Foi com sofrimento, mas o mais importante para esse primeiro jogo o São Paulo fez, que foi vencer a partida.
Estou de férias, e por esse motivo consegui ir no choque rei das quartas da CB. O péssimo horário da partida atrasou a vida de muita gente, que só conseguiu chegar ao estádio com a bola rolando. Eu também. Somente aos 15' consegui enfim chegar na arquibancada para assistir. Calculei mal o horário de saída de casa e ainda teve a demora da condução. Nesse meio tempo indo em direção ao Morumbi, passou pela minha cabeça que o placar seria um 0 a 0 chato ou um vitória mínima para os tricolores. Porém rapidamente tentei tirar esse pensamento da cabeça, pois sabia que caso isso acontecesse era sofrimento na certa.
De nada adiantou pensar de outra maneira, pois o jogo foi difícil mesmo. O time de verde entrou em campo com desfalques e com 3 zagueiros. Nós tivemos a surpresa que Calleri que não havia treinado nos últimos dias viria a campo. Bom para o tricolor, mas quando seu elenco é ruim, o jogo fica mais apreensivo mesmo, não tem jeito. O jeito era torcer e esperar os 90 minutos para saber o que iria acontecer. E teve aplausos e xingamentos.
O argentino inclusive foi para o sacrifício e teve a melhor oportunidade da primeira etapa, e poderia ter feito um golaço, mas conseguiu errar o mais simples que foi a conclusão.
O 1T foi muito mais estudado e menos domínio, apesar do São Paulo estar ligeiramente melhor.
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| Partida boa. Placar merecido. Gol bonito. Agora precisa manter para classificar. (foto: arquivo pessoal) |
O São Paulo não sofria defensivamente, pois era muito claro que o Palmeiras veio para o primeiro jogo para enroscar a partida, dificultar e sair com o resultado menos danoso, e por isso mesmo o goleiro Weverton fez cera de muitos segundos a cada tiro de meta e/ou reposição. Isso foi enervando os 54 mil torcedores e também os jogadores em campo. Para ajudar, ou melhor, atrapalhar, Caio Paulista teve uma chance de ouro para abrir o marcador e errou. Nesse lance lembrei do erro crasso do Pablo na libertadores 2021, contra o mesmo adversário. Daí quando W. Rato perdeu a chance mais clara da partida ao 34' eu tive a nítida impressão que o placar não seria mexido, mas três minutos depois ele ajeitou a bola e Rafinha marcou seu primeiro gol com a camisa tricolor. E que gol! No ângulo, indefensável, fez o morumbi explodir e a cera do Weverton desaparecer.
Gol premiou a equipe que mais buscou mexer no placar, e assim como tem sido na temporada (com algumas exceções), o Morumbi lotado ajudou bastante o resultado positivo.
Os minutos seguintes ao único gol do jogo teve um clima de certa tensão pelas bolas lançadas na área do goleiro Rafael, que inclusive passou 70' minutos sem fazer uma defesa sequer. Mas nada de tão ameaçador.
O apito final trouxe um certo alívio e gritos da arquibancada de "time de guerreiros" (Menos né, bem menos). Fizeram um jogo com o que tinham em mãos, ou melhor, em pés. Um resultado justo até.
O jogo inclusive foi muito parecido (em alguns aspectos) com o choque rei do BR-23, mas dessa vez os erros dos tricolores não foram letais ao time.
O placar de 1 a 0 não é o suficiente para deixar nenhum torcedor confortável, até porque no jogo da volta o ambiente será totalmente inverso, contudo, o torcedor pode dormir sabendo que a parte que cabia ao time para esse confronto foi feita. Agora é dosar o time para o jogo do brasileiro no final de semana, e preparar um time forte para duelar por uma vaga nas semi finais da copa do Brasil.
No ano passado eliminamos eles, será que teremos repeteco? Semana que vem trago a resposta.
FORA CASARES e sua turma
Destaque positivo
RAFINHA. Um golaço e que tirou uma atmosfera tensa que pairava no Morumbi; ALISSON. É um jogador horrível, mas deu uma movimentação que o time precisava. E se doou na marcação; ARBOLEDA. Pelo alto foi muito bem, e mais seguro nas jogadas. Muito diferente do clássico há semanas atrás.
Destaque negativo
LUCIANO. Uma partida para apagar do currículo. Saiu no intervalo e não deixou saudades; PABLO MAIA. Uma partida muito abaixo do que vinha fazendo; W. RATO. Perdeu o lance do jogo e outras várias jogadas ao longo do jogo. Foram 24 perdas de bola (!). Nem mesmo a ajeitada para o gol o faz se redimir.
Rafa Malagodi

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