Em jogo sonolento e quase sem emoção alguma (até as comemorações dos gols foram assim), São Paulo vence sem nenhum convencimento, e repete placar do Morumbi.
A cada jogo que passa, mais eu fico confuso tentando entender o que Dorival Jr quer fazer nas partidas do São Paulo. Quando joga fora de casa monta um time aberto, destemido, com 2 volantes. Igual tivemos no já citado Recife, pela Copa do Brasil diante do Sport. Ai no morumbi lotado, tivemos incríveis 4 volantes ao mesmo tempo em campo. E hoje, diante de um time desconhecido, e novamente fora de casa, manda a campo apenas 1 ( e o mais questionado do elenco).
Ou eu estou maluco ou ele está invertendo as coisas. Independente do resultado das partidas, até onde meu conhecimento (e torcida) chega, justamente nos jogos em casa, com torcida a favor que se faz necessário ir "pra cima", ser destemido, e não o contrário.
Mas antes que os advogados de Dorival venham falar algo, saiba que sou defensor de jogar com menos volantes, como na partida de hoje, pois a baixa dificuldade pede esse tipo de situação. O fato dele entrar apenas com Luan, só me deixa mais confortável para afirmar que contra o Vasco ele fez tudo errado.
A partida de hoje estava dando um sono enorme. Não sei se era meu estado efermo, vendo jogo embaixo das cobertas ou se a partida era ruim mesmo. Não era para menos, pois os donos da casa é um time minúsculo, e os titulares escolhidos do tricolor eram limitados. Ainda bem que o Puerto Cabello é ruim viu, porque se fossemos depender da linha defensiva hoje, poderíamos ter problemas... Ainda assim mandaram uma bola na trave.
Wellington Rato que foi responsável direto na vitória sobre o Vasco no brasileiro na última rodada, fez o primeiro gol tricolor, e de falta. Há 2 anos o São Paulo não fazia um tento nesse quesito.
Esse lance foi a coisa mais diferente que aconteceu na primeira etapa.
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| Essa ai passou! São Paulo joga pro gasto e vence em cidade distante (foto: Divulgação/Conmebol) |
Quando voltou do intervalo, o que se viu foi o tricolor ainda sem conseguir levar mais perigo ao goleiro adversário. Foi o próprio São Paulo quem quase levou o empate.
Na medida em que o jogo corria, Dorival foi colocando alguns titulares em campo, na esperança de dar mais qualidade, mas não sei se era o cansaço pela longa viagem para chegar a Venezuela ou os jogadores desinteressados pela partida. Os principais nomes ficaram no banco justamente para serem poupados, pois a viagem de 15 horas até a cidade de Valência/VEN, e depois mais 15 até chegarem em São Paulo atrapalha ainda mais os planos do time para a próxima sequência de partidas que virão pela frente.
No último lance (literalmente) da partida Alisson ainda fez o segundo do tricolor e assim como Rato, teve a comemoração comedida.
Posso dizer que a forma como foi a partida de hoje, e os jogadores escolhidos para começá-la, é muito próxima daquilo que acredito que deve ser levado tal torneio. Aquela minha ideia de esquecer as copas para focar no brasileiro segue, contudo, pelo andar da carruagem, o tricolor deve se livrar da zona da degola com certa antecipação no nacional, e isso pode fazer a comissão técnica optar por tentar chegar longe nessas competições de mata mata.
Os próximos dois meses podem ser uma boa resposta para essa minha percepção. Vamos aguardar.
FORA CASARES e sua turma
Destaque positivo
WELLINGTON RATO. Está aqui apenas por ter feito o gol de falta, pois não teve nada de tão diferente dos demais.
Destaque negativo
RODRIGUINHO. Não conseguiu aproveitar sua chance. Se bem que é de certa forma uma roubada jogar num time cheio de reservas e pós viagem.
Rafa Malagodi

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