Jogar nesse estádio está cada vez mais complicado. O São Paulo pode
jogar bem, mal ou mais ou menos, não importa, o resultado nunca é a nosso
favor. Essa é nossa sina.
Sempre que temos um majestoso, eu particularmente fico mais ansioso
que qualquer outro jogo, mas estranhamente, hoje não parecia que eu assistiria ao
12º jogo de ambos no estádio em Itaquera. O momento que o tricolor está
passando pode ter contribuído para eu ficar menos ansioso, apesar que eu
cheguei a acreditar que hoje o tabu seria quebrado. Minutos antes de iniciar a
partida, liguei no programa de rádio estádio
97 e respondi à pergunta “Por que o São Paulo quebraria o tabu?” Respondi
que quebraríamos, pois precisávamos voltar a ser o São Paulo Futebol Clube!
Na minha resposta, eu tinha um misto de certeza pela vitória com uma
indignação, pois há tempos não somos mais o time que, mesmo quando não tinha um
bom elenco, ao menos sentia vergonha na cara e vontade de vencer. Esse atual
elenco, possui jogadores que não se encaixam nesse perfil vitorioso do clube.
Diferente dos mandantes, que estão entrando a cada majestoso como se quisessem
devolver os quatro anos sem vencer o São Paulo entre os anos de 2003 e 2007.
Vendo Alexandre Pato em campo, passou pela minha cabeça o seguinte, o
perfil de jogador que é o camisa 7, é muito do que é o São Paulo dos últimos
anos. Basta ver a maneira como o atacante briga pela bola, como destoa da
maioria dos jogadores que estão em campo. A má vontade e falta de empenho é
tamanho, que me faz lembrar da última década tricolor. Ele pode até ter
técnica, mas não serve para jogar o futebol atual. Analogicamente, o São Paulo tem
história, mas atualmente coleciona vexames. E tabus.
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| Cade aquele São Paulo? Sem alternativas, tricolor segue sem vencer na casa do rival. (foto: Gazeta Press) |
A partida em si não teve nenhum futebol vistoso de qualquer um dos
times. O São Paulo chegou ao seu terceiro jogo seguido sem marcar e isso é o
reflexo de um time que não consegue progredir, que não consegue criar, que não
leva perigo aos seus adversários. E jogando num ambiente “hostil” como é o
estádio dos mandantes, isso fica ainda mais acentuado.
É bem verdade que o gol aos 6’ foi mais que sorte, pois uma bola que
iria nas mãos de Volpi teve um desvio que matou o goleiro tricolor, que sem
dúvida foi o melhor do time.
Eu não colocarei essa derrota nas costas de Cuca, pois entendo que ele
mandou a campo o que tinha de melhor. A culpa pela vitória é única e exclusivamente
dos jogadores. Reinaldo, Pato, Vitor Bueno, Everton, são jogadores que pouco
estão contribuindo e hoje ficou claro mais uma vez. Hernanes, que parece ter
voltado “bichado” da China, é outro que nunca está em condições de fazer uma
partida inteira, sem tantos erros.
São alguns desses fatores que deixa o torcedor (inclusive eu)
reticente com esse time.
O meu lado racional está dizendo que após quinta feira, dia seguinte a
partida contra o Bahia pela copa do Brasil, o tricolor terá apenas uma
competição pela frente e muitos problemas internos para resolver. O lado
emocional, diz que a vitória virá, e que será à arrancada de Cuca e seus
comandados. Porém, como sou muito mais pés no chão, creio que a pergunta que
será feita no programa de rádio será: “Cuca
deve cair?”
FORA LECO
Destaque positivo
TIAGO VOLPI. Traído pelo
desvio no lance do gol. Esteve seguro sempre que foi acionado; TCHÊ TCHÊ. Era o desafogo do meio de campo.
Conseguiu, dentro do que podia, controlar a partida.
Destaque negativo
PATO. Outra partida
apagada, sem ao menos lampejos. É a personificação em campo, do que é o atual time;
REINALDO. No lance do
gol, parecia estar totalmente desliga. Se tivesse prestado atenção no lance,
teria ao menos disputado a bola; ARBOLEDA.
Ter desviado a bola do gol em seus pés foi um acidente, entretanto, fez um
partida de muitos erros de antecipação e passes.
Rafa Malagodi

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