O São Paulo não perdeu o jogo, mas pode ter certeza que o sentimento de qualquer torcedor após ver o jogo é de derrota. E temos um culpado para isso tudo.
Evidente que o jogo não seria fácil. O adversário, que inclusive na fase de grupos derrotou o tricolor no Morumbi, assim como a maioria dos times argentinos, é encardido de encarar. E pensar que tudo poderia ter sido diferente.
Antes de falar a respeito do tal culpado, preciso relatar o pressentimento que tive ao ver o cara ou coroa para escolher bola ou campo. Hoje Volpi foi o capitão, e estava lá para ganhar na moedinha. Não sei se todos sabem, mas o clube tem uma tradição. O primeiro tempo, deve ser atacado para o gol do portão principal, e o segundo, para o gol ao lado do social do clube. Isso é histórico, e tem a ver com o lado que a torcida ficava (fica) no estádio. Pois bem, após subir a moeda, Volpi apontou para a bola, e em seguida o capitão adversário escolheu mudar o lado de campo, o que faria o São Paulo inverter a ordem que lhe tradicional. No mesmo momento em que o capitão deles escolhia, Volpi balançava a cabeça e desaprovava a escolha. Na hora falei para a minha esposa "Vamos começar atacando pro lado errado. Isso não é bom sinal".
Claro que tudo isso não passa de uma supertição, e estou relatando pois presto bastante atenção nessa etapa do jogo, apesar que, acredito que a maioria das vitórias em casa, devem ter acontecido realmente quando o time atacou para o lado em que mais gosta.
Mas não foi isso que fez o São Paulo não venceu, e sim um jogador específico. E por incrível que pareça, o mesmo que abriu o placar do jogo.
Crespo precisou escalar para os titulares um time um pouco diferente do que esperávamos, porém, ninguém esperava que Reinaldo não estaria 100%, e nem que Benitez não estivesse entre os iniciais. O camisa 8 de certa forma é de se esperar, pois ele não é um jogador de 90 minutos.
Além disso, teve nova lesão em campo. Éder mais uma vez não aguentou, ai entra o personagem da não vitória. Vitor Bueno. O limitado jogador ganhou de presente do goleiro um gol. Precisou apenas deixar a bola bater em sua perna para abrir o marcador.
O momento era ideal para o São Paulo, pois o Racing sentiu o baque da falha, e 3 minutos depois, nova falha e Vitor Bueno, dentro da área, recebeu um presentaço de Welington. Era empurrar para o fundo e se consagrar. Mas adivinha? Ele fez o que dele se espera, recuou para o goleiro. O segundo gol aquela altura derrubaria de vez os argentinos e faria o tricolor jogar como quisesse no 2T, mas não.
Certamente o jogador sentiu o peso do erro, e na bola seguinte, novamente sozinho, ficou calado, não pediu para Nestor rolar para trás.
Tenho certeza que teve medo de receber a bola em excelente condição e errar novamente.
E como já diria o hoje coordenador (e sumido) do clube Muricy Ramalho, a bola pune. Nos segundos finais da primeira etapa o gol de empate.
O gol derrubou o time, que voltou para o segundo tempo visivelmente abalado. Juro que era como se eu sentisse que todos ali estavam com o mesmo pensamento "perdemos a chance do jogo". Bueno que entrou no jogo aos 28 do primeiro, foi substituído aos 31' do segundo. Isso para um jogador é a pior situação que ele pode enfrentar.
Infelizmente as mexidas e escolhas do Crespo não surtiram efeito. Benitez errou muito e apenas um bom chute já nos acréscimos. Sara, foi outro perdido. Mas ninguém supera o meio campista Talles, que parecia não saber qual a funcção deveria cumprir em campo.
Depois de tudo isso, a única esperança que eu tenho, é que para o próximo jogo de terça que vem, o elenco esteja mais completo, pois as reposições do time são bem fracas.
Acredito que ainda temos chances de classificação apesar do péssimo resultado em casa, porém, será importante contar com jogadores decentes, pois se continuar dependendo de jogadores bichados, que não suportam 90 minutos, ou de jogadores ruins, o máximo que poderemos comemorar esse ano será mesmo o paulistinha e sua taça de gelo.
Destaque positivo
WELINGTON. De longe o melhor em campo. Se tivesse melhores colegas de time, poderia ter saído consagrado hoje; RODRIGO NESTOR. Foi o principal articulador do time, mas também sofreu por não ter uma referência no ataque.
Destaque negativo
VITOR BUENO. Só fez o gol, porque era impossível errar em baixo da trave. Quando precisou ser eficiente, perdeu o gol, que também era praticamente impossível. Ele é o responsável por não termos saído no primeiro tempo com 2 ou 3 gols.
Rafa Malagodi

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