 de março de 2024

São Paulo 1 x 1 Palmeiras (11ª rodada paulistinha 2024, IN LOCO)


Equilíbrio. Assim é o clássico dos rivais vizinhos, porém com o time melhor distribuído em campo, provavelmente estaríamos na frente, assim quando o assunto é mata mata.

Mais um choque-rei pra conta, mas desta vez, fiz um levantamento de memória e percebi que pela primeira vez em 12 oportunidades, vim sozinho pro clássico. Claro que estávamos em mais de 55 mil pessoas no morumbi, mas dessa vez sem ninguém para compartilhar memórias de outros clássicos. Ou até mesmo da partida, que podemos dizer que foi muito boa pelo lado tricolor. Com intensidade, vontade e disciplina. Lucas que o diga. Com a bola em seus pés, era lance ofensivo na certa.
O adversário causou alguns susto em alguns ataques, mas foi tricolor o mais feliz na primeira etapa. Pablo roubou a bola e gerou ataque que terminou nos pés de Alisson para fazer o merecido 1 a 0 pro tricolor.
Mais intenso que seu adversário, e empurrado pela torcida, que novamente lotou o estádio, parecia que o time tiraria a invencibilidade do adversário e assumiria com folga a primeira posição de seu grupo, mas veio o segundo tempo e as coisas saíram do controle.

Dava para ter ficado a frente
no retrospecto...né Carpini?
(foto: arquivo pessoal)
Faltou o São Paulo manter a mesma intensidade que teve na primeira etapa. O time diminuiu o ritmo e viu o time verde rondar a área tricolor, e numa dessas tentativas, o VAR foi chamado e o árbitro marcou pênalti, fazendo os visitantes empatarem a partida. Curioso que o mesmo VAR não chamou para um lance de expulsão no 1T, na joga anterior ao tento tricolor. Segundo disse Pablo Maia na saída de campo, o árbitro disse não ter expulsado pois saiu o gol. Se isso aconteceu, podemos afirmar que o absurdo está comprovado. Sem contar que o São Paulo reclama de um possível pênalti em Luciano, que o VAR chamou o árbitro que mandou o jogo seguir.
O tricolor seguiu sem controle no meio de campo e cabia apenas a Lucas puxar os ataques, mas visivelmente cansado a bola não saia com qualidade dos pés do camisa 7. Muito desse problema se deu pelo fato de Carpini ter colocado em campo um sistema com três zagueiros. A meu ver, erroneamente.
Não ter um centroavante pela ausência de Calleri é explicável, mas ter três zagueiros e não conseguir sair jogando e não corrigir o erro, faz a culpa cair sobre o treinador.
James entrou e tentou ajudar como dava. Acertou bons passes, mas seus companheiros não acompanhavam. No fim do jogo Alisso pegou uma bola na entrada da área e chutou tudo torto. Seria sem dúvida o gol para consagrar o meio campo e colocar o tricolor a frente no retrospecto paulista.
O São Paulo começou a partida parecendo disposto a tomar a frente do confronto choque-rei, que deve ser o mais equilibrado do futebol brasileiro (isso sem falar os mata matas, pois neles a surra é enorme - 17 a 5). Com 116 vitórias pra cada lado e agora 114 empates, mas sua forma de jogar no 2T não foi o suficiente para isso acontecer.
Com esse empate, o grupo tricolor segue embolado, e agora, se quiser se classificar (e em primeiro) vai ter que ganhar do Ituano na última rodada. Jogo que não será nada fácil, pois o adversário precisa vencer para não cair.

Só espero que Carpini monte um time descente e que a diretoria enxergue a necessidade de trazer peça de reposição à altura, porque o jogador que está sendo contratado pra "substituir" o Calleri, não tem nada a ver com o argentino. Ou seja, vamos entrar na fase de mata mata sofrendo.




FORA CASARES, BELMONTE e seus aliados




Destaque positivo
PABLO MAIA. Em seu primeiro jogo pós convocação para seleção, mostrou o porquê foi lembrado; LUCAS. Era dos seus pés as jogadas que levantavam o estádio. Pena não estar 100% e seus companheiros não ajudarem; ALISSON. Menção pelo gol. Mas perdeu um no fim que prova como é limitado.

Destaque negativo
LUCIANO. Sumido, só apareceu no lance que pediu pênalti; FERREIRINHA. Impressionante como não consegue fazer uma jogada simples, tem sempre que pentear demais a bola.


Rafa Malagodi


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