Vitória com futebol sofrido. Esse tem sido nosso lema. A fase tricolor
está tão estranha, que independente do placar final, o futebol apresentado está
deixando o torcedor sempre desconfiado de onde iremos chegar. Só mesmo crianças
como o Mariana para ficar feliz com qualquer coisa que acontece no jogo.
Minutos antes de começar a partida, eu estava com a TV ligada, e
quando minha filha de três anos viu o estádio, no mesmo instante pediu para
colocar sua camisa do São Paulo. Depois de colocar e de fazer o ritual que
ensinei (beijar o escudo), ela pediu para que eu colocasse a minha camisa
também. Ela está tão radiante que pediu para minha esposa vestir a sua. Até
parecia que iríamos para o jogo (nem sei porque não me animei em ir...).
O clima estava bem legal, assim como o inicio de partida do tricolor.
Pressionando, levando perigo com poucos minutos jogados. A Mariana disse que
queria gritar um gol bem alto, então, pedi para que sentasse ao meu lado para
assistir, porém, ela não durou nem dois minutos a frente da TV. Evidente que
foi coincidência, mas parecia que ela já estava prevendo que o jogo ia ser de
mais nervoso do que alegrias. De fato, o time parecia ter entrado num parafuso
que não sabia mais o que fazer com a bola nos pés. Não a toa ela foi brincar, e
me largou sofrendo sozinho.
Brincando mesmo estava Diniz, que entrou no jogo com três volantes e
Daniel Alves na lateral contra o Avaí, no Morumbi. E pior, não mexeu no time
nem mesmo quando ficou com um jogador a mais aos 23’. Por isso que a vaia tomou
conta do estádio assim que o apito soou.
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| Subiu! Em seu 100º jogo, Arboleda garante o gol que coloca o time no G4. Mas o futebol... (foto:Rubens Chiri/saopaulofc.net) |
Chegou o intervalo e Diniz deve ter percebo que com aquele esquema não
teria sucesso. Bruno Alves saiu machucado, e o treinador aproveitou para
colocar Igor Gomes em seu lugar. Assim, Luan foi para zaga. Foi uma baita
mudança, e o tricolor voltou atacando e tendo a bola. Pato perdeu um gol sem
goleiro. Arboleda não vacilou e colocou no fundo o único gol. Assim que o
narrador gritou o tento tricolor, a Mariana largou seus brinquedos e correu
para dar o seu grito de gol, que estava estalado desde o inicio do jogo. Mas
rapidamente voltou aos seus brinquedos.
A segunda etapa era bastante parecida com o inicio da partida, a
principal diferença foi o tricolor ter marcado o gol aos 6’. Fora isso, era o
mesmo toca, toca, toca e pouca finalização com direção. Pato teve nova oportunidade
frente a frente e desperdiçou novamente. Tenho certeza que os 20 mil torcedores
presentes, sentiram um frio na barriga quando no fim do jogo, o Avaí quase
empata. Eu mesmo já estava vendo a vaca indo para o brejo, de novo.
Se olhar apenas pelos pontos conquistados, foi bom, pois voltamos ao
G4 do campeonato, mas isso deve ser olhado secundariamente, pois p futebol
apresentado para se sustentar lá em cima não está sendo convincente. A bola
jogada foi tão ineficaz, que mesmo jogando por 70 minutos com uma mais, a
impressão que dava era de 11 contra 11. E isso tudo contra o segundo pior time
do campeonato.
Ainda bem que para minha filha, o São Paulo “sempre será o melhor”.
Ela voltou para a frente da TV quando viu o torcedor vibrando com a vitória
amarga, e comemorou como sempre faz. Ruim mesmo fica a sensação do pai dela
(Eu), que passa cada sufoco com esse time, que mesmo nas vitórias, deixa a
sensação de derrota estampada em suas análises.
FORA LECO
Destaque positivo
ARBOLEDA. Merece a menção
por ter feito o gol “salvador”.
Destaque negativo
ALEXANDRE PATO. Péssimo.
Outra partida pífia. Perdeu um gol INCRÍVEL.
Rafa Malagodi

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