7 de abril de 2019

Palmeiras 0 (4) x (5) 0 São Paulo (segundo jogo semifinal paulistinha 2019)


Enfim uma final. Depois de anos e anos, o time chega na final do estadual e com um panorama muito diferente daquele que chegou na última rodada do mesmo campeonato. A camisa branca tem seus méritos!

Estou surpreso! Confesso que não acreditava que o São Paulo fosse conseguir essa classificação jogando contra o Palmeiras, fora de casa. Depois de terminar empatado o primeiro jogo, achei que não teríamos mais chances. Inclusive falei isso aos quatro ventos. Minha razão o tempo todo deixou claro que não seria possível. Muitas vezes eu alertava que a maneira como havíamos nos classificados para os mata matas, apenas na última rodada, me deixava sem esperanças. A emoção, o lado torcedor, dizia que sim, que a classificação era nossa, e que desde a derrota para o próprio Palmeiras na 11ª rodada, o São Paulo não sabia mais o que era perder. E ainda teria a presença de Cuca no banco. E como todo torcedor que se presa, quando precisamos vencer, nos apegamos em qualquer coisa que nos dê “certeza”.
Vou confessar que nessa de não acreditar no time, hoje, quando vi os jogadores entrando em campo com a camisa branca, a tradicional, meu lado supersticioso falou alto, e bem alto. Desde que o Allianz foi inaugurado, o São Paulo só havia perdido jogando nesse estádio, e sabe o que mais tinha incomum nisso? O São Paulo só havia jogado de listrado (sic). Isso diz alguma coisa? Não digo que sim nem que não, mas sempre acreditei que deveríamos jogar com nossas cores nesse estádio, afinal, as cores não se misturam. Quando lembro de Palmeiras x São Paulo no Parque Antártica, só vem à mente os grandes jogos que fizemos ali, e vestindo o manto branco. Por exemplo: Quartas da copa do Brasil 2000, quando Raí fez de letra; 8ªs da libertadores 2005, com Cicinho colocando no ângulo de Marcos; 2008, com Rogério e cia. empatando o jogo e arrancando para o TRI-HEXA. Foi por conta dessa memória afetiva do clássico que sempre quis que o time jogasse assim, como hoje. Pura superstição, assim como dizem acontecer com o novo técnico Cuca, que é adepto desse “mistério”.
Sai que é sua. Depois de tanta desconfiança,
Volpi pega dois e coloca o SP na final.
(Foto: Eduardo Carmim/Photo Premium / Lance!)

Não foi a superstição que fez o time sair classificado, não foi a camisa branca, mas foi quem vestiu a camisa branca. Desde a molecada de Cotia, que em momento algum sentiram o peso, até os mais experientes que estavam sendo cobrados e que entenderam o momento do clube, que não disputava uma final de paulista há 16 anos. A chegada do treinador, e a mudança de postura foi fundamental para fazer o tricolor chegar perto da conquista.
Continuo achando que o estadual não é a melhor coisa do mundo e de certa forma não tira ninguém da fila, porém, dos quatro grandes que estavam disputando esse troféu, o São Paulo é sem dúvida o que mais se beneficiaria em caso de título. Para mim, continuará sendo paulistinha, mas vou torcer muito para o time vencer, pois pode ser um divisor de águas num clube que nem lembra mais como é levantar um caneco.

Independente de qual adversário tivermos, teremos que jogar muito bem na primeira partida (em casa) para não sofrer na volta. Uma coisa é certa, sendo campeão ou não, o torcedor está ficando mais confiante com esse time. Eu mesmo vou tentar acreditar mais nesse time e não na cor da camisa que ele veste. Mas se for a branca, teremos mais chances, pode “acreditar”.

FORA LECO

Destaque positivo
ANTONY. Figurinha frequente no destaque, foi novamente quem mais bagunçou os adversários. Não se intimida e parte pra cima. Tomara que tenha vida longa no clube; TIAGO VOLPI. Além de fazer boas defesas no tempo normal, pegou dois na decisão de pênaltis.

Destaque negativo
EVERTON FELIPE DE CENTROAVANTE. O jogador ali não levou perigo nenhum ao time verde, muito pelo contrário, foi facilmente dominado.

Rafa Malagodi



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