O filme se repete e o tricolor joga mal, é vaiado, mas desta vez teve um final um pouco diferente. Vitória aos 45' do segundo tempo.
Quanta angustia. Não bastava ter passado mais da metade da quarta feira angustiado aguardando pelo resultado de covid que minha filha precisou fazer ainda pela manhã (graças a Deus negativo), no inicio da noite o São Paulo fez eu ficar por 90 minutos aflito, sem saber o que poderia acontecer até o fim da partida. Ou melhor, dava para saber que seria complicado, afinal o time de Rogério está em formação, mas fora isso, o treinador segue com uma pressão absurda.
Na imprensa muito se diz que Rogério perdeu o controle do vestiário, e que os jogadores estariam insatisfeitos. Quando se olha no campo, o que podemos identificar que além do time ainda não ter domínio sobre suas ações, o nível técnico de muitos ali é extremamente questionável. A comissão segue fazendo rodízio em seus jogadores.
Mas se na midia o treinador é questionado, nas arquibancadas ele ganhou apoio. A principal organizada do clube fez as pazes com o ídolo e apoiou do inicio ao fim, mas o restante do estádio, em sua maioria vaiou por várias vezes. Também não era para menos, pois o que foi apresentado em campo, não tem muita defesa. Nada menos do que 42 cruzamentos foram para área. A cada mudança de jogador, um misto de vaia ao treinador com aplausos a quem saia. E foi justamente dos pés dessas alterações que saiu o único gol do time.
Nikão começou a jogada, Éder cruzou rasteiro e Marquinhos finalizou. A vitória foi tão angustiante que a bola sequer balançou as redes, entrou chorando no gol. 1 a 0, e primeira vitória do tricolor no ano.
| Marquinhos marcou, diminuiu a pressão (até a próxima partida). (foto: Rubens Chiri) |
Mas além do trio que contribuiu para a vitória, não fosse a ruindade do adversário, as coisas teriam ficado ainda mais tensas pela bandas do Morumbi. O centroavante do Santo André perdeu um gol embaixo das traves, sem goleiro. Na escala Deivid de gols perdidos, seria nota 8 tranquilamente.
O que vale ressaltar é que o placar favorável dessa vez, é o menos importante para as pretensões do time na temporada. Ele aconteceu apenas pelo imponderável. Não fosse o gol perdido do adversário, ele não teria acontecido, tenho certeza. O clima no Morumbi é muito complicado. A mesma torcida que apoia quando vê dificuldades, derruba o estádio quando não enxerga evolução. E seria mais ou menos isso que aconteceria caso a vitória não acontecesse. Porém, é preciso ter cuidado ao falar desses três pontos conquistados. Rogério e sua turma vai precisar seguir trabalhando.
Da minha parte, ele ainda tem alguns jogos para ajustar, caso contrário, vou começar a reclamar que o time não tem padrão, como muitos já fazem desde o primeiro jogo (!).
FORA CASARES
Destaque positivo
ARBOLEDA. Partida muito boa e segura.
Destaque negativo
GABRIEL SARA. Pareceu estar totalmente perdido no jogo; CALLERI. Ostentou a faixa de capitão, mas sem autoridade e sem bola.
Rafa Malagodi
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